Voltar para Notícias
Lancamentos

Kia Tasman e K4: Datas de Chegada e Detalhes Exclusivos

20 de maio de 2026
4 min de leitura
Kia Tasman e K4: Datas de Chegada e Detalhes Exclusivos

Kia Tasman: A Nova Força no Segmento de Picapes Médias

A Kia está pronta para agitar o mercado brasileiro de picapes médias com o lançamento da Tasman, previsto para julho. A picape, que marca a estreia global da montadora nesta categoria, chega para disputar diretamente com nomes consolidados como Toyota Hilux, Ford Ranger e Mitsubishi Triton. A aposta da Kia é forte em tecnologia e um design que promete ser "exótico", buscando diferenciar-se da concorrência. A rede de concessionárias já está sendo treinada para a chegada.

Em termos de dimensões, a Tasman é robusta: mede 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,89 m de altura e tem um entre-eixos de 3,27 m. A caçamba generosa oferece um volume de 1.173 litros, capacidade de carga útil entre 1.000 e 1.190 kg, e reboque de 3.500 kg.

Motorização e Desempenho

Para o Brasil, o motor 2.2 turbodiesel de 210 cv é o mais cotado, já conhecido por equipar o Sorento. Lá fora, há também uma opção 2.5 turbo a gasolina de 281 cv. O conjunto diesel pode ser acoplado a um câmbio manual de seis marchas ou automático de oito, prometendo bom desempenho com 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e capacidade de imersão de até 80 cm.

Kia K4: O Sucessor do Cerato com Toque Esportivo

Outro lançamento aguardado é o sedã médio Kia K4, que chegará ao Brasil entre setembro e novembro. Posicionado como sucessor direto do popular Cerato, o K4 promete um design ousado e esportivo, diferenciando-se dos rivais. O modelo já está em processo de homologação e virá equipado com o eficiente motor 1.6 turbo flex de 176 cv, o mesmo encontrado no Hyundai Creta.

As dimensões do K4 são ligeiramente maiores que as do Cerato anterior: 4,71 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,43 m de altura e 2,72 m de entre-eixos. O porta-malas oferece 413 litros de capacidade.

Destaques em Tecnologia e Concorrência

O K4 se destacará não apenas pelo design e motorização turbo, mas também por um pacote tecnológico robusto. Dependendo da versão, poderá oferecer airbags laterais traseiros, assistência de manutenção de faixa, prevenção de colisão dianteira e alerta de tráfego cruzado traseiro. No mercado brasileiro, enfrentará concorrentes de peso como Toyota Corolla, BYD King, Nissan Sentra e Honda Civic, buscando um diferencial com seu motor turbo em um segmento dominado por aspirados e híbridos.

Estratégia da Kia no Brasil: Expansão e Inovação

Os lançamentos da Tasman e do K4 representam um movimento estratégico crucial para a Kia no Brasil. Ambos os veículos têm a missão de explorar segmentos hoje não ocupados pela marca, com a picape média sendo uma investida totalmente nova e o sedã médio modernizando a oferta em uma categoria importante. A Kia busca reafirmar sua competitividade, apostando em design, tecnologia e motorizações adequadas às demandas do consumidor brasileiro.


Anunciados desde novembro de 2025, durante o Salão do Automóvel, dois dos principais lançamentos da Kia para o Brasil neste ano já estão com data marcada para chegar ao país. Autoesporte apurou com exclusividade que as novidades em questão são a picape média Tasman e o sedã médio K4 — ambos programados para os próximos meses. A dupla terá posicionamento estratégico e a missão de atuar em segmentos hoje inexplorados pela marca.
Começando pela Tasman, nossa reportagem apurou que o lançamento oficial acontecerá em julho e que a rede de concessionárias já está sendo treinada. A picape é a primeira aposta da marca na categoria em todo o mundo e já foi flagrada em testes no Brasil. Concorre diretamente com Toyota Hilux, Ford Ranger, Mitsubishi Triton e companhia, apostando forte em aspectos como tecnologia e design (exótico para os padrões do segmento).
Kia Tasman mede 5,41 metros de comprimento e leva mais de 1 tonelada na caçamba
Divulgação
A Tasman mede 5,41 m de comprimento, 1,93 m de largura, 1,89 m de altura e 3,27 m de distância entre eixos. A caçamba tem 1,51 m de comprimento, 1,57 m de largura e 54 cm de profundidade, sendo capaz de acomodar volume de 1.173 litros. A capacidade de reboque é de 3.500 kg, enquanto a carga útil varia de 1.000 a 1.190 kg. Sob o capô, tem motores 2.5 turbo a gasolina de 281 cv ou 2.2 turbodiesel de 210 cv.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
Kia Tasman tem quadro de instrumentos e centrl multimídia interligados
Divulgação
O motor a diesel é o mais cotado para o Brasil e, de longe, o preferido do segmento. Conta a favor também o fato de já ser usado pelo Sorento, que recentemente foi lançado por aqui em nova geração. Lá fora, o conjunto inclui um câmbio manual de seis marchas ou automático de oito. A ficha técnica revela ainda aceleração de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e capacidade de imersão de até 80 cm (limite de segurança para atravessar trechos alagados).
Initial plugin text
Kia K4 terá motor 1.6 turbo do Creta
Kia K4 tem maçanetas traseiras camufladas na coluna, recurso estético ousado para o segmento
Divulgação
Outro lançamento confirmado é o do K4. À venda no exterior desde 2024, o sedã médio é considerado o sucessor direto do Cerato (sedã vendido ao longo de várias gerações no Brasil) e chegará por aqui equipado com o mesmo motor 1.6 turbo flex de 176 cv de potência usado pelo Hyundai Creta. Conforme apurado por Autoesporte, o modelo está em processo de homologação e estreará entre setembro e outubro — ou, no mais tardar, novembro.
Na cabine, K4 segue o padrão dos lançamentos mais recentes da Kia
Divulgação
Em dimensões, o K4 mede 4,71 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,43 m de altura e 2,72 m de entre-eixos. Para efeito de comparação, o velho Cerato mede 4,64 metros, 1,80 de largura, 1,44 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. No porta-malas, há espaço para até 413 litros.
Kia K4 chama atenção pelo design ousado e com pegada esportiva
Divulgação
Dependendo da versão, o K4 oferece equipamentos como airbags laterais traseiros de série, assistência de manutenção de faixa, prevenção de colisão dianteira, alerta de tráfego cruzado traseiro e outros. A Kia também disponibiliza recursos adicionais, como aviso de colisão frontal atualizado, rodas de 18 polegadas, detalhes em preto brilhante, sistema de som Harman Kardon, entre outros.
No Brasil, o modelo terá como principais rivais Toyota Corolla, BYD King, Nissan Sentra e Honda Civic. O principal apelo do K4 será o design e a motorização turbo, gerando diferencial importante na comparação com os concorrentes aspirados ou híbridos.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Kia TasmanKia K4LançamentoPicape MédiaSedã MédioMercado AutomotivoNovidades KiaVisão VeicularvisaoveicularKia Brasil

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

Ferrari 12Cilindri: V12 e câmbio manual simuladoLancamentos
5 jul 20261 min

Ferrari 12Cilindri: V12 e câmbio manual simulado

Ferrari 12Cilindri Manuale: A Reinvenção da Experiência Analógica A Ferrari, ícone global de desempenho e luxo, surpreende o mercado automotivo com o lançamento da 12Cilindri Manuale, um modelo que promete resgatar a paixão pela condução manual através de uma abordagem inovadora. Limitada a apenas 1.499 unidades, esta máquina é um testemunho da engenharia de ponta de Maranello, unindo a potência visceral de um motor V12 de 830 cavalos a uma transmissão de dupla embreagem (DCT) que, de forma engenhosa, simula a sensação e o envolvimento de um câmbio manual tradicional. O nome "Manuale" não se refere a um câmbio de três pedais e alavanca H-gate clássicos, mas sim à intenção de replicar suas características mais cativantes por meios eletrônicos, oferecendo o melhor dos dois mundos: a eficiência moderna com o engajamento nostálgico. O Que Esperar do Câmbio "Manuale" Simulado A grande estrela da Ferrari 12Cilindri Manuale é, sem dúvida, sua transmissão. Ao contrário de um DCT convencional, que prioriza a suavidade e a rapidez das trocas, a Ferrari desenvolveu um sistema que incorpora um pedal de embreagem e reproduz os "trancos" característicos das trocas de marcha manuais. Essa simulação eletrônica é projetada para mimetizar a sensação tátil e auditiva que tanto agrada aos puristas da condução. O objetivo é engajar o motorista em um nível mais profundo, onde cada troca de marcha é sentida e exige uma interação deliberada, sem sacrificar a performance otimizada que uma transmissão de dupla embreagem pode oferecer. Para o motorista brasileiro, especialmente os entusiastas de superesportivos, essa inovação representa uma nova fronteira na experiência de pilotagem, um convite para redescobrir o prazer de "domar" um carro potente. Potência V12 e Exclusividade para o Mercado Brasileiro Sob o capô da 12Cilindri Manuale reside o coração pulsante da Ferrari: um motor V12 naturalmente aspirado, capaz de entregar impressionantes 830 cavalos de potência. Este é um motor que canta, que respira, e que entrega torque e rotação de forma linear e emocionante, sem a intervenção de turbocompressores. A combinação de um V12 puro com uma transmissão que busca o engajamento manual é uma ode à herança da Ferrari e uma raridade no cenário automotivo atual, dominado por motores menores e eletrificação. Um Artigo de Colecionador em Terras Brasileiras Com uma produção estritamente limitada a 1.499 unidades globalmente, a Ferrari 12Cilindri Manuale está destinada a ser um item de colecionador. Sua chegada, mesmo que em pouquíssimos exemplares, ao mercado brasileiro reforça o apetite do país por veículos de alto luxo e performance extrema. Para os afortunados que puderem adquirir um, não será apenas um carro, mas uma declaração de apreço pela engenharia automotiva e pela busca incessante da experiência de condução mais pura possível, mesmo que intermediada pela tecnologia. A exclusividade, aliada à proposta única de simulação manual, garante que este modelo se torne um marco na história da Ferrari e no imaginário dos aficionados por carros esportivos.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-RoadMercado
5 jul 20269 min

5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-Road

Picapes de Alto Desempenho Usadas: Versatilidade para Todo Terreno O mercado de picapes usadas de alta performance no Brasil evoluiu, oferecendo muito mais do que apenas força para reboque. Hoje, esses veículos combinam a agilidade de esportivos no asfalto com a robustez e tração de um 4x4 em trilhas, sendo ideais até mesmo para o uso diário. Com a popularidade crescente, o portal 'Visão Veicular' destaca cinco modelos que se destacam pela performance, tanto dentro quanto fora da estrada, disponíveis no mercado de seminovos. A seleção abrange desde opções compactas até full-size, contemplando diferentes perfis e orçamentos de motoristas brasileiros que buscam adrenalina e capacidade em qualquer condição. Desvendando os Modelos: De Compactas a Full-Size A lista apresenta uma gama diversificada de picapes, cada uma com características únicas que atendem a necessidades específicas. Os preços, apurados em junho de 2026, servem como referência e podem variar. Ford Maverick 2.0 4x4: A Porta de Entrada Esportiva Compacta e de construção monobloco, a Maverick é ideal para quem busca performance e tração nas quatro rodas sem o porte de uma picape grande. Equipada com motor 2.0 EcoBoost turbo a gasolina, entrega 253 cv e 38,7 kgfm, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. Seu consumo é equilibrado para o segmento (8,8 km/l cidade, 11,1 km/l estrada), e oferece boa tecnologia interna e segurança. Disponível a partir de R$ 142.900 (modelos 2022/2023). Volkswagen Amarok V6: O Torque Alemão Considerada referência em torque entre as picapes médias a diesel, a Amarok V6 se destaca pelo motor 3.0 turbodiesel de 258 cv e 59,1 kgfm, com Overboost para 272 cv. Com tração integral permanente e câmbio ZF de oito marchas, faz 0-100 km/h em 8 segundos. Sua capacidade de carga superior a 1.100 kg é um diferencial. Unidades 2018/2019 partem de R$ 122.990. Ram 1500: Potência V8 e Conforto Full-Size Para quem não abre mão do luxo e da potência bruta, a Ram 1500 oferece o histórico motor 5.7 V8 Hemi a gasolina de 400 cv e 56,7 kgfm. Mesmo com seu porte imponente, atinge 100 km/h em 7,7 segundos. O foco aqui é o conforto, a tecnologia embarcada de ponta (Uconnect 12”, som Harman Kardon) e a impressionante capacidade de reboque de 4.490 kg. Preços iniciam em R$ 289.880 (modelos 2022), mas atenção ao consumo e manutenção do V8. Ford Ranger Raptor: A Rainha do Off-Road Extremo Projetada para rally-raid, a Ranger Raptor é um verdadeiro carro de competição de fábrica. Seu motor 3.0 V6 biturbo a gasolina de 397 cv e 59,4 kgfm a impulsiona de 0 a 100 km/h em impressionantes 5,8 segundos. O grande diferencial está na engenharia para a terra: amortecedores FOX Live Valve, diferenciais blocantes e o modo de condução Baja para pilotagem agressiva. Um exemplar pode ser encontrado a partir de R$ 439.980. BYD Shark: A Revolução Híbrida e a Mais Rápida A BYD Shark é a picape mais tecnológica e a mais rápida da lista. Sendo a primeira híbrida plug-in vendida no Brasil, combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois elétricos, entregando uma potência combinada de 437 cv e 65 kgfm. Sua aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos a coloca no topo da performance, aliada a uma autonomia elétrica de 57 km e consumo equivalente de 24,6 km/l. Altamente equipada de série, parte de R$ 279.900. Conclusão: Escolha Sua Aventura A oferta de picapes usadas de alto desempenho no Brasil é vasta e diversificada. Seja para quem busca uma companheira urbana com aptidão off-road, um gigante de torque diesel, a potência de um V8, a robustez de um carro de rali ou a inovação de um híbrido plug-in, há uma opção para cada tipo de motorista e aventura. É fundamental considerar o custo de uso, manutenção e a disponibilidade de peças ao optar por um desses modelos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

VW T-Cross Mais Barato: SUV Reduz Preços em até R$ 10.000Mercado
4 jul 20261 min

VW T-Cross Mais Barato: SUV Reduz Preços em até R$ 10.000

VW T-Cross Mais Acessível: Redução de Preços Agita o Mercado de SUVs Em um movimento estratégico que surpreendeu o mercado automotivo brasileiro, a Volkswagen anunciou uma significativa redução nos preços do T-Cross, um dos SUVs compactos mais vendidos do país. O utilitário esportivo teve seus valores diminuídos em até R$ 10.000 em quase todas as versões disponíveis, sem qualquer perda de equipamentos ou recursos. Essa decisão é notável, especialmente porque o T-Cross vinha registrando excelentes números de vendas, consolidando sua posição entre os líderes do segmento. A medida visa não apenas fortalecer a competitividade do modelo diante de seus rivais diretos, mas também redefinir seu posicionamento dentro da própria gama da montadora alemã. Detalhes da Nova Tabela de Preços A revisão de preços impacta desde as versões de entrada até as mais equipadas, tornando o T-Cross uma opção ainda mais atraente para o consumidor. Por exemplo, a versão Sense 200 TSI, porta de entrada da linha, teve uma queda considerável, assim como as configurações Comfortline e Highline, que representam o topo de gama. Essa estratégia da Volkswagen indica um esforço para ampliar o acesso ao modelo, que já é um sucesso de público, e potencialmente impulsionar ainda mais seu volume de vendas em um mercado cada vez mais disputado. Manter a lista de equipamentos intacta é um ponto crucial, garantindo que o cliente receba o mesmo valor, mas por um custo menor. Reposicionamento Estratégico e Distanciamento do Taos Um dos impactos mais claros dessa redução é o reposicionamento do T-Cross em relação ao seu "irmão maior", o Volkswagen Taos. Com a diferença de preço entre os dois modelos agora ampliada, a montadora busca evitar a canibalização interna, permitindo que cada SUV atinja seu público-alvo específico com maior clareza. O Taos, posicionado em um segmento acima, agora tem um espaço mais definido, enquanto o T-Cross reforça sua vocação como um SUV compacto premium acessível. Vantagens Competitivas no Segmento de SUVs Compactos A nova política de preços confere ao T-Cross uma vantagem competitiva ainda maior frente a rivais de peso como Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, Nissan Kicks e Jeep Renegade. Em um cenário onde cada real faz a diferença na decisão de compra, oferecer um veículo bem equipado, com boa reputação de mercado e agora mais barato, é um trunfo e tanto. Essa manobra da Volkswagen demonstra uma agilidade em responder às dinâmicas do mercado, buscando não apenas manter sua fatia, mas expandi-la através de uma proposta de valor irresistível. Oportunidade para o Consumidor Brasileiro Para o motorista brasileiro que busca um SUV moderno, seguro e com bom desempenho, o momento é especialmente oportuno. A queda nos preços do T-Cross significa maior poder de compra, permitindo o acesso a um veículo que figura entre os mais desejados da categoria. É uma chance de adquirir um SUV da Volkswagen com um custo-benefício ainda mais atraente, sem abrir mão da qualidade e da tecnologia que caracterizam a marca. Essa mudança pode estimular o mercado de zero quilômetro, atraindo tanto novos compradores quanto aqueles que estavam em dúvida entre diferentes modelos. A expectativa é que essa estratégia reforce o domínio do T-Cross nas listas de mais vendidos, consolidando ainda mais sua liderança no coração dos consumidores.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Chevrolet Suprema: Perua de Luxo Clássica vale como SUV 0kmMercado
4 jul 20268 min

Chevrolet Suprema: Perua de Luxo Clássica vale como SUV 0km

O Legado de Luxo da Chevrolet Suprema Lançada em abril de 1993, a Chevrolet Suprema rapidamente se estabeleceu como a perua mais luxuosa e cara do Brasil, um verdadeiro ícone ao lado do sedã Omega. Projetada para enfrentar os veículos importados da época, ela herdou o prestígio da Caravan, mas com modernizações significativas. Seu design traseiro reto não apenas harmonizava com o conjunto, mas também otimizava a visibilidade, um diferencial em manobras. O artigo destaca um exemplar raro: uma Suprema 3.0 CD 1993/1993 na cobiçada cor Vermelho Chipre, com câmbio automático e apenas 135 mil km rodados. Este veículo passou por um meticuloso trabalho de restauração pela Padrão Misa, que incluiu desde o detalhamento do cofre do motor e restauração das rodas até uma revisão completa de mecânica e elétrica, visando a perfeição para colecionadores exigentes. Atualmente, a pedida por esta relíquia pode chegar a R$ 160 mil, valor equivalente a uma Chevrolet Montana Premier zero-quilômetro, demonstrando seu status de cult entre entusiastas. Um Clássico Restaurado em Destaque O exemplar analisado pela Autoesporte, uma Omega Suprema 3.0 CD, resplandece após a restauração. Manteve vidros, faróis e lanternas originais, evidenciando seu bom estado inicial. O interior impressiona com o acabamento aveludado dos bancos e forros de porta em excelentes condições, além do requisitado painel de instrumentos 100% digital, verificado quanto ao funcionamento perfeito. Ao lado, um visor de check control fornecia informações cruciais sobre níveis de fluidos e avisos de luzes queimadas e desgaste de pastilhas, recursos que eram "surreais" para a época. O rádio toca-fitas FIC Sirrah, junto ao toca-CD devidamente revisado, complementa a experiência nostálgica e luxuosa. Tecnologia e Performance Inovadoras A Suprema CD, em sua versão inicial, era equipada com o motor 3.0 de seis cilindros em linha de origem alemã, entregando 165 cv e 23,4 kgfm de torque. Este propulsor casava perfeitamente com a caixa automática de quatro marchas, proporcionando um conforto inigualável. O jornalista Bob Sharp, em seu teste para a Autoesporte na época, elogiou a Suprema por ser a primeira e única perua nacional com motor dianteiro, tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas, além de freios a disco nas quatro rodas com ABS de série na versão CD. A distribuição de peso equilibrada (52%-48% dianteiro-traseiro vazia) favorecia a estabilidade. O Desempenho que Impressionava Bob Sharp destacou a elasticidade do motor de seis cilindros, capaz de impulsionar a perua de 0 a 100 km/h em impressionantes 9,58 segundos, com velocidade máxima de 201,7 km/h. O espaçoso porta-malas de 540 litros, que se expandia para 1.850 litros com os bancos rebatidos, era um trunfo prático. Um sistema pneumático inédito na suspensão traseira garantia o nivelamento da carroceria, mesmo com carga total, mantendo o conforto. De série, a Suprema CD oferecia ar-condicionado com saídas para o banco traseiro, direção hidráulica, trio elétrico, regulagem elétrica dos faróis, freios ABS e computador de bordo. Evolução e Despedida de Uma Lenda A linha Suprema passou por algumas mudanças ao longo de sua curta vida. Em 1994, surgiu a versão GL, mais básica, com motor 2.0 a álcool (130 cv), destinada ao público frotista. Esta é hoje a configuração mais rara de se encontrar. Em 1995, o motor 2.0 evoluiu para o 2.2 (116 cv, mas com mais torque), e o aclamado 3.0 alemão foi substituído pelo 4.1 Powertech nacional, uma versão atualizada do motor do Opala. Embora o 4.1 entregasse um pouco mais de potência (168 cv) e torque (29,1 kgfm), não resultou em ganhos significativos de agilidade em comparação ao 3.0. A produção da Chevrolet Suprema foi encerrada em 1996, após acumular pouco mais de 12.200 unidades, deixando para trás uma legião de fãs que ainda cultuam sua excelência e sofisticação.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte