Voltar para Notícias
Lancamentos

Renault Boreal Híbrido: A Versão Brasileira Chega em 2027

29 de junho de 2026
4 min de leitura
Renault Boreal Híbrido: A Versão Brasileira Chega em 2027

Renault Boreal: Expansão Global e Novas Tecnologias Híbridas

O Renault Boreal, SUV médio que já conquistou o mercado brasileiro há cerca de um ano, agora projeta sua presença global, iniciando vendas em mercados europeus, como a Turquia, onde é produzido. Sua expansão abrange aproximadamente 70 destinos na Europa Oriental, Oriente Médio e África. Embora o visual externo e interno seja idêntico ao modelo nacional, as opções mecânicas revelam um leque mais amplo e inovador.

Motorizações Europeias em Destaque

Na Europa, o Boreal é oferecido com três motorizações distintas: um híbrido pleno E-Tech de 160 cv, um motor 1.3 turbo TCe de 145 cv (gasolina) e um sistema híbrido 4x4 E-Tech de 150 cv. O grande destaque é a versão híbrida plena E-Tech 160, que dispensa recarga externa. Este conjunto, já conhecido em modelos como Duster e Captur na Europa, combina um motor 1.8 aspirado com um motor elétrico e uma bateria de 1,4 kWh, entregando 160 cv. Segundo o padrão WLTP, ele alcança um consumo impressionante de 20,8 km/l em ciclo misto, com até 80% de condução elétrica em áreas urbanas.

O Boreal Híbrido que Realmente Chegará ao Brasil

É crucial ressaltar que, apesar da cobiça pelo consumo do E-Tech 160, essa versão híbrida plena não será a escolhida para o mercado brasileiro. A Renault já confirmou que o Brasil receberá uma configuração híbrida específica para o Boreal: a versão E-Tech 4x4, internamente chamada de e-4WD.

Tecnologia e Expectativas para o Brasil

Este sistema e-4WD, que também equipará a futura picape Niagara, utilizará o motor 1.3 TCe flex de produção nacional, em vez do 1.2 turbo europeu. Combinado a um motor elétrico instalado no eixo traseiro, a potência total combinada deverá superar os 180 cv. A grande inovação deste conjunto é a capacidade de operar em modos de tração 4x2 dianteira, 4x2 traseira ou 4x4, oferecendo versatilidade e eficiência. O lançamento do Renault Boreal híbrido no Brasil é aguardado para 2027, com produção em São José dos Pinhais (PR), prometendo um SUV com tecnologia avançada e adaptada às particularidades do mercado nacional.

Comparativo de Motorizações: Europa vs. Brasil

Enquanto o Boreal europeu oferece um 1.3 turbo TCe a gasolina com 145 cv e consumo de 15,1 km/l, a versão brasileira do Boreal, com o mesmo motor 1.3 TCe, é flex e mais potente. No Brasil, ele entrega 163 cv com etanol e 156 cv com gasolina, com torque robusto de 27,5 kgfm, acoplado ao câmbio automatizado EDC de seis marchas. Essa diferença na calibração e no combustível demonstra a adaptação da Renault aos diferentes mercados, buscando otimizar o desempenho e a eficiência de acordo com as demandas locais.


Cerca de um ano depois de ser lançado no Brasil, o Renault Boreal ganha alcance global e começa a ser vendido em mercados da Europa. A estreia na região começa pela Turquia, onde o SUV médio é produzido e já está disponível comercialmente, fazendo a ponte entre o Captur e o Austral. Na sequência, será exportado para outros mercados da Europa Oriental, Oriente Médio e África, totalizando aproximadamente 70 destinos.
O visual é exatamente o mesmo do modelo nacional, mas as opções mecânicas mudam e guardam novidades que logo podem chegar por aqui. De cara, a Renault anuncia a oferta de três diferentes motorizações: híbrido pleno E-Tech de 160 cv, 1.3 turbo TCe de 145 cv e híbrido 4x4 E-Tech de 150 cv. As duas primeiras já estão sendo produzidas, enquanto a segunda começará a ser vendida apenas no final do ano.
Renault Boreal E-Tech Hybrid é produzido em Bursa, na Turquia, ao lado de Clio, Mégane sedã e Duster
Divulgação
Começando pelo Boreal E-Tech 160, o conjunto é do tipo pleno (HEV) e não necessita de recarga externa. O sistema é formado por um motor 1.8 de quatro cilindros aspirado associado a motor de partida/gerador, um motor elétrico e uma bateria de 1,4 kWh, entregando potência combinada de 160 cv e torque de 17,5 kgfm. É o mesmo conjunto já usado na Europa por Duster, Captur e Clio.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
Segundo a Renault, o sistema é capaz de atingir até 80% de condução elétrica em áreas urbanas e alcançar velocidade de condução elétrica de até 110 km/h. De acordo com o padrão WLTP, o Boreal híbrido E-Tech 160 tem consumo de 20,8 km/l em ciclo misto e emissões combinadas de CO₂ de 108 g/km.
Renault Boreal E-Tech Hybrid faz quase 21 km/l em ciclo combinado
Divulgação
Outra opção é o motor 1.3 turbo TCe sem eletrificação associada, exatamente como no Boreal vendido no Brasil. A diferença é que por lá o propulsor usa apenas gasolina e tem calibração mais branda, entregando 145 cv. O consumo divulgado é de 15,1 km/l.
Initial plugin text
Aqui, além de flex, o motor é mais potente: produz 163 cv com etanol e 156 cv com gasolina, sempre com torque de 27,5 kgfm. O câmbio, tanto lá quanto aqui, é automatizado EDC de seis marchas banhado a óleo.
Renault Boreal europeu tem o mesmo painel do brasileiro, incluindo multimídia e cluster digital integrados
Divulgação
Brasil terá Renault Boreal híbrido 4x4
Outra versão confirmada para o Boreal europeu é a E-Tech 4x4. Neste caso, trata-se do mesmo conjunto híbrido leve de 48 Volts (MHEV) usado pelo Dacia Bigster (SUV irmão maior do Duster e primo direto do Boreal). Comercialmente chamado de Hybrid-G, o sistema é formado por um motor 1.2 TCe a gasolina, com 140 cv de potência e 23,5 kgfm de torque, combinado a um motor elétrico de 31 cv de potência instalado no eixo traseiro. A potência total é de 156 cv.
Initial plugin text
O conjunto traz sistemas de acoplamento e desacoplamento que permitem rodar em modo apenas elétrico com tração traseira. Ou seja, faz do Boreal um SUV com tração 4x2 dianteira, 4x2 traseira ou 4x4, de acordo com a demanda.
Renault Boreal possui 2,70 metros de entre-eixos e oferta bom espaço para os passageiros
Divulgação
No Brasil, a Renault já confirmou que o Boreal terá uma versão híbrida e, desde já, Autoesporte pode afirmar que o conjunto em questão será justamente esse. A diferença é que por aqui a marca trocará o motor 1.2 turbo pelo 1.3 TCe flex de produção nacional. A potência combinada, junto com tecnologia eletrificada, deverá ficar na casa dos 180 cv. Internamente, o sistema é chamado pela Renault de e-4WD.
O lançamento do Boreal híbrido no Brasil é aguardado para 2027, com produção em São José dos Pinhais (PR). Além do SUV, vale lembrar, o sistema será usado pela picape Niagara, conforme detalhado por Autoesporte.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Renault BorealBoreal HíbridoSUV HíbridoTecnologia HíbridaRenault BrasilLançamentos AutomotivosCarros Híbridose-4WDVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

Para-brisa trincado dá multa? Veja a lei e como evitarRegulamentacao
29 jun 20261 min

Para-brisa trincado dá multa? Veja a lei e como evitar

Para-brisa Trincado: A Lei Brasileira e Suas Implicações Rodar com o para-brisa danificado vai além de um problema estético; é uma infração grave no Brasil, que acarreta multa, pontos na CNH e retenção do veículo. Compreender os limites impostos pela legislação é fundamental para a segurança e para evitar penalidades. O Que a Lei Considera Dano e Seus Limites A Resolução CONTRAN nº 254/2007, e suas atualizações, estabelece regras claras para danos no para-brisa de veículos automotores. O foco principal é a visibilidade do condutor e a integridade do vidro. Tipos de Danos e Tolerâncias: Trincas: Rachaduras lineares são permitidas desde que não ultrapassem 10 centímetros de comprimento. Chips (Olho de Boi, Estrela, etc.): Perfurações ou pontos de impacto são tolerados se não excederem 4 centímetros de diâmetro. Atenção: Estes limites são válidos apenas se os danos estiverem fora da área crítica de visão do motorista. A área crítica engloba a faixa varrida pelas palhetas do limpador de para-brisa, diretamente à frente do condutor. Dentro dessa região, qualquer tipo de trinca ou chip é proibido, independentemente do seu tamanho. Em veículos maiores, como ônibus e caminhões, as restrições podem ser ainda mais severas. Reparo ou Troca: A Decisão Correta para o Seu Para-brisa A escolha entre reparar ou substituir o para-brisa depende do tipo, tamanho e, crucialmente, da localização do dano, sempre em conformidade com a lei. Quando o Reparo é Viável O reparo é uma solução eficaz e mais econômica para danos menores e específicos. É indicado para: Chips: Até 4 cm de diâmetro, localizados fora da área crítica de visão do motorista. Trincas: Até 10 cm de comprimento, também fora da área crítica e distantes das bordas do vidro (geralmente a pelo menos 2,5 cm). O procedimento consiste na injeção de uma resina especial, que restaura a transparência e a resistência do vidro. É imperativo buscar serviços especializados para garantir a segurança e a conformidade do reparo. Quando a Troca é Obrigatória A substituição completa do para-brisa é mandatório em diversas situações: Danos que excedam os limites de tamanho (trincas > 10cm, chips > 4cm). Qualquer dano, por menor que seja, situado na área crítica de visão do motorista. Múltiplos danos que comprometem a visibilidade ou a estrutura do vidro. Trincas que alcançam as bordas do para-brisa, afetando sua integridade estrutural. A troca deve ser realizada com peças de qualidade e por profissionais qualificados, assegurando a correta instalação e o funcionamento de sistemas eletrônicos integrados ao para-brisa, como sensores e câmeras. Consequências de Não Regularizar o Para-brisa Dirigir com o para-brisa danificado fora dos padrões legais constitui uma infração grave, de acordo com o Art. 230, inciso XVIII do CTB. As penalidades são: Multa: Infração grave. Pontos na CNH: 5 pontos adicionados. Retenção do Veículo: O automóvel será retido até a regularização do vidro, gerando custos adicionais. Além das sanções, um para-brisa comprometido reduz a segurança, distorce a visão e diminui a proteção em caso de acidente. Mantenha seu veículo em dia, garanta sua segurança e evite problemas com a fiscalização.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Willys Jeepster: O jipe urbano que o mercado rejeitouMercado
28 jun 20261 min

Willys Jeepster: O jipe urbano que o mercado rejeitou

A Visão Pioneira do Willys Jeepster no Pós-Guerra O final da Segunda Guerra Mundial trouxe consigo uma onda de otimismo e a necessidade de redefinir o papel de muitos produtos industriais. O Willys Jeep, um símbolo de resiliência e utilidade militar, precisava encontrar seu lugar no mercado civil em expansão. Foi nesse contexto que o Willys Jeepster, introduzido em 1948, surgiu como uma proposta arrojada. Ele não era um jipe tradicional, mas sim um veículo conversível de duas portas, desenhado por Brooks Stevens, que buscava oferecer a versatilidade e a imagem aventureira do Jeep, mas com um foco explícito no lazer e no uso urbano. Um Design à Frente do Seu Tempo Com seu para-brisa fixo, portas convencionais (em vez das aberturas simples dos jipes militares) e um visual mais aerodinâmico para a época, o Jeepster VJ (como era oficialmente conhecido) destoava de seus irmãos mais rústicos. Ele foi um dos primeiros veículos no mercado a ser comercializado como um 'sport utility vehicle' antes mesmo de o termo existir, ou mais precisamente, como um 'sports phaeton' ou 'touring car'. Seu design visava atrair famílias e indivíduos que procuravam um carro divertido para passeios de fim de semana, viagens curtas e atividades de lazer, sem a necessidade da capacidade off-road extrema. No entanto, sua tração traseira, uma escolha para reduzir custos e focar no asfalto, limitava sua 'jipabilidade' e confundia o público. O Fracasso Comercial e a Compreensão Tardia do Mercado Apesar de sua visão inovadora, o Willys Jeepster enfrentou uma recepção morna do público e, consequentemente, um fracasso nas vendas. Produzido apenas até 1950 (com alguns modelos 1951 vendidos), suas vendas totais foram baixíssimas. Vários fatores contribuíram para esse insucesso. Primeiramente, o preço. Ele era caro demais para ser um carro de 'segunda linha' para lazer e, ao mesmo tempo, carecia do prestígio e do desempenho de carros esporte da época para ser uma opção principal. Em segundo lugar, o mercado simplesmente não estava pronto para um conceito tão específico. Os consumidores da época preferiam sedans tradicionais ou picapes robustas. A ideia de um veículo que era um jipe, mas não era, e um carro esporte, mas não exatamente, não se encaixou. O Legado Inesperado do Jeepster O artigo original aponta que 'o conceito de um Jeep estritamente voltado para o lazer levaria 15 anos para finalmente ser entendido pelo mercado'. Essa afirmação é crucial para entender o Jeepster. Embora tenha falhado em seu tempo, ele pavimentou o caminho para a ascensão dos SUVs e crossovers décadas depois. Seu espírito – um veículo robusto, com apelo visual, focado no prazer de dirigir e na versatilidade para a vida cotidiana e o lazer – é o cerne de muitos dos carros mais populares nas ruas brasileiras hoje. Modelos como o Willys/Ford Rural e o Jeep Cherokee, que viriam a seguir, e, mais tarde, uma miríade de SUVs compactos e médios, ecoam a tentativa pioneira do Jeepster de criar um veículo 'faz-tudo' com um toque de aventura para o cidadão comum. O Jeepster é um lembrete de que inovações podem estar muito à frente de seu tempo, esperando o amadurecimento do mercado e da cultura automotiva para serem plenamente valorizadas.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Radar do Futuro: Espanha e a Polêmica do Monitoramento...Tecnologia
28 jun 20263 min

Radar do Futuro: Espanha e a Polêmica do Monitoramento...

O "Radar do Futuro": Uma Nova Fronteira na Fiscalização Veicular Uma inovação tecnológica vinda da Espanha está gerando intensos debates no setor automotivo e entre a população. O que está sendo chamado de "radar do futuro" transcende as funcionalidades tradicionais dos pardais de velocidade que conhecemos no Brasil. Este novo sistema não se limita a identificar a placa de um veículo; ele é capaz de detectar e escanear passivamente uma variedade de dispositivos eletrônicos presentes em seu interior. Isso inclui itens como celulares, smartwatches, fones de ouvido sem fio, e até mesmo microchips de animais de estimação, utilizando tecnologias como Bluetooth, Wi-Fi e RFID (Radio-Frequency Identification). Essa capacidade de escaneamento aprofundado marca uma evolução significativa nos sistemas automáticos de leitura. Em vez de apenas registrar o veículo, o radar constrói um registro digital de movimento muito mais detalhado, cruzando instantaneamente a placa com os identificadores únicos dos eletrônicos detectados. Embora a notícia venha da Europa, onde já está em debate e em algumas atividades, é importante ressaltar que não há qualquer previsão ou informação sobre a chegada desta tecnologia ao Brasil, pelo menos por enquanto. Implicações e Riscos para a Privacidade O Dilema da Coleta de Dados Pessoais Apesar de ser apresentado como um avanço promissor para o estudo dos fluxos de mobilidade, detecção de infrações e otimização da infraestrutura viária, o "radar do futuro" levanta sérias preocupações. O principal ponto de atrito é o risco à privacidade dos cidadãos. Ao escanear dispositivos eletrônicos dentro de um veículo, o sistema tem acesso a informações que podem ser consideradas privadas, abrindo a porta para o rastreamento sem consentimento dos indivíduos. Jornalistas e parte da população espanhola apontam para a vulnerabilidade a possíveis ataques cibernéticos e a questões jurídicas complexas relacionadas à proteção de dados. No contexto brasileiro, tais preocupações se alinham diretamente com os princípios e normativas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que estabelece rigorosas regras para a coleta, armazenamento e tratamento de dados pessoais. A implementação de uma tecnologia como essa no Brasil exigiria uma robusta discussão legal e ética, além de um arcabouço regulatório que garantisse a proteção dos direitos fundamentais dos motoristas e passageiros. Perspectivas Futuras para o Motorista Brasileiro Para o motorista brasileiro, a discussão sobre o "radar do futuro" serve como um alerta para a constante evolução da tecnologia de fiscalização e monitoramento. Mesmo sem previsão de chegada ao nosso país, o debate europeu sobre os limites da tecnologia e a proteção da privacidade é um indicativo das complexidades que surgirão à medida que as inovações se tornam mais invasivas. É fundamental que as discussões sobre novas tecnologias no trânsito considerem não apenas a eficiência e segurança, mas também o respeito aos direitos individuais e à privacidade, garantindo que qualquer avanço seja implementado de forma transparente e com as devidas salvaguardas legais.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

Preparar Carro no Frio: Evite Falhas e Problemas ElétricosDicas
27 jun 20261 min

Preparar Carro no Frio: Evite Falhas e Problemas Elétricos

Impacto do Frio no Veículo A chegada das frentes frias, especialmente no Sul e Sudeste do Brasil, representa um desafio significativo para os veículos. As baixas temperaturas afetam diretamente o desempenho e a vida útil de diversos componentes, podendo levar a falhas inesperadas e custos de manutenção elevados. O motorista brasileiro precisa estar atento a essas particularidades para garantir a segurança e a funcionalidade do seu automóvel. A densidade dos fluidos aumenta, o que dificulta a lubrificação e exige mais do motor na partida. Além disso, a contração de materiais pode gerar folgas e comprometer a vedação de componentes críticos. Bateria e Sistema de Partida O componente mais sensível ao frio é, sem dúvida, a bateria. As baixas temperaturas reduzem sua capacidade de gerar corrente elétrica e sua eficiência de carga. Um carro que já apresenta uma bateria com vida útil avançada ou baixa carga terá grande dificuldade para ligar em dias frios, pois o motor de partida exige uma demanda maior de energia para girar o motor com o óleo mais espesso. Velas de ignição desgastadas e cabos de vela com falhas também agravam a situação, dificultando a combustão inicial. Em casos extremos, a falha na partida pode levar ao desgaste prematuro de outros componentes elétricos. Outros Componentes Vulneráveis Além da bateria, o sistema de partida como um todo (motor de partida, alternador) é mais exigido. Óleos lubrificantes perdem parte de sua fluidez, tornando a partida mais "pesada". Os fluidos de arrefecimento sem aditivos adequados podem congelar e causar danos graves ao motor. Pneus com calibração incorreta têm sua pressão alterada pela temperatura, comprometendo a aderência e a segurança. Borrachas e plásticos, como palhetas do limpador de para-brisa e mangueiras, tendem a ressecar e trincar mais facilmente no frio. Dicas Essenciais de Preparação Para evitar surpresas desagradáveis, algumas medidas preventivas simples podem ser adotadas. A inspeção visual e o check-up de rotina tornam-se ainda mais cruciais durante o inverno. Verificação da Bateria Antes da estação mais fria, é fundamental verificar o estado da bateria em uma oficina de confiança. Testes de voltagem e carga podem indicar a necessidade de substituição. Mantenha os terminais limpos e bem conectados para garantir a máxima eficiência. Estacionar o carro em locais abrigados ou, se possível, manter a bateria carregada com um carregador inteligente pode prolongar sua vida útil e garantir a partida. Fluídos e Pneus Certifique-se de que o nível do líquido de arrefecimento esteja correto e que contenha o aditivo anticongelante apropriado para proteger o motor. Verifique também o nível e a viscosidade do óleo do motor, pois óleos mais finos (com menor viscosidade) são recomendados para climas frios. Calibre os pneus regularmente, pois a pressão tende a cair com a diminuição da temperatura, impactando a segurança e o consumo de combustível. Atenção aos Elétricos e Iluminação Problemas elétricos podem se manifestar mais facilmente no frio. Verifique fusíveis, fiação e conexões. Garanta que todas as luzes (faróis, lanternas, luzes de freio) estejam funcionando corretamente, já que a visibilidade pode ser reduzida pela névoa ou chuva. O sistema de aquecimento e desembaçamento é vital para a segurança e deve estar em perfeito funcionamento. Manutenção Preventiva para o Inverno Uma rotina de manutenção preventiva é a melhor defesa contra os rigores do inverno. Não espere o problema aparecer para agir. Aquecimento e Desembaçamento O sistema de aquecimento não só proporciona conforto, mas também é crucial para desembaçar os vidros rapidamente, garantindo visibilidade. Teste o funcionamento do ar quente e do ventilador. Verifique se o filtro de cabine está limpo, pois um filtro sujo pode comprometer a eficácia do desembaçador. Quando Buscar Ajuda Profissional Se, mesmo após essas verificações, o carro apresentar dificuldades na partida, luzes de advertência no painel ou qualquer comportamento incomum, não hesite em procurar um mecânico especializado. Ignorar esses sinais pode transformar um pequeno problema em um reparo caro e complexo. Um profissional poderá diagnosticar e resolver questões mais profundas, garantindo que seu veículo esteja pronto para enfrentar as baixas temperaturas com segurança.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas