Tracker e Montana Híbridos Flex: Atraso para 2027 da...
Lançamento Híbrido Flex da Chevrolet Adiado para 2027
A expectativa em torno dos primeiros veículos híbridos flex nacionais da Chevrolet, os aguardados Tracker e Montana, ganhou um novo capítulo. Inicialmente previstos para 2026, a General Motors América do Sul agora indica que seus lançamentos podem ser postergados para 2027. A informação foi confirmada pelo vice-presidente da GM, Fabio Rua, durante o evento de relançamento da Cadillac no Brasil, onde mencionou que o desenvolvimento e a chegada dos modelos eletrificados “não necessariamente” ocorrerão no próximo ano.
Entre os motivos citados para o adiamento estão outras prioridades estratégicas da montadora, como a introdução do novo Sonic e o restabelecimento da marca de luxo Cadillac no mercado brasileiro. O executivo admitiu que a Chevrolet está “caminhando devagar nessa questão dos híbridos”, sinalizando que o lançamento será adiado caso o desenvolvimento não seja concluído a tempo em 2026. A apuração de fontes internas ainda revela que não há movimentação fabril na unidade de São Caetano do Sul (SP) para iniciar a produção desses modelos, e o cronograma de produção até agosto não inclui novidades para Tracker e Montana.
Captiva PHEV Chega Primeiro e Detalhes da Tecnologia Híbrida
Com o possível adiamento de Tracker e Montana, a Chevrolet deve ter outro modelo como seu pioneiro híbrido no Brasil: o Captiva PHEV. Esta versão híbrida plug-in do SUV médio, que já teve sua variante elétrica lançada no país, tem previsão de chegada ainda em 2026. O Captiva PHEV, conforme antecipado, deverá ter montagem local em Horizonte (CE), junto com outros veículos elétricos da marca.
O Sistema Híbrido Flex para Tracker e Montana
Para o Tracker e a Montana, o conjunto híbrido flex será o motor 1.2 turbo CSS Prime de três cilindros, o mesmo que já equipa a picape e o SUV atualmente. Será um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts, uma tecnologia mais robusta que a de 12 Volts utilizada por algumas concorrentes. Este sistema MHEV proporciona um "empurrãozinho" elétrico momentâneo, que auxilia o motor a combustão em situações como ultrapassagens e retomadas, resultando em maior rendimento e, principalmente, menor consumo de combustível e emissões. Embora os números de potência e torque ainda não tenham sido confirmados, a expectativa é que sejam ligeiramente elevados em relação aos atuais 141 cv e 22,9 kgfm. O câmbio automático de seis marchas será mantido.
Ganho em Consumo de Combustível
Com a eletrificação, a Chevrolet busca otimizar significativamente o consumo dos dois modelos. Atualmente, o Tracker 1.2 turbo registra médias com gasolina de 11 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada. A Montana apresenta números similares, com 11 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada, também com gasolina. O sistema MHEV de 48 Volts promete melhorar esses indicadores, tornando-os mais atraentes para o motorista brasileiro que busca eficiência.
Prioridades da GM e o Futuro do Mercado
Além dos planos de eletrificação, a General Motors tem uma agenda cheia para 2026. O Sonic, por exemplo, terá seu lançamento oficial no segundo trimestre. A volta do Onix Activ após sete anos de ausência também está programada para o primeiro semestre. No segmento de luxo, a Cadillac lançará seu trio de SUVs elétricos – Vistiq, Optiq e Lyriq – em algum momento do ano.
Mesmo com os adiamentos, a Chevrolet reafirma seus investimentos de R$ 5,5 bilhões nas fábricas de São Paulo, parte dos quais será destinada à produção dos primeiros híbridos flex do grupo em todo o mundo. A unidade de Joinville (SC) também receberá R$ 300 milhões para a produção dos motores. Enquanto S10 e Trailblazer terão suas versões eletrificadas apenas na próxima geração (prevista para 2028), e a Spin não deve receber eletrificação, o Tracker e a Montana continuam sendo os principais candidatos a liderar a transição híbrida da marca no mercado nacional, mesmo que com um atraso.
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Depois de anunciar os primeiros carros híbridos flex nacionais na abertura das comemorações de 100 anos da GM no Brasil, dizer que os modelos estavam “na boca do gol”, a Chevrolet agora pode deixar para lançar Tracker e Montana eletrificados só em 2027.
Durante o evento de relançamento da Cadillac, o vice-presidente da General Motors América do Sul, Fabio Rua, afirmou que “não necessariamente” os híbridos flex nacionais da Chevrolet chegam às lojas em 2026.
Além disso, o executivo afirmou que há outras prioridades antes, como a chegada do Sonic e o restabelecimento da Cadillac no Brasil, e que “a Chevrolet está caminhando devagar nessa questão dos híbridos”, confirmando que, caso o desenvolvimento não fique pronto em 2026, o lançamento fica para o ano que vem.
Complementar à fala do executivo, Autoesporte apurou que ainda não há movimentação fabril na unidade de São Caetano do Sul (SP) para o início da produção de carros híbridos no local. Atualmente, o cronograma de produção até agosto está definido sem novidades para Tracker e Montana, os dois primeiros carros nacionais eletrificados da Chevrolet.
Chevrolet Montana compartilha motor 1.2 turbo com o Tracker
Murilo Góes
Com isso, o mais provável é que caiba ao Captiva PHEV, configuração híbrida plug-in do SUV médio recentemente lançado no Brasil em variante elétrica, torne-se o primeiro produto híbrido no portfólio da marca. A configuração PHEV será lançada no Brasil ainda em 2026, conforme Autoesporte antecipou em outubro do ano passado, e deve ter montagem local em Horizonte (CE), junto de Spark e Captiva EV.
Sabemos que o SUV compacto e a picape intermediária serão os primeiros da fila a partir de apurações realizadas no final de 2024, logo após a Chevrolet confirmar investimentos de R$ 5,5 bilhões nas fábricas do estado de São Paulo. Parte do valor será usado para produzir os primeiros híbridos flex do grupo em todo o mundo. Outros R$ 300 milhões vão para a unidade de Joinville (SC) para a produção dos motores.
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Novo Chevrolet Captiva PHEV deve ser efetivamente o primeiro modelo híbrido da marca no Brasil
Chevrolet/Divulgação
Fontes descartaram, por enquanto, versões híbridas de S10 e Trailblazer, atualmente feitos em São José dos Campos, a outra fábrica paulista da GM. A eletrificação da picape ficará para sua próxima geração, prevista para 2028. Também é praticamente nula a chance de a Spin receber eletrificação no veterano motor 1.8 ou motorização turbo. Logo, restam Tracker e Montana.
O primeiro conjunto híbrido flex da Chevrolet será o 1.2 turbo CSS Prime de três cilindros que equipa a picape e o SUV. Será do tipo híbrido leve (MHEV), ou seja, diferente do sistema paralelo (HEV) da Toyota e mais próximo do sistema usado pela Fiat. A diferença é que o GM será de 48 Volts, contra a tecnologia de 12 Volts da Stellantis.
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Mais rendimento, menos consumo
Com um sistema mais robusto, a Chevrolet espera deixar Tracker e Montana consideravelmente mais eficientes e econômicos em consumo de combustível. Isso porque o MHEV de 48 Volts proporciona ajuda momentânea, aumentando ligeiramente números de potência e torque em condições específicas, como ultrapassagens e retomadas.
Motor 1.2 turbo será o primeiro a ser transformado em híbrido
Renato Durães/Autoesporte
Dessa forma, reduz o esforço do motor a combustão, contribuindo positivamente para o consumo de combustível e as emissões. O sistema inclusive deve ser baseado no já utilizado na China pelo Monza. A diferença de aplicação é no motor. Em vez de o 1.3 do modelo chinês, o 1.2 produzido em Joinville (SC).
Chevrolet Tracker atualmente faz até 13,7 km/l com gasolina na estrada
Divulgação
Hoje, o motor 1.2 turbo flex, de três cilindros e com injeção direta, rende sozinho 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque. O “empurrãozinho" da eletrificação poderá elevar ligeiramente os números, embora ainda não haja confirmação. Já o câmbio seguirá automático de seis marchas, como acontece hoje.
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Do ponto de vista do consumo, os números serão melhores que os de hoje. Atualmente, segundo o Inmetro, o Tracker 1.2 turbo faz 7,6 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada com etanol, bem como 11 km/l e 13,7 km/l, respectivamente, com gasolina. Já a Montana tem médias de 7,5 km/l e 9,7 km/l, com etanol, e 11 km/l e 13,5 km/l, com gasolina.
Outros planos da GM
Chevrolet Onix Activ deve ser revelado ainda no primeiro semestre de 2026
Divulgação/Chevrolet
Deixar os híbridos flex nacionais para 2027 pode dar mais tempo para a GM trabalhar as importantes novidades programadas para este ano. Além do Sonic, que teve o lançamento confirmado para o segundo trimestre de 2026 (entre abril e junho), a volta do Onix Activ depois de sete anos foi anunciada recentemente e também deve ocorrer no primeiro semestre.
Ainda não há definição mais próxima do mês, mas em algum momento de 2026, a Cadillac vai lançar o trio de SUVs elétricos: Vistiq, Optiq e Lyriq.
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Fonte: Auto Esporte
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