Stellantis: Híbrido Flex Pleno Nacional Chegando ao Brasil

Stellantis Acelera com Híbrido Flex Pleno Nacional
A Stellantis acaba de reiterar seus ambiciosos planos para o mercado brasileiro, confirmando a produção local de um inédito motor híbrido do tipo pleno (HEV) flex até 2030. Este anúncio faz parte do estratégico projeto Bio-Hybrid, lançado em 2023, e sinaliza um passo significativo na eletrificação de sua gama de veículos. A tecnologia HEV plena, similar à já adotada pela Toyota no Brasil desde 2019, difere dos híbridos leves (MHEV) por utilizar uma bateria de alta tensão e um motor elétrico mais potente, capaz de tracionar o veículo em modo totalmente elétrico por períodos mais longos e em velocidades mais elevadas, sem a necessidade de recarga externa por tomada.
O grande diferencial para o consumidor brasileiro será a capacidade flex do motor a combustão, permitindo o uso de etanol e/ou gasolina. Embora detalhes específicos sobre qual motor a combustão será a base ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que a arquitetura elétrica seja combinada ao conhecido e robusto motor 1.3 GSE turbo flex, atualmente produzido no país. Para otimizar a eficiência, é provável que este propulsor de quatro cilindros e injeção direta seja adaptado para operar no ciclo Miller.
Mudança de Rota Estratégica na Eletrificação
Este novo anúncio da Stellantis revela uma virada estratégica importante em sua abordagem à eletrificação. Em 2023, o grupo havia prometido desenvolver três tipos de conjuntos híbridos flex: dois híbridos leves (MHEV) — um de 12 Volts, já presente em modelos como Pulse e Fastback, e outro de 48 Volts, que equipa Renegade e Commander de forma diferente da prometida inicialmente — e um híbrido plug-in (PHEV). No entanto, a recente comunicação focou exclusivamente nos híbridos leves e na inédita motorização híbrida plena, omitindo qualquer menção a um novo sistema PHEV nacional.
Essa ausência de um novo PHEV local sugere que a Stellantis pode estar realinhando seus esforços para sistemas híbridos que demandam menos infraestrutura de recarga por parte do consumidor, como é o caso dos HEV. A prioridade parece ser oferecer soluções eletrificadas que se integrem mais facilmente ao cotidiano do motorista brasileiro, mantendo a versatilidade do combustível flex.
Modelos Nacionais e o Futuro para o Motorista Brasileiro
Cherokee HEV como Vitrine Tecnológica
Para preparar o terreno e familiarizar o público com a nova tecnologia, a Stellantis pode trazer o Jeep Cherokee HEV para o Brasil. Atualmente comercializado nos EUA, este SUV utiliza um motor 1.6 turbo de quatro cilindros com injeção direta, complementado por dois motores elétricos, entregando uma potência combinada de 213 cv. O primeiro motor elétrico atua como gerador e motor de arranque, enquanto o segundo traciona as rodas, permitindo ao veículo operar em modo elétrico a até 100 km/h. A vinda do Cherokee HEV seria crucial para avaliar a aceitação do mercado e coletar dados "da vida real" para o desenvolvimento dos futuros híbridos flex nacionais.
Onde Veremos a Nova Tecnologia Primeiro?
Embora a Stellantis não tenha confirmado quais modelos nacionais receberão primeiramente o sistema híbrido pleno flex, a lógica de mercado sugere que a inovação será inicialmente aplicada em veículos de maior valor agregado. É altamente provável que as próximas gerações de SUVs como o Jeep Commander e Compass, a picape Fiat Toro e a Ram Rampage, e, potencialmente, o Jeep Renegade, sejam os primeiros a se beneficiarem dessa motorização avançada. Essa estratégia visa consolidar a tecnologia em segmentos premium antes de expandi-la para um público mais amplo, oferecendo melhor consumo, menor emissão e maior desempenho aos motoristas.

A Stellantis fez uma série de anúncios nesta quinta-feira (21). Além de confirmar novas gerações de carros compactos da Fiat, novas picapes Ram e Fiat e novos SUVs da Jeep, o grupo também reafirmou a produção de um conjunto híbrido do tipo pleno (HEV) no Brasil até 2030, como parte do projeto Bio-Hybrid apresentado em 2023.
A tecnologia é similar àquela já produzida pela Toyota por aqui desde 2019, e que também já foi confirmada por marcas como Honda, Volkswagen e Omoda Jaecoo. No entanto, não há maiores detalhes sobre qual será o motor a combustão base para o sistema, nem quantas máquinas elétricas vão auxiliar o conjunto.
Planos da Stellantis para o Brasil até 2030 incluem uma inédita motorização híbrida plena (HEV) flex
Reprodução/Stellantis
Sabemos que será um sistema do tipo pleno, ou seja, com bateria de alta tensão (portanto, acima das arquiteturas de 12 e 48 Volts dos atuais híbridos leves do grupo), porém sem a possibilidade de recarga externa e com um motor elétrico mais robusto, capaz de tracionar o veículo em modo apenas elétrico. Já o motor a combustão será flex.
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E o PHEV?
O que parece estar claro é a mudança da direção da eletrificação da Stellantis na região. Em 2023, quando apresentou o projeto Bio-Hybrid, a fabricante prometeu três tipos de conjuntos híbridos flex. Dois seriam híbridos do tipo leve (MHEV), um de 12 Volts (que hoje equipa Pulse e Fastback) e outro de 48 Volts, que já está nos Jeep Renegade e Commander, embora muito diferente do que foi apresentado três anos atrás (sem a possibilidade de usar o veículo em modo elétrico).
Motor 1.3 turbo T270 pode servir de base para novo sistema híbrido da Stellantis
André Paixão/Autoesporte
O outro seria um conjunto híbrido plug-in (PHEV). Na apresentação desta quinta-feira, não houve qualquer menção a um novo sistema PHEV nacional. Em vez disso, a Stellantis anunciou apenas a adoção de arquiteturas híbridas leve e uma inédita motorização híbrida plena, o que sinaliza uma virada drástica de estratégia.
Atualmente, a Stellantis oferece um sistema híbrido pleno no Cherokee vendido nos Estados Unidos e estudado para o Brasil. O SUV usa como base o conhecido motor 1.6 turbo de quatro cilindros com injeção direta da família THP, mas preparado para receber dois motores elétricos.
Jeep Cherokee pode chegar ao Brasil antes como forma de avaliar o mercado
Renato Durães/Autoesporte
Destes, o primeiro atua como gerador e motor de arranque. O segundo efetivamente ajuda a tracionar as rodas e pode levar o modelo em modo elétrico a até 100 km/h graças à bateria de 1,03 kWh. Combinados, entregam 213 cv de potência. O câmbio é do tipo eCVT.
Para o Brasil, é bastante provável que a Stellantis desenvolva um novo sistema, combinando a arquitetura elétrica desse novo Cherokee ao motor 1.3 GSE turbo flex já produzido localmente. Para isso, muito provavelmente esse propulsor, de quatro cilindros e injeção direta, deve ser convertido para ciclo Miller.
Initial plugin text
Por isso mesmo, faz todo sentido vender o Cherokee HEV no Brasil, como forma de apresentar a tecnologia ao público brasileiro e usá-lo como clínica " da vida real" para desenvolver os futuros híbridos flex nacionais do tipo pleno.
Ainda não há nenhuma confirmação sobre quais modelos nacionais da Stellantis usarão o sistema híbrido pleno. Considerando o mercado brasileiro, no entanto, não é difícil imaginar que a tecnologia seja adotada primeiro em carros de maior valor agregado. Seria o caso de novas gerações de Jeep Commander e Compass, Fiat Toro e Ram Rampage, e, talvez, Renegade.
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Fonte: Auto Esporte
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