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Seguro de Carro 15% Mais Caro em 2026: Entenda os Motivos

30 de março de 2026
5 min de leitura
Seguro de Carro 15% Mais Caro em 2026: Entenda os Motivos

Seguro de Carro no Brasil: Aumento de 15% em 2026 e Seus Impactos

O ano de 2026 começou com um alerta para os proprietários de veículos no Brasil: o custo do seguro automotivo sofreu um aumento médio significativo de 15%. Dados da Créditas Seguros revelam que, entre janeiro e fevereiro, os preços subiram 14% para o perfil masculino e 16% para o feminino. Isso se traduz em um custo médio da apólice que saltou de R$ 2.390,32 para R$ 2.741,67 para homens e de R$ 2.908,42 para R$ 3.395,53 para mulheres, tornando a proteção veicular mais cara para todos.

Por Que os Preços Dispararam?

A escalada nos valores dos seguros é multifatorial, conforme explica Michel Tanam, gerente da Créditas Seguros. Diversos elementos contribuem para essa alta abrupta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Fatores Chave da Precificação


A projeção do custo médio de reparos e a precificação atrelada à variação cambial do dólar são pontos cruciais. A moeda estrangeira influencia a importação de peças, elevando o custo de manutenção. Além disso, o aumento alarmante no número de acidentes, roubos e furtos de veículos em diversas regiões do país eleva o risco para as seguradoras, que precisam repassar esses custos por meio de prêmios mais altos. A complexidade dos reparos, especialmente em veículos elétricos, também encarece o serviço.

Cenário Econômico e Geopolítico


A volatilidade econômica brasileira, somada a eventos globais como a guerra no Irã, também desempenha um papel. Flutuações nas taxas de juros e no mercado financeiro afetam a rentabilidade dos investimentos das seguradoras, exigindo um prêmio maior para assegurar a solvência. A soma desses fatores cria um ambiente de precificação desafiador para o setor.

Modelos Mais Afetados e Dicas para Economizar

O aumento não é linear e impacta diferentes modelos de veículos de maneiras distintas. O estudo da Créditas aponta quais carros têm os seguros mais caros e os mais acessíveis em 2026.

Destaques nos Preços por Modelo


O BYD Dolphin Mini registrou as maiores altas, com custos médios de R$ 3.974,27 para homens e R$ 5.834,30 para mulheres. A razão para essa elevação reside no alto volume de vendas do modelo, somado à escassez de oficinas credenciadas e peças de lataria no mercado nacional. A complexidade do reparo em veículos elétricos, que exige mão de obra especializada para manuseio de sistemas de alta tensão e baterias, também contribui significativamente para o encarecimento da apólice.

Em contraste, o Volkswagen Polo Comfortline TSI apresentou o seguro mais em conta para homens (R$ 2.231,06), enquanto o Hyundai HB20 Sense Plus foi o mais acessível para mulheres (R$ 2.591,65). É fundamental lembrar que o perfil do condutor (idade, estado civil, região de residência, garagem privativa, etc.) também influencia diretamente no valor final do seguro.

Perfil Masculino vs. Feminino


A diferença nos valores entre os gêneros, com o seguro feminino frequentemente mais caro em 2026 para o perfil pesquisado (mulheres e homens casados, cerca de 35 anos), é um dado relevante. A expectativa, segundo especialistas, é que com a maturidade do produto e a expansão da rede de assistência, essa diferença se equalize, tornando a precificação mais homogênea.

Como o Motorista Pode Agir


Diante deste cenário, a principal recomendação para os consumidores é comparar exaustivamente as opções disponíveis no mercado. Pesquisar diferentes seguradoras e apólices pode ser a chave para mitigar o impacto do aumento e encontrar a cobertura ideal com o melhor custo-benefício.


A situação de donos de automóveis que planejam adquirir um seguro para seu veículo não está fácil. Além de estarmos em período de declaração do imposto de renda, processo que Autoesporte explica como fazer, o consumidor terá que lidar neste começo de ano com um grande aumento do preço do valor dos seguros automotivos.
Um levantamento feito pela Créditas Seguros, plataforma de crédito com garantia, mostra que, entre janeiro e fevereiro de 2026, houve um aumento médio de 14% no custo do seguro de carro para o perfil masculino e 16% para o feminino. Esse percentuais significam, na prática, que o preço médio da apólce subiu de R$ 2.390,32 para R$ 2.741,67, no caso dos homens, e de R$ 2.908,42 para R$ 3.395,53 (+16%) apenas nos primeiros dois meses de 2026.
O estudo, aliás, comprova uma tendência trazida por nossa reportagem em janeiro deste ano: a de que o seguro automotivo para mulheres está mais caro do que para homens. Mas por que o valor subiu tanto de um mês para outro? Autoesporte te ajuda a entender.
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Seguro automotivo teve aumento de 15%
Foto: Thinkstock
Por que o preço subiu?
Para explicar as razões dessa alta tão abrupta nos preços dos seguros de carro, consultamos o especialista Michel Tanam, gerente da Créditas Seguros. Questionado sobre possíveis causas desta variação, o executivo incluiu a projeção do custo médio do reparo e a precificação atrelada ao dólar como motivos.
Além disso, citou o aumento do número de acidentes e de roubos e furtos de veículo como causas adicionais: “Com o crescimento do número de acidentes, o volume de indenizações e reparos disparou. Algumas regiões têm registrado picos nos índices de roubo e furto, o que eleva o risco para as seguradoras e, consequentemente, o custo do prêmio.” informou o executivo.
Por último, Michel coloca a situação econômica volátil do país, intensificada pela guerra no Irã, como outro fator: “Variações nas taxas de juros e no mercado financeiro podem impactar a rentabilidade desses investimentos, exigindo um prêmio maior para manter a solvência. Caso atinjam um patamar crítico, esses fatores somados causam a variação de preço”, complementou.
Como solução para o consumidor, o gerente informa que é fundamental comparar as opções disponíveis no mercado para reduzir os impactos na hora de contratar ou renovar o seguro.
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Qual carros estão com seguro mais caro em 2026?
Segundo levantamento feito pela Créditas Seguros, o BYD Dolphin Mini registrou as maiores altas no valor médio do seguro em 2026 para os dois gêneros. Para ter um seguro, o dono de um Dophin Mini em 2026 tem que desembolsar, em média R$ 3.974,27 ou R$ 5.834,30 para os perfis masculino e feminino, respectivamente.
O especialista da Creditas destacou que a razão destes valores pode ser atribuída a uma característica específica desse tipo de carro: “Este é um modelo de altíssimo volume de vendas que ainda não possui uma malha de oficinas credenciadas e peças de lataria tão vasta quanto a de um modelo nacional, como o Polo ou Onix”, explicoi Michel Tanam.
O gerente cita ainda a complexidade de reparo como um fator importante: “Arrumar uma colisão do Dolphin Mini é consideravelmente mais complexo, já que o reparo de um elétrico exige inativação do sistema de alta tensão por técnicos especializados, sob risco de choque fatal ou incêndio químico", justificou.
"São necessárias, também, oficinas com infraestrutura específica para manipulação de baterias e calibração de sistemas de software pós-colisão. Essa especialização da mão de obra é repassada para o custo da apólice”, seguiu.
Volkswagen Polo é o carro com valor médio do seguro mais em conta para o perfil masculino
André Paixão/Autoesporte
O estudo revelou também que o carro com valor médio mais em conta para o perfil masculino é o Volkswagen Polo Comfortline TSI, que atingiu R$ 2.231,06 de cotação média em fevereiro de 2026. Já para o público feminino, o seguro mais barato foi o do Hyundai HB20 Sense Plus, que registrou um custo de R$ 2.591,65.
É importante ressaltar que os preços podem variar de acordo com a região onde a pessoa reside, idade, estado civil, se possui dependentes ou não com acesso ao veículo e detalhes como se há ou não uma garagem privativa para deixá-lo estacionado.
Perfil masculino x feminino: Por que a diferença de valores?
Você já deve ter percebido que estes valores não variam apenas de acordo com cidade e modelo do veículo. Há também uma diferença (considerável) entre pessoas dos gêneros masculino e feminino. Anteriormente, em fevereiro, Autoesporte explicou o porquê da diferença de preço entre os gêneros.
Neste caso, Michel afirma que os valores encontrados representam um perfil específico, de mulheres e homens casados com cerca de 35 anos, e que, portanto, não refletem a situação para todas as condutoras do gênero feminino. De acordo com o gerente da Creditas Seguros, a expectativa é que, com a crescente maturidade do produto e a expansão da rede de assistência, esses picos de valor desapareçam e a precificação se torne muito mais homogênea e competitiva.
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Fonte: Auto Esporte

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