Voltar para Notícias
Mercado

Ragge: O SUV Compacto Brasileiro à Frente de seu Tempo

11 de abril de 2026
7 min de leitura
Ragge: O SUV Compacto Brasileiro à Frente de seu Tempo

Ragge: O SUV Compacto Brasileiro que Antecipou o Futuro

Lançado nos anos 80, o Ragge foi um veículo automotivo pioneiro no Brasil. Concebido pelo engenheiro Júlio Silla no Rio de Janeiro, este modelo de fibra de vidro antecipou a tendência dos SUVs compactos e utilitários, combinando versatilidade, características esportivas e praticidade. Seu design equilibrado para a época o destacava como um carro multifuncional, capaz de transitar entre um esportivo, um utilitário e até um buggy, ideal para o motorista brasileiro em busca de adaptabilidade.

Design Inteligente e Versatilidade Modular

A carroceria em fibra de vidro do Ragge era uma peça única, aproveitando componentes do Chevette (para-brisa, portas, painel) para simplificar a produção. Apesar disso, o design era distintivo, com uma frente de linhas retas, quatro faróis redondos e uma traseira harmoniosa, conferindo-lhe uma estética robusta "on/off road". A inovação principal era o corte após a coluna B, que permitia transformar o veículo em picape ou semi-conversível com capota de lona ou teto rígido removível. A capacidade de remover o banco traseiro para ampliar o compartimento de carga solidificava sua proposta utilitária, oferecendo uma solução engenhosa para diversas necessidades.

Mecânica Confiável e Potencial Aventureiro

A base mecânica do Ragge era a plataforma Volkswagen com motor refrigerado a ar. O chassi teve a distância entre eixos reduzida (similar ao Gurgel X-12) para otimizar a agilidade em terrenos acidentados. Essa escolha, embora limitasse o desempenho em asfalto, garantia durabilidade, confiabilidade e facilidade de manutenção — aspectos cruciais para o mercado nacional e para a comercialização em kits. Embora a suspensão traseira VW original limitasse seu potencial off-road, o fabricante planejava uma suspensão opcional com molas helicoidais para aprimorar o desempenho.

Inovação Acessível e Visionária

Com apenas 3,60 metros de comprimento e um bom vão livre do solo, o Ragge apresentava um visual compacto e aventureiro. Sua genialidade estava na simplicidade e praticidade das ideias, que abriram um novo segmento ao proporcionar múltiplas opções de uso em um único veículo. A facilidade de comercialização, tanto como carro zero quilômetro quanto em kits para adaptação, demonstrava a visão do projetista. O Ragge era mais que um carro; era uma solução versátil para a família, um "jipe" para brincar ou uma picape de trabalho, confirmando que a inovação pode surgir da reinvenção de conceitos existentes.

Ragge: O SUV Compacto Brasileiro à Frente de seu Tempo
Uma ideia simples e prática. Assim pode-se definir o Ragge, a mais recente novidade na área de veículos esportivos com carroceria de fibra de vidro do mercado nacional. Produzido no Estado do Rio de Janeiro, este novo modelo se caracteriza pela versatilidade, que lhe permite uma utilização variada, podendo ser considerado um veículo meio esportivo, meio utilitário.
Com estas características, aliadas a um design equilibrado e atual, o Ragge tem tudo para se tornar um sucesso de vendas. Isto, apesar das limitações impostas pela mecânica – a tradicional plataforma do Fusca –, que impede que ele possa ser considerado um verdadeiro on/off road, como tem-se a impressão no primeiro contato visual.
Carroceria em fibra de vidro com chassi e mecânica VW
Autoesporte/Acervo MIAU
Como tudo começou
O projetista do Ragge é o engenheiro carioca Júlio Silla, cuja primeira incursão na área automobilística foi a criação do Tanger. Sócio minoritário, Silla resolveu montar sua própria fábrica e partiu para o desenvolvimento de um novo modelo, sem similar neste segmento de mercado.
Volkswagen Fusca mantido 0 km há 40 anos é relíquia que gerou até polêmica
Achado usado: Fiat Coupé tinha base do Tipo e traços de Ferrari
Fiat Tempra revolucionou os sedãs médios e foi carro mais moderno do Brasil
Para isto, com base nos conhecimentos que tinha e pouco dinheiro, em um curto espaço de tempo ele desenvolveu o Ragge. Para ser mais exato, em apenas 40 dias o Ragge passou do papel para a versão básica do primeiro protótipo, o qual inclusive ainda está rodando em testes. Tudo isso sem nenhuma mágica, mas com ideias simples e práticas.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
Mecânica
A base mecânica é a tradicional plataforma Volkswagen e seu conhecido motor refrigerado a ar. O chassi teve sua distância entreeixos reduzida em cerca de 35 centímetros, ficando igual à do Gurgel X-12, com a finalidade de proporcionar características de um on/off road. A carroceira foi moldada em cima de um Chevette, que permite fácil modelagem em razão da ausência de quinas e frisos. Assim, em uma tacada só o projetista resolveu os problemas de ergonomia do habitáculo e do fornecimento de peças, sempre difícil para os pequenos fabricantes.
Desta forma o para-brisa, os vidros laterais das portas (assim como também as próprias portas) e o painel são os do Chevette, moldados em fibra de vidro.
Portas de Chevette e maçaneta de Alfa Romeo
Autoesporte/Acervo MIAU
Design
Com a estrutura básica pronta o projetista passou então para a fase de definição do estilo, com a preocupação básica de descaracterizá-lo do Chevette. A frente recebeu linhas retas, atuais para um modelo com suas características on/off road e que se caracterizam ainda mais com a adoção de quatro faróis redondos. Na traseira, linhas também retas proporcionam muita harmonia ao design do Ragge.
Na traseira, as lanternas vinham do Fiat Prêmio
Autoesporte/Acervo MIAU
A estrutura de fibra, em uma peça única, proporciona bastante rigidez ao conjunto, que já vem com os para-choques e abas laterais dos para-lamas incorporadas, o que também contribui no reforço de toda estrutura.
Outro detalhe que caracteriza esta estrutura, bem como o design, é o corte feito logo após a coluna B. Com esta solução a carroceria ganha um estilo típico de uma picape, que facilmente pode ser transformada em um carro semi conversível, com capota de lona ou teto rígido. Com este, inclusive, ela mais parece uma camionete.
A capota do Ragge podia ser facilmente retirada
Autoesporte/Acervo MIAU
Sem o teto ou capota de lona, o Ragge pode ser utilizado muito bem como uma verdadeira picape, removendo-se o banco traseiro e colocando-se um painel que isola os bancos dianteiros do compartimento de carga. Tem-se, aí, uma picape de razoável capacidade de carga, levando em conta suas reduzidas dimensões.
Esta solução, extremamente simples e engenhosa, proporciona muita versatilidade ao Ragge. E este deverá ser seu principal trunfo de comercialização. Mas o Ragge também contará com outras facilidades na comercialização, já que tanto poderá ser vendido com mecânica zero quilômetros como em kits. A adaptação é extremamente fácil, bastando cortar o chassi, como nos buggys.
O fabricante também tem outras ideias com referência à motorização mas, por enquanto, devido a grande lista de encomendas, vai manter o atual conjunto mecânico.
Dimensões
O que mais chama atenção no primeiro contato visual com o Ragge são suas reduzidas dimensões. O comprimento total é de apenas 3 metros e 60 centímetros, cerca de cinco a menos que o Fiat Uno, o que, somando a pequena distância entreeixos – 2 metros e 5 centímetros – e o vão livre do solo, de 14 centímetros, proporcionam um belo visual, típico de um on/off road, como o fabricante define este modelo.
Frente quadrada combinava com os faróis redondos
Autoesporte/Acervo MIAU
As características de um todo-terreno são limitadas, entretanto, pela mecânica utilizada. Mesmo assim o estilo do Ragge convida a uma aventura fora de estrada. A mecânica, que por um lado limita o desempenho e a utilização do carro, por outro garante durabilidade, confiabilidade e facilidade de manutenção, além de facilitar a comercialização em kits, uma das preocupações do fabricante antes de lançar o modelo.
Exposto no Salão Náutico do Rio de Janeiro, em maio último, o sucesso foi tal, bem como o número de pedidos, que Júlio Silla já está revisando este conceito em relação aos kits e também à mecânica. Mesmo assim, nos próximos meses nada poderá ser feito, já que agora é necessário produzir e entregar muitos carros.
Interior
No painel simplicidade de doer, mas comum à época
Autoesporte/Acervo MIAU
O conforto nos bancos dianteiros é bom, tendo até mais espaço que o Chevette, devido ao túnel central de menores dimensões. Já no banco traseiro, a curta distância entreeixos sacrifica um pouco o espaço, mas mesmo assim pode-se acomodar com razoável conforto dois adultos. Como todos os modelos podem andar sem capota, este problema fica em parte reduzido – nos dias de sol, logicamente.
Forrações internas e estribo buscavam refinamento
Foto: : Autoesporte/Acervo MIAU
Mesmo assim, isto não deve ser levado em consideração devido à finalidade de utilização deste veículo, que pode ser definido muito bem como meio carro esporte, meio utilitário, e ainda entra na área dos buggys. Versatilidade é realmente o ponto de destaque deste modelo.
Ainda com referência ao espaço, deve-se destacar que para bagagem ele é limitado, apesar das razoáveis dimensões do porta-malas na dianteira.
Sem a capota o modelo lembrava muito uma picape
Autoesporte/Acervo MIAU
Andando com o Ragge sente-se as limitações da mecânica, principalmente no asfalto. Já saindo da estrada fica bem mais interessante comandá-lo. A curta distância entreeixos permite uma direção ágil em caminhos acidentados e, nesse sentido, o Ragge só é limitado pela suspensão traseira, original VW, com barras de torção. O fabricante já descobriu isto e está desenvolvendo uma suspensão traseira opcional, com molas helicoidais, o que, com certeza, vai melhorar bastante o desempenho do carro nos caminhos tortuosos.
Já no asfalto o jeito é se conformar com as limitações mecânicas e curtir os olhares simpáticos que suas harmoniosas linhas despertam.
Realmente o Ragge traz um novo conceito em tudo o que já se fez na área de fibra tendo por base a plataforma VW. Nada de revolucionário, mas sim ideias simples e práticas. Dizem que a genialidade está na simplicidade, e neste sentido pode-se afirmar que este projeto tem muito de genial, abrindo um novo segmento neste mercado ao proporcionar um maior número de opções de utilização para o veículo.
Estepe do lado externo dava ares off-road ao Ragge
Autoesporte/Acervo MIAU
Ele pode muito bem ser uma caminhonete na cidade, uma picape no sítio e um “jipe” para brincar na areia ou em terrenos acidentados – isso tudo podendo ser transformado em um ou outro em questão de minutos. Ou seja, uma ótima opção tanto para primeiro como segundo carro da família.
Texto publicado originalmente na Autoesporte n° 259, de julho de 1986
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

RaggeSUV compactocarro brasileirofibra de vidroJúlio SillaFuscaChevetteveículo utilitáriocarros antigosVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

Triton BF///MS: Picape Especial com Pacote ExclusivoLancamentos
22 jul 20261 min

Triton BF///MS: Picape Especial com Pacote Exclusivo

Destaque Visual e Exclusividade da Triton BF///MS A Mitsubishi surpreende o mercado brasileiro com o lançamento da Triton BF///MS, uma série especial da sua aclamada picape que promete conquistar os entusiastas de veículos robustos com um toque de exclusividade. Disponível sob encomenda e com um preço de R$ 339.990, esta edição limitada não é apenas um novo produto, mas uma declaração de estilo e desempenho. O grande diferencial reside no contraste visual impactante, apostando na combinação de tons marrons e pretos que conferem à picape uma identidade única e sofisticada, longe do usual no segmento de picapes médias. Pacote Estético Inconfundível O pacote visual exclusivo é o coração da BF///MS. Cada detalhe foi pensado para criar uma harmonia entre a robustez inerente à Triton e um acabamento premium. A paleta de cores, focada no marrom e preto, é aplicada em elementos estratégicos da carroceria, rodas e possivelmente no interior, realçando as linhas agressivas do veículo e garantindo que ele se destaque onde quer que vá. Para o motorista brasileiro que busca um veículo que reflita sua personalidade e não se contente com o convencional, a Triton BF///MS oferece uma estética que comunica aventura e exclusividade em igual medida. Performance Otimizada e Conveniência a Bordo Além do apelo estético, a Triton BF///MS não deixa a desejar em termos de funcionalidade e conforto. A série especial vem equipada com pneus mistos de fábrica, uma escolha estratégica que amplia a versatilidade do veículo. Essa configuração de pneus oferece excelente desempenho tanto no asfalto quanto em terrenos off-road, garantindo segurança e tração em diferentes condições de rodagem – um atributo valioso para quem utiliza a picape para trabalho e lazer, explorando as diversas paisagens do Brasil. Entretenimento de Primeira Linha Para aprimorar a experiência a bordo, a Mitsubishi integrou um sistema de som JBL de fábrica. Conhecida pela qualidade e potência sonora, a JBL garante que motorista e passageiros desfrutem de suas músicas favoritas com fidelidade e imersão, transformando cada viagem em um verdadeiro concerto sobre rodas. Essa atenção aos detalhes, que combina funcionalidade com luxo, posiciona a BF///MS como uma opção completa para quem não abre mão de conforto e entretenimento durante seus percursos. Condições de Aquisição e Valor Agregado A disponibilidade da Mitsubishi Triton BF///MS é exclusiva e ocorre sob encomenda, o que reforça o caráter de edição especial e limitada. Este modelo de comercialização permite que a montadora atenda a uma demanda específica, garantindo que cada unidade seja produzida com atenção aos detalhes e para um cliente que realmente valoriza essa exclusividade. O preço de R$ 339.990 a posiciona no segmento premium das picapes, justificando-se pelo pacote de itens exclusivos e pelo valor de marca. Benefício na Troca do Usado Um atrativo adicional para os potenciais compradores é o bônus na negociação de veículos usados. Essa condição especial pode facilitar a aquisição da nova Triton BF///MS, tornando a transição para este modelo exclusivo mais acessível. Para o motorista brasileiro, que frequentemente considera a troca do seu veículo atual na compra de um novo, esse bônus representa uma vantagem financeira significativa, reduzindo o custo total da aquisição e incentivando a renovação da frota com um veículo que une estilo, performance e tecnologia.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Move Aplicativos: Seminovos para Motoristas e TaxistasRegulamentacao
22 jul 20264 min

Move Aplicativos: Seminovos para Motoristas e Taxistas

Expansão do Move Aplicativos para Seminovos O programa Move Aplicativos, iniciativa do governo federal originalmente voltada para a aquisição de carros novos por motoristas de aplicativo e taxistas com condições especiais, acaba de ser ampliado. Desde o dia 15 de julho, o benefício agora se estende aos modelos seminovos, oferecendo uma nova gama de oportunidades para esses profissionais. A medida visa facilitar o acesso a veículos, especialmente para aqueles que encontram dificuldades em obter financiamento para carros 0km devido ao valor total. Com a inclusão dos seminovos, o tíquete médio da compra é reduzido, impulsionando as vendas e permitindo que mais motoristas se qualifiquem. Vale ressaltar que o programa já demonstrou sucesso em sua fase inicial, com R$ 1 bilhão dos R$ 30 bilhões totais consumidos por mais de 10 mil motoristas. Regras e Carros Elegíveis Principais Critérios para a Compra Para adquirir um seminovo pelo Move Aplicativos, os interessados devem seguir algumas diretrizes essenciais. O valor limite do veículo permanece em R$ 150 mil, alinhado com as condições para modelos novos. É obrigatório que o ano-modelo do carro seja a partir de 2024 e que a motorização seja exclusivamente elétrica ou híbrida flex. Adicionalmente, a montadora do veículo deve estar habilitada no programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), garantindo alinhamento com as políticas de sustentabilidade. Modelos que Podem Ser Financiados A lista de carros elegíveis abrange diversas opções, tanto híbridos flex quanto elétricos, focando na sustentabilidade e eficiência: Híbridos Flex: Fiat Pulse, Fiat Fastback, Peugeot 208 e Peugeot 2008. Elétricos: BYD Dolphin Mini, BYD Dolphin, Chevrolet Spark EUV, GAC Aion UT, Geely EX2, GWM Ora 03 e Renault Kwid E-Tech. Passo a Passo para o Financiamento 1. Cadastro na Plataforma O processo começa com o cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Motoristas de aplicativo devem ter registro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado no mínimo 100 corridas na mesma plataforma. Taxistas também precisam comprovar registro e atividade. A resposta sobre a elegibilidade é enviada para a caixa postal do gov.br em até cinco dias úteis. 2. Solicitação de Crédito Com a elegibilidade confirmada, o motorista pode solicitar o financiamento. Há duas opções: Via Revenda: Escolher o carro em uma concessionária parceira e solicitar o financiamento através das instituições financeiras habilitadas no programa que operam com a loja. Direto no Banco: Correntistas com bom relacionamento podem solicitar o crédito diretamente com seu gerente ou pelo aplicativo do banco, antes mesmo de escolher o veículo. A análise de crédito é rigorosa e o histórico com a instituição financeira pode ser um fator decisivo. 3. Aprovação e Liberação do Valor Após a aprovação do financiamento pela instituição bancária, o pedido é enviado ao BNDES para validação automática e instantânea. Com a liberação do valor para o banco, o motorista pode finalizar a compra na loja, assinando o contrato e aguardando a retirada do veículo. Bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Bradesco, Banrisul, Sicoob, Sicredi, Banco GM, Banco Stellantis e Banco Volkswagen operam a linha de crédito.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta ElétricaTecnologia
21 jul 20261 min

VW E-Bike: Câmera de Ré e DNA GTi na Bicicleta Elétrica

A Revolução da Mobilidade Urbana Pela Volkswagen A Volkswagen, conhecida por sua tradição no setor automotivo, está expandindo seus horizontes para a micromobilidade, apresentando uma bicicleta elétrica que promete redefinir a experiência de deslocamento urbano. Este lançamento não é apenas mais uma e-bike; é um reflexo da visão da montadora para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia se unem em diversas formas de transporte. Para o motorista brasileiro, acostumado com a qualidade e inovação dos veículos VW, essa bicicleta elétrica representa uma alternativa interessante para enfrentar o trânsito das grandes cidades, reduzir a pegada de carbono e ainda desfrutar da liberdade de se mover com agilidade. É um convite a repensar a mobilidade diária, integrando soluções que complementam o uso do carro, especialmente em trajetos curtos ou para acesso a zonas com restrição veicular. Tecnologia Automotiva Elevada a Duas Rodas O grande diferencial desta bicicleta elétrica da Volkswagen reside na incorporação de tecnologias tipicamente encontradas em carros modernos, um apelo direto ao público familiarizado com as inovações automotivas. Um dos destaques é a câmera de ré, um recurso que eleva significativamente a segurança do ciclista, oferecendo uma visão clara da retaguarda e auxiliando na prevenção de acidentes, especialmente em vias movimentadas ou durante manobras. Essa funcionalidade, comum em SUVs e sedans, agora chega para proteger quem pedala. Além disso, a integração de sistemas eletrônicos avançados e talvez conectividade com smartphones pode oferecer navegação otimizada, monitoramento de desempenho e até mesmo funcionalidades antirroubo. Essa fusão de segurança e inteligência coloca a e-bike VW em um patamar diferenciado no mercado. Segurança e Conectividade no Ciclo Urbano A presença da câmera de ré não é meramente um luxo; é um componente vital para a segurança em um ambiente urbano cada vez mais desafiador. Para o ciclista brasileiro, que muitas vezes divide espaço com veículos maiores, ter uma percepção visual ampliada do que acontece atrás é um divisor de águas. Imagine a tranquilidade de mudar de faixa ou parar em um semáforo sabendo exatamente o trânsito ao redor. Essa preocupação com a segurança, aliada à possível integração com aplicativos que oferecem rastreamento e dados de percurso, posiciona a bicicleta elétrica da Volkswagen como uma opção inteligente para quem busca não apenas um meio de transporte, mas uma solução completa de mobilidade. O DNA Esportivo do Golf GTi em Duas Rodas Além da tecnologia, a bicicleta elétrica da Volkswagen também se destaca pelo seu design, que presta homenagem a um dos ícones esportivos da marca: o Golf GTi. Detalhes estéticos que remetem ao lendário hatch, como cores específicas, acabamentos e talvez até elementos gráficos, conferem à bicicleta um caráter esportivo e exclusivo. Para os entusiastas de carros e, em particular, os fãs do GTi, essa e-bike não é apenas um meio de transporte, mas um item que reflete paixão por design e performance. Essa abordagem de design não só a diferencia visualmente no mercado de bicicletas elétricas, mas também reforça a identidade da marca, criando uma conexão emocional com o consumidor que valoriza a estética e a herança automotiva da Volkswagen. É a performance e o estilo do GTi, agora acessíveis em uma modalidade mais sustentável.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...Lancamentos
21 jul 20264 min

Fiat Argo X Chega ao Brasil: Convive com Antigo e...

Fiat Argo X: A Nova Estratégia da Marca e a Convivência de Gerações A Fiat anunciou uma novidade estratégica para o mercado brasileiro: o lançamento do Fiat Argo X, que não substituirá a atual geração do Argo, mas sim conviverá com ela. Ambos os modelos compartilharão a linha de montagem em Betim (MG) e o espaço nas concessionárias a partir do final deste ano. O Argo X, totalmente renovado, é baseado no Grande Panda europeu e marca o início de uma nova família de veículos compactos da Fiat no país. Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, a geração atual do Argo permanecerá em linha "pelo tempo que o mercado desejar", replicando uma tática já vista com sucesso em outros modelos da marca. Um Olhar Histórico: A Estratégia da Longevidade Essa abordagem de coexistência de gerações não é inédita para a Fiat. Casos notáveis incluem o Uno, cuja primeira geração de 1984 continuou à venda mesmo após o lançamento do modelo renovado em 2010, e o Palio, que, após diversas atualizações desde 1996, manteve-se no mercado mesmo com a chegada do novo modelo em 2011. Essa história de sucesso reforça a confiança da Fiat na permanência do Argo atual como uma opção de entrada, com versões mais acessíveis e pacotes de equipamentos simplificados. O Futuro do Mobi e o Desafio da Canibalização A manutenção da geração atual do Argo, posicionada para ser uma opção de entrada, levanta questionamentos importantes sobre o Fiat Mobi. Se o Argo passará a ocupar o nicho de acesso, onde o Mobi se encaixaria? A possibilidade de "canibalização" – onde um modelo compete e rouba vendas do outro – é real. Contudo, a Fiat ainda não sinalizou a saída de linha do Mobi, indicando que, por enquanto, ele permanece no portfólio. A estratégia da Stellantis será crucial para evitar a concorrência interna excessiva e manter a relevância de ambos os modelos no mercado. O Que Esperar do Novo Fiat Argo X e da Família de Compactos O Fiat Argo X virá com um leque variado de motorizações: 1.0 aspirado nas versões de entrada, 1.3 aspirado nas intermediárias (com opções manual ou CVT) e um 1.0 turbo para os pacotes mais equipados. A versão turbo terá uma potência ajustada para 116 cv (de 130 cv) para se beneficiar de incentivos de IPI, mantendo o torque de 20,4 kgfm. Suas dimensões estimadas são 3,99m de comprimento, 1,76m de largura, 1,57m de altura e 2,54m de entre-eixos. Expansão da Linha Fiat e o Investimento Bilionário A produção do Argo X é parte do investimento de R$ 14 bilhões da Fiat na fábrica de Betim até 2030. Este modelo será a base para uma nova família de compactos, que incluirá as próximas gerações de Strada, Pulse, Fastback e um inédito SUV de sete lugares. A Stellantis planeja um lançamento anual de um carro novo no Brasil até 2030, renovando significativamente seu catálogo. Além disso, R$ 350 bilhões serão investidos no desenvolvimento de novas picapes, incluindo a próxima geração da Toro e, possivelmente, da Titano, consolidando a liderança da Fiat no mercado brasileiro, onde já celebrou 50 anos de história e mais de 18 milhões de veículos produzidos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte