Voltar para Notícias
Lancamentos

MG4 Urban: Hatch elétrico maior e mais barato que Dolphin

06 de abril de 2026
10 min de leitura
MG4 Urban: Hatch elétrico maior e mais barato que Dolphin

MG4 Urban: Um Novo Gigante Elétrico para o Brasil

O mercado brasileiro de hatches elétricos recebe um novo e imponente concorrente em junho: o MG4 Urban. Resultado da parceria entre a clássica marca britânica MG Motor e o gigante chinês Saic, este modelo chega para desafiar estabelecidos como BYD Dolphin e Geely EX2, destacando-se por suas dimensões generosas e proposta de valor. O MG4 Urban, que já estreou no Reino Unido e terá o Brasil como um dos primeiros mercados globais, promete agitar o segmento com um acerto europeu de direção e suspensão, visando uma experiência de condução mais refinada para o consumidor brasileiro.

Dimensões e Espaço Interno

Uma das grandes vantagens do MG4 Urban é o seu porte. Com 4,40 metros de comprimento, ele é cerca de 20 cm maior que o BYD Dolphin e o Geely EX2, superando até mesmo o Volkswagen Golf GTI. Sua distância entre-eixos, de 2,75 metros, não só é 5 cm maior que a do Dolphin, como também se iguala à de um SUV como o Toyota SW4, garantindo um ótimo espaço interno para quatro ocupantes. O porta-malas impressiona com 470 litros (até o teto), complementado por um compartimento extra de 98 litros sob o assoalho, ideal para levar mais bagagem.

Desempenho, Autonomia e Experiência de Condução

A versão Luxury do MG4 Urban, testada com exclusividade, entrega um motor de 163 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, alimentado por baterias de 53,9 kWh. Essa configuração resulta em uma autonomia de 360 km pelo padrão Inmetro, podendo alcançar impressionantes 528 km em ciclo urbano no modo Eco. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em rápidos 8,4 segundos, superando seus concorrentes diretos. O carregamento é ágil, indo de 10% a 80% em apenas 30 minutos em estações rápidas de corrente contínua (DC) de até 87 kW. A MG apostou em um acerto de suspensão, direção e freios com calibração europeia, oferecendo um comportamento dinâmico mais equilibrado e agradável, com cinco modos de condução para diferentes perfis.

Equipamentos e Acabamento

O MG4 Urban Luxury chega bem equipado em segurança, com seis airbags, frenagem automática de emergência, alertas de ponto cego, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo (ACC), além de câmeras 360 graus. Em conforto, oferece ar-condicionado digital, carregador por indução, banco do motorista com ajuste elétrico, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e faróis de LED. Embora o acabamento interno com plásticos mais duros possa desapontar ligeiramente em comparação com o BYD Dolphin, ele ainda se posiciona acima da média de carros nacionais na mesma faixa de preço, com uma central multimídia intuitiva de 12,8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

Preço, Estratégia de Mercado e Desafios

O MG4 Urban está previsto para ser vendido em pelo menos duas versões, com preços estimados entre R$ 140 mil e R$ 150 mil, posicionando-o de forma competitiva. A marca tem planos avançados para montagem local em regime SKD na Pace, em Horizonte (CE), indicando uma aposta de longo prazo no país. O principal desafio da MG no Brasil é a expansão da sua rede de concessionárias, que atualmente conta com apenas 19 pontos. No entanto, a meta é chegar a 70 lojas até o fim do ano, demonstrando um plano de crescimento cauteloso e estratégico, visando consolidar sua presença de forma sustentável no crescente mercado de veículos elétricos.


O novo MG4 Urban, hatch elétrico que chegará ao Brasil em breve, mostra que a parceria entre britânicos e chineses tem mais em comum do que o amor pelo chá. Historiadores divergem sobre a origem desta bebida. Uma das correntes diz que surgiu acidentalmente na China, em 2737 a.C., quando folhas de uma árvore caíram em um balde de água fervente do imperador Shennong, criando um líquido saboroso e revigorante.
Quase 5 mil anos depois, a iguaria se tornou a bebida mais consumida no mundo, muito em razão da cultura de outra nação, o Reino Unido. Se os laços entre chineses e britânicos nem sempre foram amistosos, tornaram-se inseparáveis na centenária MG Motor, clássica marca britânica que hoje é parte do grupo chinês Saic. E o Brasil acaba de entrar nessa infusão com o MG4 Urban, um hatch elétrico com acerto europeu que chega em junho com a missão de brigar com BYD Dolphin e Geely EX2.
Como o segmento de hatches elétricos no Brasil parece a prateleira de chás de qualquer supermercado chinês, o MG4 Urban será aquele pacote com selo de tamanho família, a maior embalagem. Tão grande que nem pode ser considerado compacto. Com 4,40 metros de comprimento, é pelo menos 20 cm mais comprido que Dolphin e EX2. Supera até o Volkswagen Golf GTI, que tem 4,30 m.
A distância entre-eixos, de 2,75 m, não só é 5 cm maior que a do BYD como também empata com a de um Toyota SW4. No porta-malas, a MG divulga o volume de 470 litros, mas considera a área até o teto, não até a altura dos bancos. De todo modo, o compartimento é visualmente bem maior que o de qualquer outro hatch compacto, principalmente graças ao baú de 98 litros extras escondido sob o assoalho, onde ficaria o estepe (há apenas um kit de reparo emergencial).
MG4 Urban Luxury é mais um hatch elétrico chinês para te deixar indeciso
Renato Durães/Autoesporte
Curiosamente, o Urban também é 11 cm maior que o outro MG4. Sim, a MG terá dois modelos com o mesmo nome no Brasil. O Urban será a porta de entrada da família, com motor e tração dianteiros. Já o MG4 sem sobrenome tem motor elétrico mais potente e posicionado sobre o eixo traseiro, onde também ocorre a tração das rodas. Por isso, tem pegada mais esportiva e custa R$ 164.600. Já o Urban deve ser vendido em pelo menos duas versões, com preços entre R$ 140 mil e R$ 150 mil.
O exemplar testado com exclusividade faz parte do lote de homologação, mas já antecipa praticamente tudo o que terá a versão que chegará às lojas em junho. O Brasil será um dos primeiros mercados globais a receber o MG4 Urban, que estreou fora da China em janeiro, exatamente… no Reino Unido. Isso mostra que a Saic, o gigantesco grupo automotivo chinês por trás da MG, aposta muito em nosso país e quer colocar suas fichas em um segmento em ebulição (desculpe, o trocadilho foi inevitável).
MG4 Urban Luxury pode ser produzido no Brasil? Planos parecem encaminhados
Renato Durães/Autoesporte
Com os planos de montagem local na Pace, em Horizonte (CE), já avançados, não seria estranho ver o MG4 Urban com selo “Made in Brazil” (ainda que em esquema SKD) surgir em um prazo razoável.
Mas antes que a água ferva e você vire a página, voltemos ao carro das fotos. A unidade cedida é da configuração Luxury, a mais completa — e cara. Tem motor de 163 cv de potência e 25,5 kgfm de torque e baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) com 53,9 kWh de capacidade, que gerarão ótimos 360 km de autonomia já no padrão Inmetro, alcance que colocará o modelo como líder do segmento.
O que a MG ainda não definiu é o pacote da versão de entrada. O motor será o mesmo (no exterior, há uma variação com 149 cv com igual torque), mas resta definir o tamanho da bateria. Uma alternativa é escolher uma opção de menor capacidade, 42,8 kWh, com alcance na casa dos 300 km, segundo o PBEV. O pacote de equipamentos também pode mudar.
O carro testado por Autoesporte trazia uma lista bastante coesa de itens de série. Começando pelos recursos de segurança, que a MG promete manter em todas as versões, há seis airbags, frenagem automática de emergência, alertas de ponto cego, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo (ACC). Câmeras 360 graus com boa resolução projetam o hatch na tela da central multimídia de 12,8 polegadas, da qual falaremos mais adiante.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
Acabamento do MG4 Urban parece mais simples do que o utilizado no BYD Dolphin
Renato Durães/Autoesporte
Seguindo para o pacote de conforto, há ar-condicionado digital, carregador por indução, banco do motorista com ajuste elétrico, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e faróis de LED. E se, por um lado, o MG4 Urban surpreende com volante e bancos dianteiros aquecidos e luz ambiente, por outro fica devendo iluminação no para-sol do passageiro, bancos de couro e possibilidade de instalar teto solar.
O elevado padrão de acabamento dos carros chineses nos deixou mal-acostumados. Por isso, há um leve desapontamento com os materiais usados no MG4 Urban, principalmente em comparação com o próprio Dolphin. Toda a parte superior do painel e das portas é de plástico duro. No entanto, nem essa derrapada deixa o chá amargo demais.
MG S5 aposta em herança britânica para se destacar entre chineses
Caoa Changan Uni-T é rápido, anda por controle remoto e solta perfume
Jeep Renegade híbrido tenta reverter má fama em consumo; consegue?
O padrão de acabamento ainda fica acima do de carros nacionais da mesma faixa de preço. O apoio dos braços, por exemplo, tem tecido agradável ao toque. A variação de materiais abrange aço escovado nos comandos (físicos, ainda bem) do ar-condicionado. O que realmente incomoda é o reflexo nos olhos, provocado pela barra cromada que une o quadro de instrumentos digital e a saída de ventilação à esquerda.
MG4 Urban Luxury leva quatro ocupantes com conforto. Um eventual quinto ocupante ficará apertado na cabine
Renato Durães/Autoesporte
Por outro lado, se o emblema da MG fosse trocado pelo de qualquer marca estabelecida no Brasil há décadas, não haveria estranhamento. O cluster digital tem grafismos simples e exibe velocidade, consumo total e parcial, hodômetro, nível da bateria, fluxo de energia e autonomia de forma clara. No painel, há botões para o ar-condicionado.
MG4 Urban Luxury tem ampla central multmídia, como todo hatch chinês
Renato Durães/Autoesporte
Já a central multimídia de 12,8" encara VW Play e MyLink de igual para igual em intuitividade. Os ícones são claros e deixam à mostra as principais funções do veículo. Mesmo sendo uma unidade de homologação, Android Auto e Apple CarPlay se conectam sem fio (alô, Leapmotor!).
Para falar das impressões ao dirigir, vou recorrer novamente ao chá. Lembra que a bebida foi descoberta na China? Mas foi só muitos séculos depois, não sem antes sofrer adaptações, que se tornou popular no Reino Unido. Eis que, para agradar os consumidores brasileiros que bebem café, a MG deixou de lado o acerto chinês e escolheu os ajustes de direção, suspensão e freios dos britânicos.
O que isso significa na prática? Esqueça a suspensão molenga que faz a carroceria chacoalhar assim que o carro aponta na curva, ou os amortecedores com curso curtinho. O peso da direção (ajustável, por sinal) é ideal para proporcionar conforto e transmitir o que se passa nas rodas.
MG4 Urban Luxury tem alavanca de câmbio instalada na coluna de direção
Renato Durães/Autoesporte
Aqui, uma pausa para a recarga, mas sem chá de cadeira. O MG4 Urban pode ser abastecido em aparelhos rápidos de corrente contínua (DC) a até 87 kW, mais do que os concorrentes diretos, que estacionam na casa dos 60 kW. Assim, leva apenas 30 minutos para ir de 10% a 80%. Logo que pluguei o MG4 Urban no eletroposto, dois motoristas de BYD Dolphin me abordaram. De cara, uma saraivada de perguntas. Para a decepção deles, eu não tinha todas as respostas, mas não hesitei em falar do que sabia — desempenho, por exemplo. Aliás, o MG4 Urban tem cinco modos de condução: Normal, Eco, Sport, Custom e Neve. Entre os três primeiros, há uma diferença considerável de desempenho.
Na pista do Rota 127 Campo de Provas, os números mostram que 163 cv e 25,5 kgfm são mais do que suficientes para os 1.520 kg do elétrico. Por ter 68 cv a mais que o Dolphin e 47 cv extras em relação ao EX2, seria natural que a aceleração de zero a 100 km/h fosse mais rápida. Pois o MG4 Urban cravou 8,4 segundos, superando o BYD em 3,2 s e o Geely, em 1,4 s.
Troca da alavanca de câmbio pela aleta na coluna de direção abre espaço para um carregador de celular por indução no console de dois andares
Renato Durães/Autoesporte
No modo Eco, claramente voltado à eficiência energética, a letargia do pedal do acelerador fica muito evidente e, óbvio, é necessário ter uma dose maior de paciência para manobras que demandam agilidade. Melhor preparar uma infusão de maracujá antes de dirigir dessa forma. Contudo, é nesse cenário que o Urban é mais econômico. Cravou ótimos 9,8 km/kWh em nosso teste.
Nessa condição, podemos projetar a impressionante autonomia de 528 km na cidade. Mesmo na estrada, quando a bateria é consumida mais rapidamente, marcou 7,5 km/kWh, que, em tese, garantem 405 km. Recomendo priorizar o modo Normal, o mais agradável no uso cotidiano, ainda com consumo moderado.
Lanternas traseiras fazem menção a parte da bandeira do Reino Unido
Renato Durães/Autoesporte
Após conferirem pessoalmente o MG4 Urban, aprovando espaço interno e porta-malas, os proprietários do Dolphin que mencionei antes, ambos motoristas de aplicativo, ficaram ainda mais curiosos para conhecer melhor o novo hatch. Expliquei que o carro levará alguns meses para ser lançado, e que a MG é uma marca britânica com dinheiro e tecnologia chineses. O único incômodo deles, principalmente em comparação com a quase onipresente BYD, era a respeito da marca novata no Brasil.
Preocupação justificada. Passados seis meses da chegada da MG por aqui, há só 19 pontos de venda, distribuídos em dez estados mais Distrito Federal. Até o fim do ano, o objetivo é expandir para 70 lojas, incluindo novos espaços em São Paulo, capital, atualmente com apenas uma loja aberta. Claro que a MG tem desejo e necessidade de crescer para manter a operação saudável. Mas já avisou que não fará loucuras para conquistar mercado. Tal qual um britânico espera pacientemente pelo chá das 5, a marca está trazendo o MG4 Urban na hora certa e da forma correta para conquistar uma fatia crescente do nosso mercado.
Ponto negativo: Espaço interno, porta-malas, ótimo desempenho, autonomia grande e bom gerenciamento da bateria
Ponto positivo: Rede de concessionárias da marca ainda é pequena; acabamento inferior ao de BYD Dolphin e Geely EX2
MG4 Urban Luxury
MG4 Urban Luxury
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

MG4 Urbancarro elétricohatch elétricoBYD DolphinMG Motorlançamentoautonomiapreço MG4Visão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

Ferrari 12Cilindri: V12 e câmbio manual simuladoLancamentos
5 jul 20261 min

Ferrari 12Cilindri: V12 e câmbio manual simulado

Ferrari 12Cilindri Manuale: A Reinvenção da Experiência Analógica A Ferrari, ícone global de desempenho e luxo, surpreende o mercado automotivo com o lançamento da 12Cilindri Manuale, um modelo que promete resgatar a paixão pela condução manual através de uma abordagem inovadora. Limitada a apenas 1.499 unidades, esta máquina é um testemunho da engenharia de ponta de Maranello, unindo a potência visceral de um motor V12 de 830 cavalos a uma transmissão de dupla embreagem (DCT) que, de forma engenhosa, simula a sensação e o envolvimento de um câmbio manual tradicional. O nome "Manuale" não se refere a um câmbio de três pedais e alavanca H-gate clássicos, mas sim à intenção de replicar suas características mais cativantes por meios eletrônicos, oferecendo o melhor dos dois mundos: a eficiência moderna com o engajamento nostálgico. O Que Esperar do Câmbio "Manuale" Simulado A grande estrela da Ferrari 12Cilindri Manuale é, sem dúvida, sua transmissão. Ao contrário de um DCT convencional, que prioriza a suavidade e a rapidez das trocas, a Ferrari desenvolveu um sistema que incorpora um pedal de embreagem e reproduz os "trancos" característicos das trocas de marcha manuais. Essa simulação eletrônica é projetada para mimetizar a sensação tátil e auditiva que tanto agrada aos puristas da condução. O objetivo é engajar o motorista em um nível mais profundo, onde cada troca de marcha é sentida e exige uma interação deliberada, sem sacrificar a performance otimizada que uma transmissão de dupla embreagem pode oferecer. Para o motorista brasileiro, especialmente os entusiastas de superesportivos, essa inovação representa uma nova fronteira na experiência de pilotagem, um convite para redescobrir o prazer de "domar" um carro potente. Potência V12 e Exclusividade para o Mercado Brasileiro Sob o capô da 12Cilindri Manuale reside o coração pulsante da Ferrari: um motor V12 naturalmente aspirado, capaz de entregar impressionantes 830 cavalos de potência. Este é um motor que canta, que respira, e que entrega torque e rotação de forma linear e emocionante, sem a intervenção de turbocompressores. A combinação de um V12 puro com uma transmissão que busca o engajamento manual é uma ode à herança da Ferrari e uma raridade no cenário automotivo atual, dominado por motores menores e eletrificação. Um Artigo de Colecionador em Terras Brasileiras Com uma produção estritamente limitada a 1.499 unidades globalmente, a Ferrari 12Cilindri Manuale está destinada a ser um item de colecionador. Sua chegada, mesmo que em pouquíssimos exemplares, ao mercado brasileiro reforça o apetite do país por veículos de alto luxo e performance extrema. Para os afortunados que puderem adquirir um, não será apenas um carro, mas uma declaração de apreço pela engenharia automotiva e pela busca incessante da experiência de condução mais pura possível, mesmo que intermediada pela tecnologia. A exclusividade, aliada à proposta única de simulação manual, garante que este modelo se torne um marco na história da Ferrari e no imaginário dos aficionados por carros esportivos.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-RoadMercado
5 jul 20269 min

5 Picapes Usadas Esportivas para Performance Off-Road

Picapes de Alto Desempenho Usadas: Versatilidade para Todo Terreno O mercado de picapes usadas de alta performance no Brasil evoluiu, oferecendo muito mais do que apenas força para reboque. Hoje, esses veículos combinam a agilidade de esportivos no asfalto com a robustez e tração de um 4x4 em trilhas, sendo ideais até mesmo para o uso diário. Com a popularidade crescente, o portal 'Visão Veicular' destaca cinco modelos que se destacam pela performance, tanto dentro quanto fora da estrada, disponíveis no mercado de seminovos. A seleção abrange desde opções compactas até full-size, contemplando diferentes perfis e orçamentos de motoristas brasileiros que buscam adrenalina e capacidade em qualquer condição. Desvendando os Modelos: De Compactas a Full-Size A lista apresenta uma gama diversificada de picapes, cada uma com características únicas que atendem a necessidades específicas. Os preços, apurados em junho de 2026, servem como referência e podem variar. Ford Maverick 2.0 4x4: A Porta de Entrada Esportiva Compacta e de construção monobloco, a Maverick é ideal para quem busca performance e tração nas quatro rodas sem o porte de uma picape grande. Equipada com motor 2.0 EcoBoost turbo a gasolina, entrega 253 cv e 38,7 kgfm, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. Seu consumo é equilibrado para o segmento (8,8 km/l cidade, 11,1 km/l estrada), e oferece boa tecnologia interna e segurança. Disponível a partir de R$ 142.900 (modelos 2022/2023). Volkswagen Amarok V6: O Torque Alemão Considerada referência em torque entre as picapes médias a diesel, a Amarok V6 se destaca pelo motor 3.0 turbodiesel de 258 cv e 59,1 kgfm, com Overboost para 272 cv. Com tração integral permanente e câmbio ZF de oito marchas, faz 0-100 km/h em 8 segundos. Sua capacidade de carga superior a 1.100 kg é um diferencial. Unidades 2018/2019 partem de R$ 122.990. Ram 1500: Potência V8 e Conforto Full-Size Para quem não abre mão do luxo e da potência bruta, a Ram 1500 oferece o histórico motor 5.7 V8 Hemi a gasolina de 400 cv e 56,7 kgfm. Mesmo com seu porte imponente, atinge 100 km/h em 7,7 segundos. O foco aqui é o conforto, a tecnologia embarcada de ponta (Uconnect 12”, som Harman Kardon) e a impressionante capacidade de reboque de 4.490 kg. Preços iniciam em R$ 289.880 (modelos 2022), mas atenção ao consumo e manutenção do V8. Ford Ranger Raptor: A Rainha do Off-Road Extremo Projetada para rally-raid, a Ranger Raptor é um verdadeiro carro de competição de fábrica. Seu motor 3.0 V6 biturbo a gasolina de 397 cv e 59,4 kgfm a impulsiona de 0 a 100 km/h em impressionantes 5,8 segundos. O grande diferencial está na engenharia para a terra: amortecedores FOX Live Valve, diferenciais blocantes e o modo de condução Baja para pilotagem agressiva. Um exemplar pode ser encontrado a partir de R$ 439.980. BYD Shark: A Revolução Híbrida e a Mais Rápida A BYD Shark é a picape mais tecnológica e a mais rápida da lista. Sendo a primeira híbrida plug-in vendida no Brasil, combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois elétricos, entregando uma potência combinada de 437 cv e 65 kgfm. Sua aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos a coloca no topo da performance, aliada a uma autonomia elétrica de 57 km e consumo equivalente de 24,6 km/l. Altamente equipada de série, parte de R$ 279.900. Conclusão: Escolha Sua Aventura A oferta de picapes usadas de alto desempenho no Brasil é vasta e diversificada. Seja para quem busca uma companheira urbana com aptidão off-road, um gigante de torque diesel, a potência de um V8, a robustez de um carro de rali ou a inovação de um híbrido plug-in, há uma opção para cada tipo de motorista e aventura. É fundamental considerar o custo de uso, manutenção e a disponibilidade de peças ao optar por um desses modelos.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

VW T-Cross Mais Barato: SUV Reduz Preços em até R$ 10.000Mercado
4 jul 20261 min

VW T-Cross Mais Barato: SUV Reduz Preços em até R$ 10.000

VW T-Cross Mais Acessível: Redução de Preços Agita o Mercado de SUVs Em um movimento estratégico que surpreendeu o mercado automotivo brasileiro, a Volkswagen anunciou uma significativa redução nos preços do T-Cross, um dos SUVs compactos mais vendidos do país. O utilitário esportivo teve seus valores diminuídos em até R$ 10.000 em quase todas as versões disponíveis, sem qualquer perda de equipamentos ou recursos. Essa decisão é notável, especialmente porque o T-Cross vinha registrando excelentes números de vendas, consolidando sua posição entre os líderes do segmento. A medida visa não apenas fortalecer a competitividade do modelo diante de seus rivais diretos, mas também redefinir seu posicionamento dentro da própria gama da montadora alemã. Detalhes da Nova Tabela de Preços A revisão de preços impacta desde as versões de entrada até as mais equipadas, tornando o T-Cross uma opção ainda mais atraente para o consumidor. Por exemplo, a versão Sense 200 TSI, porta de entrada da linha, teve uma queda considerável, assim como as configurações Comfortline e Highline, que representam o topo de gama. Essa estratégia da Volkswagen indica um esforço para ampliar o acesso ao modelo, que já é um sucesso de público, e potencialmente impulsionar ainda mais seu volume de vendas em um mercado cada vez mais disputado. Manter a lista de equipamentos intacta é um ponto crucial, garantindo que o cliente receba o mesmo valor, mas por um custo menor. Reposicionamento Estratégico e Distanciamento do Taos Um dos impactos mais claros dessa redução é o reposicionamento do T-Cross em relação ao seu "irmão maior", o Volkswagen Taos. Com a diferença de preço entre os dois modelos agora ampliada, a montadora busca evitar a canibalização interna, permitindo que cada SUV atinja seu público-alvo específico com maior clareza. O Taos, posicionado em um segmento acima, agora tem um espaço mais definido, enquanto o T-Cross reforça sua vocação como um SUV compacto premium acessível. Vantagens Competitivas no Segmento de SUVs Compactos A nova política de preços confere ao T-Cross uma vantagem competitiva ainda maior frente a rivais de peso como Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, Nissan Kicks e Jeep Renegade. Em um cenário onde cada real faz a diferença na decisão de compra, oferecer um veículo bem equipado, com boa reputação de mercado e agora mais barato, é um trunfo e tanto. Essa manobra da Volkswagen demonstra uma agilidade em responder às dinâmicas do mercado, buscando não apenas manter sua fatia, mas expandi-la através de uma proposta de valor irresistível. Oportunidade para o Consumidor Brasileiro Para o motorista brasileiro que busca um SUV moderno, seguro e com bom desempenho, o momento é especialmente oportuno. A queda nos preços do T-Cross significa maior poder de compra, permitindo o acesso a um veículo que figura entre os mais desejados da categoria. É uma chance de adquirir um SUV da Volkswagen com um custo-benefício ainda mais atraente, sem abrir mão da qualidade e da tecnologia que caracterizam a marca. Essa mudança pode estimular o mercado de zero quilômetro, atraindo tanto novos compradores quanto aqueles que estavam em dúvida entre diferentes modelos. A expectativa é que essa estratégia reforce o domínio do T-Cross nas listas de mais vendidos, consolidando ainda mais sua liderança no coração dos consumidores.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Chevrolet Suprema: Perua de Luxo Clássica vale como SUV 0kmMercado
4 jul 20268 min

Chevrolet Suprema: Perua de Luxo Clássica vale como SUV 0km

O Legado de Luxo da Chevrolet Suprema Lançada em abril de 1993, a Chevrolet Suprema rapidamente se estabeleceu como a perua mais luxuosa e cara do Brasil, um verdadeiro ícone ao lado do sedã Omega. Projetada para enfrentar os veículos importados da época, ela herdou o prestígio da Caravan, mas com modernizações significativas. Seu design traseiro reto não apenas harmonizava com o conjunto, mas também otimizava a visibilidade, um diferencial em manobras. O artigo destaca um exemplar raro: uma Suprema 3.0 CD 1993/1993 na cobiçada cor Vermelho Chipre, com câmbio automático e apenas 135 mil km rodados. Este veículo passou por um meticuloso trabalho de restauração pela Padrão Misa, que incluiu desde o detalhamento do cofre do motor e restauração das rodas até uma revisão completa de mecânica e elétrica, visando a perfeição para colecionadores exigentes. Atualmente, a pedida por esta relíquia pode chegar a R$ 160 mil, valor equivalente a uma Chevrolet Montana Premier zero-quilômetro, demonstrando seu status de cult entre entusiastas. Um Clássico Restaurado em Destaque O exemplar analisado pela Autoesporte, uma Omega Suprema 3.0 CD, resplandece após a restauração. Manteve vidros, faróis e lanternas originais, evidenciando seu bom estado inicial. O interior impressiona com o acabamento aveludado dos bancos e forros de porta em excelentes condições, além do requisitado painel de instrumentos 100% digital, verificado quanto ao funcionamento perfeito. Ao lado, um visor de check control fornecia informações cruciais sobre níveis de fluidos e avisos de luzes queimadas e desgaste de pastilhas, recursos que eram "surreais" para a época. O rádio toca-fitas FIC Sirrah, junto ao toca-CD devidamente revisado, complementa a experiência nostálgica e luxuosa. Tecnologia e Performance Inovadoras A Suprema CD, em sua versão inicial, era equipada com o motor 3.0 de seis cilindros em linha de origem alemã, entregando 165 cv e 23,4 kgfm de torque. Este propulsor casava perfeitamente com a caixa automática de quatro marchas, proporcionando um conforto inigualável. O jornalista Bob Sharp, em seu teste para a Autoesporte na época, elogiou a Suprema por ser a primeira e única perua nacional com motor dianteiro, tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas, além de freios a disco nas quatro rodas com ABS de série na versão CD. A distribuição de peso equilibrada (52%-48% dianteiro-traseiro vazia) favorecia a estabilidade. O Desempenho que Impressionava Bob Sharp destacou a elasticidade do motor de seis cilindros, capaz de impulsionar a perua de 0 a 100 km/h em impressionantes 9,58 segundos, com velocidade máxima de 201,7 km/h. O espaçoso porta-malas de 540 litros, que se expandia para 1.850 litros com os bancos rebatidos, era um trunfo prático. Um sistema pneumático inédito na suspensão traseira garantia o nivelamento da carroceria, mesmo com carga total, mantendo o conforto. De série, a Suprema CD oferecia ar-condicionado com saídas para o banco traseiro, direção hidráulica, trio elétrico, regulagem elétrica dos faróis, freios ABS e computador de bordo. Evolução e Despedida de Uma Lenda A linha Suprema passou por algumas mudanças ao longo de sua curta vida. Em 1994, surgiu a versão GL, mais básica, com motor 2.0 a álcool (130 cv), destinada ao público frotista. Esta é hoje a configuração mais rara de se encontrar. Em 1995, o motor 2.0 evoluiu para o 2.2 (116 cv, mas com mais torque), e o aclamado 3.0 alemão foi substituído pelo 4.1 Powertech nacional, uma versão atualizada do motor do Opala. Embora o 4.1 entregasse um pouco mais de potência (168 cv) e torque (29,1 kgfm), não resultou em ganhos significativos de agilidade em comparação ao 3.0. A produção da Chevrolet Suprema foi encerrada em 1996, após acumular pouco mais de 12.200 unidades, deixando para trás uma legião de fãs que ainda cultuam sua excelência e sofisticação.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte