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Eletricos

Foxconn estuda fabricar carros elétricos no Brasil com...

05 de maio de 2026
6 min de leitura
Foxconn estuda fabricar carros elétricos no Brasil com...

Foxconn Mira o Brasil para a Produção de Carros Elétricos

A Foxconn, gigante tecnológica mundialmente famosa por ser a fabricante do iPhone, está expandindo seus horizontes para o setor automotivo e tem o Brasil em seu radar para a produção de carros elétricos. Longe de ser apenas uma fornecedora de eletrônicos, a empresa já possui sua própria marca de veículos elétricos, a Foxtron, e busca replicar seu modelo de sucesso em outros mercados. A intenção não é vender carros com sua própria marca aqui, mas sim encontrar parceiros locais robustos que desejem entrar ou expandir no segmento de veículos eletrificados.

O Modelo de Negócios e a Busca por Parceiros

O porta-voz do grupo Hon Hai Technology, James Wu, explicou que o modelo de negócio da Foxconn é o CDMS: Contrato, Design, Manufatura e Serviços. Isso significa que a empresa não pretende lançar uma marca própria no Brasil, mas sim oferecer sua expertise e escala de produção para fabricantes ou novos entrantes no mercado automotivo brasileiro. A ideia é que um parceiro local gerencie processos de engenharia, industrialização e fabricação, aproveitando o grande conhecimento da Foxconn em eletrificação. Wu destacou que o Brasil, com seu vasto mercado interno e população superior a 200 milhões de habitantes, é um alvo estratégico para essa expansão. A empresa já possui uma fábrica em Jundiaí (SP) dedicada a componentes eletrônicos, o que reforça sua presença e familiaridade com o cenário local.

A Experiência da Foxconn no Setor Automotivo Elétrico

A Foxconn não é novata no mundo dos veículos elétricos. Em Taiwan, a empresa já verticalizou a produção e desenvolveu diversos modelos sob a marca Foxtron, demonstrando sua capacidade de desenvolver e construir motores elétricos e veículos a bateria. O interesse nesse segmento cresceu com a demanda por modelos elétricos na última década, posicionando a empresa como uma forte candidata a auxiliar fabricantes tradicionais que enfrentam desafios de velocidade e custos na transição para a eletrificação.

Conheça os Carros da Foxtron

A Foxtron já tem alguns modelos no mercado e em desenvolvimento. O Foxtron Model C, substituto do Luxgen n7, foi apresentado e se destaca pelo visual moderno, maçanetas físicas e interior com central multimídia vertical e botões físicos. O Foxtron Model B, conhecido também como Bria, é um SUV urbano-esportivo que já está sendo vendido em Taiwan, com preços equivalentes a R$ 143 mil a R$ 182.500 na conversão direta e autonomia de 516 km (ciclo NEDC). Ele possui acabamento interno preto e uma central multimídia horizontal. Por fim, o Foxtron Model D ainda é um conceito, com detalhes da versão final de produção ainda a serem divulgados. Esses modelos são um exemplo da capacidade de design e engenharia que a Foxconn pode oferecer a potenciais parceiros brasileiros. A fábrica de Kaohsiung, em Taiwan, está pronta e tem capacidade de exportação, mas a construção de novas plantas em outros países dependerá das necessidades dos clientes, aproveitando a vasta rede de fábricas globais da Hon Hai.

Foxconn estuda fabricar carros elétricos no Brasil com...
A Foxconn, conhecida por produzir o iPhone, da Apple, também é responsável pela marca de carros Foxtron. A novidade é que a gigante da tecnologia está de olho no mercado brasileiro. A intenção é buscar um parceiro local do setor automotivo, como fez em Taiwan. As informações são da Agência AutoData, que esteve no país para cobrir a feira 360º Mobility Mega Show.
James Wu, porta-voz do grupo Hon Hai Technology, responsável pela Foxconn, disse que o modelo de negócio é de CDMS: Contrato, Design, Manufatura e Serviços. Dessa forma, um parceiro brasileiro seria responsável por gerenciar processos de engenharia, industrialização e fabricação, unindo a expertise da Foxconn com escala de produção. “Significa que não fazemos a nossa própria marca. Assim, todos os clientes e marcas podem ser nossos clientes. Então a resposta é sim: se tivermos clientes no Brasil estamos abertos a isto”.
A Foxconn quer expandir suas operações fora de Taiwan, ao mesmo tempo que avança com veículos eletrificados no país. Países como Austrália e Nova Zelândia estão no radar da companhia para iniciar os embarques de veículos elétricos, enquanto a empresa avalia parceiros em outras regiões, como o Brasil.
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Wu disse que o Brasil tem um grande mercado automotivo interno e população superior a 200 milhões de habitantes: “Nosso objetivo é descobrir um bom parceiro no país. Algum que queira construir uma marca, vender automóveis elétricos, mas que, provavelmente, não detenha este tipo de capacidade”.
Foxconn buscará parceiros no Brasil para produzir carros elétricos
Divulgação
O executivo destacou o forte conhecimento da Foxconn em eletrificação e deixou a expertise da empresa à disposição de qualquer fabricante de veículos que precise. Lembrou também que a empresa já tem uma operação no Brasil, com fábrica dedicada à produção de componentes eletrônicos na cidade de Jundiaí (SP). “Definitivamente, com o tempo, estaremos procurando parcerias no Brasil. Acho que tudo é possível”.
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Foxconn deseja avançar globalmente
O executivo deixou claro que o grupo Hon Hai concentra seus esforços para verticalizar a produção de veículos elétricos em Taiwan e, com isso, avançar para outros mercados. Segundo Wu, o interesse nesse modelo de negócio cresceu com a maior demanda da população de Taiwan por modelos elétricos na última década:
“Queremos mostrar ao mundo que a Hon Hai e Taiwan detêm a capacidade de desenvolver e construir o motor elétrico, além de fabricar carros a bateria. Esperamos que na indústria de automóveis e eletrônicos, em que a competição se torna cada vez mais acirrada, fabricantes de veículos tradicionais, que em termos de velocidade e custos tenderão a enfrentar certos desafios, passem a enxergar a possibilidade de desenvolvimento externo desta parte, como uma parceria.”
Interior do Foxtron Model D traz grande central multimídia e quadro de instrumentos digital
Divulgação
Para o executivo, veículos elétricos são mais econômicos e agridem menos o meio ambiente. Essas vantagens, aliadas as políticas globais que buscam a descarbonização dos veículos, comprovam que há um grande e potencial mercado para ser explorado. O grupo Hon Hai olhou para isso cinco anos atrás, quando definiu que o carro elétrico seria o motor do futuro.
A Foxtronn começará a produzir em breve a nova geração do SUV elétrico N7, conhecida como Model C. A empresa produz o Model B e comercializa no mercado taiwanês desde o final do ano passado. O Model D, ainda tratado como conceito, deverá ser o terceiro modelo fabricado na ilha, de acordo com a AutoData.
Fábrica da Foxconn está pronta para exportar
Foxtron Model D ainda é conceito, mas deverá ser o terceiro modelo produzido pela Foxtron em Taiwan
Divulgação
A fábrica de veículos elétricos da Foxconn está instalada em Kaohsiung, onde também deverão ser produzidas motocicletas elétricas no futuro. Questionado sobre a construção de novas fábricas, o executivo disse que tudo dependerá das necessidades dos clientes:
“Neste momento eu escolho que Taiwan faça a produção. Mas se, por algum motivo, precisar construir uma fábrica em algum outro país, não será um problema, pois a Hon Hai conta com 233 fábricas em 24 países. Até porque não é necessário que todos os carros sejam produzidos aqui, mas é necessário que os clientes sejam capazes de produzir em diferentes lugares. Tudo dependerá também do preço, dos custos, da logística…”
Conheça os carros da Foxconn
Foxtron Model C foi apresentado no final de 2025
Bloomberg/Getty Images
O Model C será o substituto do primeiro carro elétrico produzido pela empresa, o Luxgen n7, que será aposentado. Ainda sem preço definido para o mercado local, sua versão final de produção foi mostrada ao público da feira 360º Mobility Mega Show.
Na comparação com o n7, além do visual completamente novo, o modelo traz algumas mudanças, como as maçanetas físicas nas quatro portas, sem o sistema escamoteável que é muito comum em carros elétricos asiáticos.
Outra novidade é a presença de botões físicos no interior, posicionados abaixo da grande central multimídia com tela vertical sensível ao toque. O quadro de instrumentos é digital, o volante multifuncional, os bancos são de couro sintético branco e os materiais usados no revestimento das portas e no painel são de boa qualidade, também apostando na cor branca.
Foxtron Model B, ou Bria, é menor modelo da marca de veículos de Taiwan
Divulgação
Já o Model B, também conhecido como Bria, começou a ser vendido no final do ano passado e mais de 1 mil encomendas já foram fechadas. Esse SUV com pegada urbana e esportiva traz cintos de segurança vermelhos, quadro de instrumentos digital (menor que o do Model C), central multimídia com tela horizontal sensível ao toque, alguns botões físicos posicionados logo abaixo e volante multifuncional.
Ao contrário do Model C, o Model B traz acabamento interno preto, cor escolhida para o couro sintético que reveste os bancos e para o acabamento do painel e da lateral das portas. Os preços do Model B vão de R$ 143 mil a R$ 182.500, na conversão direta do dólar para o real. A autonomia do SUV é de 516 km, também no ciclo NEDC.
O Model D ainda é um conceito e, por isso, as informações sobre a versão final de produção ainda não foram divulgadas.
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Fonte: Auto Esporte

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O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

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Fonte: Auto Esporte