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Fiat propõe limite de velocidade para baratear carros

15 de janeiro de 2026
3 min de leitura
Fiat propõe limite de velocidade para baratear carros

A Fiat, por meio de seu CEO Olivier François, está explorando estratégias para baratear carros compactos na Europa, como Panda e 500. A proposta principal é limitar a velocidade máxima desses modelos a 117 km/h, permitindo a dispensa de sistemas ADAS (Advanced Driver-Assistance Systems), considerados caros e menos relevantes em uso predominantemente urbano. François argumenta que o ADAS, projetado para altas velocidades, elevou o preço de carros urbanos em 60% nos últimos anos, sem trazer benefício real para seu perfil de uso. Ele questiona a necessidade de hardware custoso (sensores, câmeras) em veículos para cidade. Modelos como o Grande Panda elétrico já possuem velocidade limitada a 132 km/h. Essa discussão, embora europeia, é relevante para o Brasil, pois reflete um debate global sobre o equilíbrio entre acessibilidade e a inclusão de tecnologias de segurança que impactam o custo final do veículo, um tema cada vez mais pertinente para os motoristas brasileiros. ADAS engloba recursos como frenagem automática e monitoramento de ponto cego, dependendo de sensores complexos.


A Fiat está buscando saídas para baixar os preços de seus veículos compactos na Europa e, entre outras alternativas, sugeriu a redução do uso de recursos de segurança considerados “caros demais”. Em entrevista concedida à revista britânica Autocar, o CEO da marca, Olivier François, afirmou que veículos como Panda, Grande Panda e 500 poderiam ficar consideravelmente mais acessíveis sem o uso obrigatório do sistema ADAS.
De acordo com François, as tecnologias de assistência ao condutor são importantes, mas foram projetadas para melhorar a segurança dos veículos especialmente em velocidades mais altas. Em carros cujo uso é majoritariamente urbano, acabam perdendo relevância. Diante disso, a ideia do executivo é limitar a velocidade máxima de modelos pequenos a 117 km/h e, dessa forma, dispensar o uso do ADAS.
“Tenho dificuldade em entender por que precisamos instalar todo esse hardware caro (sensores, câmeras, etc.). Tudo isso contribuiu para aumentar o preço médio de um carro urbano em 60% nos últimos cinco ou seis anos. Não acho que os carros urbanos de 2018 ou 2019 sejam extremamente perigosos”, disse Olivier François.
Em alguns casos, como no Grande Panda elétrico, a diferença prática da possível mudança seria mínima. Hoje, o modelo já tem velocidade máxima limitada a 132 km/h. “Equipar esses carros com sistemas ADAS caros que oferecem pouco benefício real aos motoristas, considerando seu uso predominantemente urbano, aumenta desnecessariamente o preço final pago pelo comprador”, completou.
Grande Panda tem velocidade máxima de 132 km/h na versão elétrica
Divulgação
A medida ainda não tem previsão para entrar em vigor, mas desde já países da Europa se mobilizam no sentido de reduzir parte da burocracia no segmento. Recentemente, autoridades da região aprovaram a normal M1E, que deverá impulsionar a produção e a venda de carros urbanos elétricos e baratos fabricados localmente com menos regulamentação.
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O que é ADAS?
Assistente de frenagem de emergência
Divulgação
Em inglês, a sigla ADAS significa Advanced Driver-Assistance System, ou seja, sistema avançado de assistência ao motorista, em tradução para o português. Veículos equipados com a tecnologia englobam diferentes soluções e proporcionam ao condutor auxílio para evitar acidentes, mitigar riscos e até mesmo tornar a direção mais cômoda em situações de trânsito intenso ou longas viagens.
A atuação do ADAS depende diretamente de uma série de sensores, câmeras e radares instalados em diferentes partes do veículos, principalmente para-brisas, retrovisores e grade frontal. Os dispositivos captam imagens, medem distâncias e calculam trajetos, monitorando o ambiente em volta do veículo em tempo real para fornecer ao motorista suporte nas mais variadas situações.
Monitoramento de ponto cego
Divulgação
O pacote, dependendo do veículo, pode incluir reconhecimento de placas de trânsito, alerta de tráfego cruzado, frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e dispositivos de direção autônoma (em alguns casos, o carro é capaz de dirigir sozinho).
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Fonte: Auto Esporte

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