
A Stellantis, proprietária das marcas Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram no mercado brasileiro, além de sócia da chinesa Leapmotor, estuda um investimento adicional no mercado brasileiro para produzir um carro elétrico de baixo custo, provavelmente da marca Fiat, para disputar mercado contra BYD Dolphin Mini e Geely EX2.
Em entrevista coletiva concedida durante evento de celebração dos 50 anos da Fiat no Brasil, o presidente da Stellantis na América do Sul, Hernander Zola, admitiu que a fabricante estuda a produção de modelos elétricos no país, embora um investimento desse tipo não esteja previsto no ciclo de R$ 30 bilhões que a empresa anunciou para o mercado brasileiro até 2030.
Planos da Stellantis para o Brasil até 2030 não incluem produção de um elétrico, mas tudo pode mudar
Reprodução/Stellantis
No Fastlane, o plano de quinquenal apresentado a investidores globais da marca, em maio deste ano, a Stellantis apontou o desenvolvimento de motorizações híbridas leve (MHEV) e plena (HEV) para o Brasil, sem mencionar investimentos em elétricos. Entretanto, Zola afirmou que a produção local de um carro elétrico é algo que não está descartado pela companhia.
"Temos todas as tecnologias [de motorização] à disposição na prateleira e podemos oferecer todas ao consumidor [brasileiro], desde que seja uma demanda. Estamos sempre estudando o mercado. Se detectarmos uma demanda [do consumidor brasileiro] que justifique ter um carro elétrico produzido no Brasil, vamos produzir", declarou Hernander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul.
O executivo não entrou em detalhes sobre que tipo de elétrico produziria, em qual segmento ele atuaria nem em qual fábrica seria manufaturado, mas Autoesporte entende que a opção mais rápida é adaptar a plataforma CMP, já usada pelos Citroën C3, Aircross e Basalt, e que até o fim deste ano também será aplicada ao Fiat Argo X e ao Jeep Avenger.
Fiat Grande Panda: plataforma do futuro Argo X brasileiro permite o desenvolvimento rápido de um elétrico de entrada
Divulgação
Na Europa, todos esses produtos — no caso do Argo X, trata-se do Grande Panda, de quem o futuro brasileiro herda o projeto —, já dispõem de versão elétrica, algumas delas inclusive já testadas por Autoesporte, como é o caso do próprio Grande Panda, do Avenger e do Citroën Aircross. Relembre:
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O cenário mais viável seria apostar em uma versão elétrico do Fiat Argo X contra BYD Dolphin Mini e Geely EX2. Como projeto, é um produto já pronto, portanto de rápido desenvolvimento, e que não demandaria investimento muito alto para adaptação e homologação. O maior problema é assegurar que a produção local, com uso de baterias importadas e toda a adaptação fabril, possibilite a prática de um preço entre R$ 120 mil e R$ 130 mil.
Outro caminho seria apostar em projetos inéditos, como a motorização REEV flex da Leapmotor, um híbrido em série que roda como se fosse um carro elétrico. Entretanto, nesse caso, o desenvolvimento teria que ser feito desde o início, o que levaria anos até a conclusão.
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O Plano da Stellantis para Carros Elétricos Populares no Brasil
A Stellantis, um dos maiores grupos automotivos do mundo e detentora de marcas como Fiat, Jeep e Peugeot no Brasil, está avaliando um investimento estratégico na produção local de um carro elétrico acessível. Este movimento visa competir diretamente com os modelos de entrada das montadoras chinesas, como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2, que têm ganhado espaço no mercado brasileiro. A iniciativa, embora não prevista no atual ciclo de R$ 30 bilhões de investimentos anunciados até 2030, foi admitida por Hernander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul, durante as celebrações dos 50 anos da Fiat no país. Zola enfatizou que a empresa tem acesso a todas as tecnologias de motorização e que a decisão de produzir um elétrico no Brasil dependerá da demanda do consumidor, indicando uma flexibilidade nos planos futuros da companhia frente às dinâmicas do mercado.
A Estratégia Mais Viável: Aproveitando Plataformas Existentes
Para agilizar o processo e otimizar custos, a Stellantis poderia apostar na adaptação da plataforma CMP, já utilizada em veículos como Citroën C3 e Aircross. Esta plataforma, que em breve equipará o Fiat Argo X (derivado do Grande Panda europeu) e o Jeep Avenger, já possui versões elétricas na Europa. A opção mais rápida e de menor investimento seria, portanto, desenvolver uma versão elétrica do futuro Fiat Argo X. Esse modelo já tem um projeto pronto, o que reduziria significativamente o tempo de desenvolvimento e os custos de adaptação e homologação para o mercado brasileiro. A meta seria oferecer este elétrico de entrada numa faixa de preço competitiva, entre R$ 120 mil e R$ 130 mil, um desafio considerável considerando a complexidade da cadeia de produção e importação de componentes como as baterias.
Outras Possibilidades e o Impacto para o Motorista Brasileiro
Além da plataforma CMP, a Stellantis também tem à disposição projetos como a motorização REEV flex da Leapmotor, um híbrido em série que simula a experiência de um carro elétrico. Contudo, essa alternativa demandaria um desenvolvimento do zero, estendendo o tempo de lançamento por vários anos. Para o motorista brasileiro, a eventual produção local de um elétrico da Fiat representa a promessa de maior acessibilidade e mais opções no segmento de veículos eletrificados. A movimentação da Stellantis indica um aquecimento do mercado de EVs no Brasil, impulsionando a competitividade e potencialmente a queda de preços a médio e longo prazo. A decisão final dependerá não apenas da viabilidade técnica e financeira, mas sobretudo do interesse e da aceitação do consumidor por esses novos veículos, moldando o futuro da mobilidade no país.
Fonte: Auto Esporte
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