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F1 2026: Ford e Red Bull revelam carro e motor híbrido

16 de janeiro de 2026
8 min de leitura
F1 2026: Ford e Red Bull revelam carro e motor híbrido

A Ford marca seu retorno triunfal à Fórmula 1 em 2026, firmando uma parceria estratégica com a Red Bull, que apresentou as novas pinturas para a temporada. A colaboração "Red Bull Ford Powertrains" desenvolverá as novas unidades de potência híbridas, alinhadas às regras futuras da categoria. As mudanças no regulamento de 2026 preveem carros mais compactos e leves, com aerodinâmica ativa e motores V6 turbo híbridos, onde 50% da potência virá da parte elétrica. Um ponto crucial é o uso obrigatório de combustíveis 100% sustentáveis, reforçando o compromisso ambiental da F1. Este reencontro entre Ford e Red Bull após 30 anos visa resgatar o passado glorioso da montadora na categoria, impulsionando a inovação tecnológica automotiva e ditando tendências para futuros veículos de rua.


Não é segredo para ninguém que a Ford decidiu retornar à Fórmula 1 em 2026 por meio de uma parceria com a Red Bull, oito vezes campeã de pilotos e sete vezes campeã de construtores na categoria. Nesta quarta-feira (15), a nova Red Bull Ford revelou a pintura do carro que será pilotado pelo tetracampeão Max Verstappen e por seu novo companheiro de equipe, o francês Isack Hadjar.
A revelação foi feita durante evento na noite desta quinta-feira (15) em Detroit (EUA), com cobertura in loco de Autoesporte, e marca o início prática de uma parceria firmada em 2023. O departamento de motores da equipe recebeu o nome de Red Bull Ford Powertrains e originou as novas unidades de potência, seguindo as mudanças nas regras dos motores para a próxima temporada da Fórmula 1.
Max Verstappen é tetracampeão da F1 e foi vice na temporada de 2025
Getty Images
A temporada marca ainda a estreia de uma nova geração de carros. No caso da Red Bull, a revelação exibe um protótipo temporário com o número 3, confirmando a nova numeração de Verstappen na categoria. Nas últimas quatro temporadas, o holandês correu com o número 1, por ser o detentor do título mundial. Antes, competia com o 33, porque o 3 pertencia a seu antigo companheiro de equipe, Daniel Ricciardo. Agora, passará a ser o número fixo do tetracampeão.
Pintura do novo carro da Red Bull Ford na F1 em 2026
Jady Peroni/Autoesporte
Além da equipe Red Bull Racing, os motores Ford V6 turbo híbridos vão equipar os modelos da Racing Bulls, equipe satélite da marca de bebidas energéticas, que também teve a pintura de seus carros revelada na noite desta quinta.
Pintura do novo carro da Racing Bulls para a F1 em 2026 tem maior predominância de azul
autoesporte
No caso da Racing Bulls, a pintura manterá a predominância do branco, como no ano passado, porém com uma presença mais forte de faixas azuis nas laterais. O bico amarelo e o logotipo da marca de bebidas energéticas no topo da capa do motor são idênticos aos da esquadra mãe. Os pilotos serão o neozelandês Liam Lawson e o novato britânico Arvid Lindblad.
Apesar da nova parceria com a Ford, pintura do carro de 2026 da Red Bull na F1 é muito simular ao que a equipe já apresenta há anos na categoria
Jady Peroni/Autoesporte
A apresentação foi apenas das pinturas que serão usadas pelos carros de Red Bull e Racing Bulls na temporada 2026 da F1, por meio de mocapes. Os novos modelos definitivos devem ser revelados apenas nas próximas semanas. No caso da Red Bull, a disposição de cores, com predominância do azul com bico amarelo e detalhes em vermelho, é bem similar ao que a escuderia apresenta há muitos anos na categoria.
O contrato entre Red Bull e Ford tem duração de quatro anos, sendo válido até 2030. A data exata para o lançamento efetivo do carro ainda não está certa, mas deve acontecer em breve. Afinal, a abertura da temporada 2026 da Fórmula 1 será em março no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne.
Em 2026, F1 terá uma nova geração de carros, mais curtos, estreitos, leves e com asas móveis, além de uma nova geração de motorização híbrida
Jady Peroni/Autoesporte
Ford quer resgatar passado vencedor na F1
De volta à Fórmula 1 após mais de 20 anos, após o fracassado projeto da Jaguar Racing, exinto em 2004, a Ford é notória na categoria como fornecedora de motores, usualmente em parceria com a britânica Cosworth.
Apresentação da parceria entre Red Bull e Ford na F1 em 2026
Jady Peroni/Autoesporte
Os motores Ford Cosworth estão entre os mais bem-sucedidos da história da categoria. Em 516 Grandes Prêmios disputados por equipes equipadas com um motor da grife entre 1967 e 2004, a parceria obteve 176 vitórias, 139 pole positions e dez títulos mundiais.
Entretanto, o sucesso se deu quase em sua totalidade o fim dos anos 1960 e começo da década de 1980, quando o motor Ford Cosworth DFV V8 era o preferido das equipes mais fortes da categoria. Após o período de glória, a fabricante americana ajudou Michael Schumacher a conquistar seu primeiro título com a Benetton, em 1994. Seria o último campeonato de um piloto empurrado por um motor com a marca do oval azul até hoje.
Motores Ford Cosworth DFV V8 dominaram a Fórmula 1 nos anos 1970
Getty Images
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Depois disso, os motores Ford Cosworth teriam apenas mais duas vitórias na F1, uma em 1999, com o britânico Johnny Herbert e a equipe Stewart no GP da Europa, em Nürburgring, e outra em 2003, em uma zebra com o italiano Giancarlo Fisichella e a escuderia Jordan no tumultuado GP do Brasil.
Essa, inclusive, não é a primeira vez que Red Bull e Ford se encontram na Fórmula 1. Entre 1995 e 1996, a Sauber, que atualmente foi comprada pela Audi, que vai ingressar na competição em 2026 com o piloto brasileiro Gabriel Bortoletto, corria com motor da Ford e o patrocínio da Red Bull. Ou seja, é basicamente um reencontro após 30 anos.
Sauber Ford com patrocínio da Red Bull em 1995
Getty Images
Novo regulamento da Fórmula 1 em 2026
Como falamos, a Fórmula 1 vai aplicar o novo regulamento na temporada que vem. Os carros terão novas dimensões, mais compactas, com 20 cm a menos de entre-eixos (3,40 metros) e 10 cm a menos de largura (1,90 m), além de 1,5 cm a menos de distância para o solo e 30 kg a menos de peso mínimo (768 kg).
Os pneus ainda terão 18 polegadas de aro, mas serão 2,5 cm mais estreitos na dianteira, com banda de 28 cm, e 3 cm menores no eixo traseiro, com 37,5 cm de banda. Os níveis de pressão aerodinâmica serão reduzidos entre 15% e 30% e o arrasto, em cerca de 40% com novas regras de asa dianteira e aerofólio traseiro, além de reduções drásticas no chamado efeito solo.
Por fim, asas dianteira e traseira móveis substituem o antigo sistema de redução de arrasto (DRS). Isso porque está prevista, pela primeira vez, a aerodinâmica ativa. Sob certas condições, o piloto poderá ajustar as asas dianteira e traseira com o toque de um botão para reduzir o arrasto e, como resultado, melhorar a velocidade em retas ou a pressão aerodinâmica em curvas. A asa dianteira, vale dizer, será mais estreita. E haverá um botão de ultrapassagens que aumenta a entrega pontual de potência.
Também a partir de 2026, o conjunto motriz híbrido terá drásticas mudanças. O motor a combustão interna V6 1.6 turbo vai continuar, porém com potência reduzida de 760 cv para aproximadamente 540 cv. Por outro lado, a potência elétrica aumentará dos atuais 163 cv para 475 cv. O objetivo é que cerca de 50% da potência dos veículos seja gerada pelo motor elétrico, mantendo uma potência combinada similar à atual, perto de 1.000 cv.
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O aumento de até 300% na eficiência do conjunto elétrico se dá pelo aumento do conjunto de alta tensão, o MGU-K (que recupera a energia cinética dissipada nas frenagens) e remoção do MGU-H, sistema que recuperava a energia a partir dos gases do escapamento.
No acordo entre Red Bull e Ford, a fabricante americana contribuiu no projeto com as células de bateria e motores elétricos, mas também teve participação na atualização da unidade a combustão, nos sistemas de recuperação de energia e nas tecnologias para desenvolver e aperfeiçoar a unidade de potência.
De acordo com a empresa norte-americana, o MGU-K tem peso mínimo de 16 kg e fica armazenado em uma caixa compacta junto com a bateria. Vale reforçar que, neste caso, o gerenciamento de energia é essencial para otimizar o tempo de volta do carro, por exemplo. A empresa ainda explica que a bateria será esgotada durante a aceleração e é recarregada no processo de frenagem. Por isso, precisa ser capaz de suportar descargas e recargas a altas tensões.
Os novos motores terão de ser abastecidos apenas com combustíveis 100% sustentáveis feitos a partir de bioderivados, como plantas e resíduos urbanos, ou combustíveis sintéticos. De acordo com a FIA, os regulamentos de 2026 estão alinhados com o objetivo do órgão de atingir carbono zero até 2030.
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Fonte: Auto Esporte

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