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Chevrolet Tracker e Hyundai Creta: Parceria GM-Hyundai

07 de julho de 2026
5 min de leitura
Chevrolet Tracker e Hyundai Creta: Parceria GM-Hyundai

Parceria Inovadora: Chevrolet Tracker e Hyundai Creta Unem Forças

A indústria automotiva brasileira está prestes a testemunhar uma colaboração sem precedentes. A General Motors e a Hyundai firmaram uma parceria estratégica que renderá seus primeiros frutos em 2028, com o lançamento das novas gerações dos populares SUVs compactos Chevrolet Tracker e Hyundai Creta. Esta sinergia busca otimizar recursos e expandir a atuação de ambas as marcas no mercado sul-americano, prometendo veículos que combinam tecnologia e design adaptados às necessidades locais.

O acordo é um movimento estratégico crucial para a GM, que buscava uma nova plataforma para veículos compactos a combustão e híbridos após o encerramento do projeto Onix na China. A Hyundai, por sua vez, visa expandir sua presença em segmentos como o de picapes, aproveitando a expertise da GM e compartilhando tecnologias.

Base Compartilhada, Identidade Própria

Plataforma e Motorização Modernas

As novas gerações do Creta e do Tracker compartilharão a avançada plataforma K3 do grupo Hyundai-Kia, a mesma arquitetura que recentemente estreou no Brasil com o hatch compacto i20. Essa base robusta e versátil permitirá o desenvolvimento de veículos modernos e eficientes. A motorização será fornecida pela Hyundai, com versões atualizadas dos motores 1.0 e 1.6 da família SmartStream, tanto a combustão quanto preparados para hibridização plena (HEV), especialmente o 1.6. Um destaque é a substituição da polêmica correia banhada a óleo por corrente de comando, prometendo maior durabilidade e menor manutenção para os consumidores. A arquitetura elétrica também será comum, facilitando a integração de tecnologias.

Design e Interior Distintos

Apesar da base estrutural e do entre-eixos idênticos, a promessa é de uma identidade visual completamente diferente para cada SUV. Elementos externos como grade, para-choques, faróis, capô, para-lamas e a traseira serão exclusivamente desenhados para o Tracker e para o Creta, garantindo que cada modelo mantenha sua personalidade e apelo estético. Internamente, a diferenciação será ainda mais acentuada. Painéis, quadros de instrumentos digitais e centrais multimídia terão layouts e soluções próprias, oferecendo experiências de usuário distintas e fidelizando os clientes às suas respectivas marcas.

Além dos SUVs: Expansão da Colaboração

Futuros Lançamentos Compartilhados

A parceria entre GM e Hyundai não se limita aos SUVs. O acordo prevê o desenvolvimento conjunto de mais quatro modelos para a América do Sul. Estão na fila uma picape intermediária monobloco, que dará origem a uma nova geração da Chevrolet Montana e um produto inédito da Hyundai. Em seguida, uma picape média, utilizando a plataforma da futura S10 de terceira geração (derivada da caminhonete americana Colorado), marcará o ingresso da Hyundai neste segmento. Por fim, um hatch compacto será uma atualização profunda do recém-lançado i20 e representará a terceira geração do Onix.

Estratégia de Produção e Capacidade

Apesar do desenvolvimento conjunto, as marcas confirmaram que não haverá compartilhamento de fábricas. Cada empresa produzirá seus veículos em suas próprias plantas. Essa decisão levanta questões sobre a capacidade produtiva da Hyundai no Brasil, cuja fábrica em Piracicaba já opera no limite. A GM, por sua vez, possui três fábricas no país com níveis de ociosidade variados, o que pode facilitar a acomodação de sua parte da produção.


A parceria firmada entre General Motors e Hyundai para o desenvolvimento de novos produtos em conjunto, com foco especial no Brasil, já tem prazo para render o seu primeiro fruto: 2028. Autoesporte pode afirmar que as duas fabricantes atuam em sinergia para um lançamento quase conjunto das novas gerações de Chevrolet Tracker e Hyundai Creta nacionais.
Fontes consultadas por nossa reportagem afirmam que as duas fabricantes avançam a velocidades parecidas no desenvolvimento dos novos Creta e Tracker, aproveitando a plataforma K3 do grupo Hyundai-Kia. É a mesma arquitetura estreada no Brasil pelo hatch compacto i20 há algumas semanas.
O acordo foi firmado porque a GM não dispõe mais de uma plataforma para carros compactos a combustão ou híbridos, após o fracasso e o fim de linha do projeto da família Onix na China. Ao mesmo tempo, a Hyundai quer aproveitar o acordo para enfim desbravar o segmento de picapes, com um modelo intermediário monobloco e uma picape média derivada da futura S10 de terceira geração. Este, aliás, será o segundo projeto da fila
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Projeção do Hyundai Creta de terceira geração: SUV servirá de base para o futuro do Chevrolet Tracker
Reprodução/NYMammoth
Voltando a falar dos novos Creta e Tracker, o Creta brasileiro de terceira geração tem o código de projeto SX3b e, conforme revelado em primeira mão por Autoesporte, terá o seu projeto unificado com o Kona a partir do conceito Crater, revelado em 2025. O novo Chevrolet Tracker vai aproveitar toda sua base estrutural e deve, inclusive, ter o mesmo entre-eixos do Creta, mas nossos informantes garantem que a identidade visual de ambos será completamente diferente.
Elementos como todo o balanço dianteiro, incluindo grade, para-choque e faróis, além de capô, para-lamas dianteiros e traseiros, caixas de roda, tampa do porta-malas e para-choque traseiro serão modificados de um modelo para o outro. Pode parecer pouco, mas é o suficiente para, em termos de design, deixar os dois SUVs compactos com visuais substancialmente distintos entre si.
Projeção do novo Hyundai Creta: SUV usará a plataforma K3 do grupo Hyundai-Kia
Reprodução/NYMammoth
A motorização, seja só a combustão ou híbrida, virá da Hyundai, a partir de uma atualização dos atuais motores 1.0 e 1.6 aspirado ou turbo da família SmartStream, com corrente de comando no lugar da polêmica correia banhada a óleo usada pelos GM atuais. O 1.6, em específico, deve servir de base para versões híbridas plenas (HEV). A arquitetura elétrica também será comum entre eles.
A partir disso, os novos Creta e Tracker seguirão caminhos bem distintos em termos de acabamento interno, com desenhos diferentes de painéis e soluções próprias para itens como quadro de instrumentos digital e central multimídia. "A arquitetura é a mesma, mas, a partir disso, cada um segue o seu caminho e utiliza os seus sistemas próprios", explicou um dos informantes.
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Entenda a parceria entre Chevrolet e Hyundai
Em agosto de 2025, GM e Hyundai anunciaram o desenvolvimento conjunto de cinco novos modelos, sendo quatro só para a América do Sul. Com o primeiro produto da sinergia programado para 2028, equipes de várias áreas das duas empresas já se falam para definir detalhes diversos.
Além do SUV compacto, o acordo entre as duas empresa prevê o desenvolvimento conjunto de: uma picape intermediária, derivada da arquitetura do novo Creta, que chegará como uma nova geração da Montana e um produto inédito da Hyundai; uma picape média, usando a plataforma da atual caminhonete americana Colorado, para gerar uma S10 de terceira geração e marcar o ingresso da sul-coreana nesse segmento; e um hatch compacto, que será uma atualização profunda do recém-lançado i20 e uma terceira geração do Onix.
Projeção do Creta de terceira geração: além desse projeto, GM e Hyundai vão compartilhar os projetos dos novos i20 e Onix, de uma nova Montana com uma equivalente da Hyundai e uma nova S10 com uma picape média da marca sul-coreana
Reprodução/NYMammoth
Entretanto, ao que parece, o acordo não deve incluir o compartilhamento de fábricas. Em março deste ano, o vice-presidente da General Motors para América do Sul, Fábio Rua, afirmou que os carros da Chevrolet seriam feitos pela própria marca, afastando a possibilidade de compartilhar a produção com a Hyundai.
Durante o lançamento do i20, no início de junho, o presidente da Hyundai na América do Sul, Airton Cousseau, deu declaração semelhante. "Não, nossa parceria com a GM não prevê a produção conjunta, mas sim o desenvolvimento conjunto de novos produtos", enfatizou o executivo.
Resta saber como a Hyundai trabalhará a expansão de sua capacidade produtiva no Brasil, visto que o complexo de Piracicaba (SP) já opera no limite de seus 215 mil veículos por ano, em três turnos. Ao mesmo tempo, a GM dispõe de três fábricas no país, em Gravataí (RS), São Caetano do Sul (SP) e São José dos Campos (SP), todas operando com níveis diferentes de ociosidade.
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Fonte: Auto Esporte

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