Chevrolet Híbridos Flex: Tracker e Montana Chegam em Breve
Chevrolet Acelera na Eletrificação Brasileira
A Chevrolet está prestes a fazer sua entrada marcante no crescente mercado de veículos híbridos no Brasil. Após rivais como Toyota, Fiat, GWM e BYD, a montadora americana confirmou que suas primeiras novidades eletrificadas estão "na boca do gol", segundo Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul. Essa movimentação é estratégica para a marca, que busca responder à eletrificação da concorrência e oferecer alternativas mais eficientes aos consumidores brasileiros. A expectativa é que essa nova fase posicione a Chevrolet como um player relevante na transição energética do país.
Tracker e Montana Lideram a Nova Era
A confirmação do executivo de que serão "mais de um híbrido" alinha-se às informações anteriores da Autoesporte. Os modelos escolhidos para inaugurar essa nova fase são o SUV compacto Tracker e a picape compacta-média Montana. Ambos receberão a nova motorização e terão a importante missão de inserir a Chevrolet na categoria, enfrentando concorrentes que também se movem para a eletrificação, como o Jeep Renegade e a Fiat Toro. Essa dupla, já consolidada no mercado, promete levar a tecnologia híbrida a um público amplo e diversificado, reforçando a estratégia da marca.
A Tecnologia Híbrida Leve da GM
O sistema híbrido a ser implementado no Tracker e na Montana será do tipo híbrido leve (MHEV) de 48 Volts. Ele será associado ao já conhecido motor 1.2 turbo flex de três cilindros e 12 válvulas da família CSS Prime, com injeção direta de combustível. É importante notar que este sistema difere do híbrido pleno (HEV) da Toyota, sendo mais parecido com o T200 Hybrid de 12 Volts da Fiat, porém com uma tensão mais alta (48V), o que permite um motor elétrico com maior capacidade.
Diferenciais e Desempenho Esperado
O MHEV de 48 volts da Chevrolet proporcionará uma assistência momentânea ao motor a combustão, resultando em um ligeiro aumento de potência e torque em situações como ultrapassagens e retomadas. Isso contribui significativamente para a redução do esforço do motor principal, otimizando o consumo de combustível e diminuindo as emissões. Embora os números exatos de potência e torque combinados ainda não tenham sido divulgados, o motor 1.2 turbo flex atualmente entrega 141 cv e 22,9 kgfm. A expectativa é que o sistema híbrido melhore os números de consumo, que hoje são de 7,7 km/l (cidade, etanol) no Tracker e 7,5 km/l (cidade, etanol) na Montana. O câmbio automático de seis marchas será mantido.
Impacto no Consumo e Produção Nacional
Um dos maiores benefícios para os motoristas brasileiros será a melhora na eficiência energética. Os atuais números de consumo do Tracker e Montana serão superados pelas versões híbridas, oferecendo uma economia perceptível no dia a dia. Este desenvolvimento é particularmente notável por ter sido concebido e planejado do zero no Brasil, o que, segundo Fábio Rua, exigiu tempo, mas garante uma solução adaptada às necessidades e particularidades do mercado local. Toda a produção dos novos híbridos será concentrada na fábrica de São Caetano do Sul (SP), que faz parte do plano de investimento de R$ 7 bilhões da GM no Brasil até 2028. Isso reforça o compromisso da marca com a indústria automotiva nacional e a geração de empregos.
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Depois de Toyota, Fiat, GWM e BYD, a Chevrolet caminha para se tornar a próxima montadora a produzir carros híbridos no Brasil. Em conversa recente com Autoesporte, a marca confirmou sua entrada na categoria e adiantou que o lançamento das primeiras novidades está muito próximo de acontecer. “Eles estão na cara do gol”, disse Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul.
O executivo falou no plural e, indiretamente, acabou por confirmar que será mais de um híbrido. Nossa reportagem, inclusive, revelou desde setembro do ano passado que os modelos escolhidos para receber a nova motorização são o Tracker e a Montana. A dupla terá a missão de inserir a marca na categoria e responder aos avanços da concorrência, já que rivais como Jeep Renegade e Fiat Toro também serão híbridos em breve.
"Esses híbridos foram desenvolvidos pelo Brasil, então foi tudo planejado do zero, o que exige tempo, mas eles estão na boca do gol", disse Fábio Rua, vice-presidente da General Motors América do Sul.
Chevrolet Tracker será híbrido em breve
Renato Durães/Autoesporte
Como serão os novos híbridos da Chevrolet
Conforme já revelado por Autoesporte, tanto o Chevrolet Tracker quanto a Montana terão um sistema híbrido leve (MHEV) associado ao conhecido motor 1.2 turbo flex de três cilindros e 12 válvulas, com injeção direta de combustível, da família CSS Prime.
Ou seja, será um híbrido diferente do sistema pleno (HEV) da Toyota e mais próximo do sistema T200 Hybrid de 12 Volts usado pela Fiat no Pulse e Fastback. A diferença é que o GM será de 48 Volts, uma tensão mais alta e que permite um motor elétrico com um pouco mais de potência em relação aos SUVs compactos da Stellantis.
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Chevrolet Montana também ganhará motorização MHEV
Rafael Munhoz
Com um sistema mais robusto, a Chevrolet espera deixar Tracker e Montana consideravelmente mais eficientes. Isso porque o MHEV de 48 volts proporciona ajuda momentânea, aumentando ligeiramente números de potência e torque em condições específicas, como ultrapassagens e retomadas. Dessa forma, reduz o esforço do motor a combustão, contribuindo positivamente para o consumo de combustível e as emissões.
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O sistema, como dito, será baseado no motor 1.2 turbo flex e, segundo a própria GM, desenvolvido inteiramente no Brasil. Hoje, o propulsor rende sozinho 141 cv de potência e 22,9 kgfm de torque. O “empurrãozinho" da eletrificação poderá elevar ligeiramente os números, embora ainda não haja confirmação. Já o câmbio seguirá automático de seis marchas, como acontece hoje.
Chevrolet Montana terá versão híbrida para encarar Fiat Toro
Renato Durães/Autoesporte
Do ponto de vista do consumo, os números serão melhores que os de hoje. Atualmente, segundo o Inmetro, o Tracker 1.2 turbo faz 7,7 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol, bem como 11,2 km/l e 14,1 km/l, respectivamente, com gasolina. Já a Montana tem médias de 7,5 km/l e 9,7 km/l, com etanol, e 11 km/l e 13,5 km/l, com gasolina.
Ainda não está claro se o sistema híbrido leve vai aumentar a potência e o torque combinados do conjunto, nem se se será capaz de tracionar as rodas em modo apenas elétrico. Toda produção será concentrada na fábrica de São Caetano do Sul (SP). A unidade, vale lembrar, dividirá com São José dos Campos parte dos R$ 7 bilhões que a GM investirá no Brasil até 2028.
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Fonte: Auto Esporte
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