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BMW M135 xDrive: Hot Hatch Desafia SUVs e Elétricos no...

26 de julho de 2026
6 min de leitura
BMW M135 xDrive: Hot Hatch Desafia SUVs e Elétricos no...

BMW M135 xDrive: Um Oásis Esportivo no Brasil

Em um cenário automotivo dominado por SUVs, veículos elétricos e híbridos, o lançamento do BMW M135 xDrive no Brasil se destaca como uma bem-vinda surpresa. Indo na contramão das tendências atuais, este autêntico hot hatch reafirma a paixão pela performance a combustão, desafiando a previsibilidade do mercado. Por R$ 459.590, o M135 chega com um potente motor 2.0 turbo de quatro cilindros a gasolina, entregando impressionantes 317 cv e 40,7 kgfm de torque, posicionando-se como um dos mais potentes de sua categoria.

Seus principais concorrentes incluem o Volkswagen Golf GTI (245 cv), Honda Civic Type R (297 cv) e Toyota GR Corolla (304 cv). O M135 se diferencia não apenas pela potência, mas também por ser o único entre os citados a oferecer tração integral xDrive e um câmbio automático automatizado de dupla embreagem e sete marchas. O design é marcante, com faróis de LED afilados, rodas aro 19, spoiler traseiro e para-choque esportivo com quatro saídas de escapamento, além de uma grade duplo-rim relativamente contida para os padrões recentes da marca. A paleta de cores vibrantes, incluindo vermelho, azul e roxo, reforça seu caráter ousado e distinto.

Desempenho e Dinâmica para o Dia a Dia

O BMW M135 xDrive promete uma experiência de condução visceral, com a sinfonia de seu motor de quatro cilindros ganhando destaque no modo Sport. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 5,8 segundos, um número que o coloca em paridade com o Golf GTI, apesar de ser 110 kg mais pesado (1.550 kg), devido a acabamento mais refinado e rodas maiores. A empunhadura do volante de couro é elogiada pela precisão e por convidar a uma condução mais dinâmica, com os 40,7 kgfm de torque disponíveis já em 2.000 rpm.

Apesar de seu acerto esportivo, o M135 se mostra surpreendentemente versátil para o uso diário. Os bancos esportivos, embora firmes, oferecem conforto adequado para longas horas no trânsito. A suspensão é firme e competente para controlar a carroceria, mas não chega ao radicalismo de um carro de pista, evitando o desconforto excessivo em superfícies irregulares. O vão livre do solo de 15,3 cm é um ponto positivo para enfrentar valetas e obstáculos urbanos. Uma crítica, contudo, é direcionada ao pedal do acelerador, que se mostra excessivamente duro e pouco progressivo, principalmente ao manobrar em marcha a ré, gerando trancos inesperados.

Consumo Surpreendente e Segurança Avançada

A "cereja do bolo" para a argumentação de que o M135 é um carro para o dia a dia reside em seu consumo. Durante testes, o modelo registrou médias de 10,7 km/l na cidade e 13,4 km/l na rodovia, com ar-condicionado ligado. Estes são números invejáveis para um esportivo de 317 cv e até mesmo para muitos SUVs no mercado. Com um tanque de 49 litros, a autonomia urbana chega a 524 km e a rodoviária a ótimos 656 km, superando, por exemplo, um BMW X2.

Em termos de segurança e tecnologia, o M135 não decepciona, incorporando um pacote completo de assistências ativas ao motorista (ADAS). Isso inclui alerta de colisão frontal, assistentes de permanência em faixa e de estacionamento, frenagem autônoma de emergência e controle de cruzeiro adaptativo (ACC).

Vida Longa aos Hot Hatches!

Em uma era de eletrificação crescente, a chegada do BMW M135 xDrive com seu escapamento quádruplo barulhento e cores vibrantes é um lembrete da importância de nichos de mercado que celebram a paixão automotiva. Sua existência é vital em meio à transição energética, garantindo que o prazer de dirigir um verdadeiro esportivo a combustão continue vivo.

BMW M135 xDrive: Hot Hatch Desafia SUVs e Elétricos no...
Não há nada mais fácil atualmente do que adivinhar os próximos carros lançados no Brasil. Provavelmente serão SUVs, elétricos ou híbridos, com alguns modelos ainda a combustão também sendo apresentados. Nesse cenário automotivo altamente previsível, sem criatividade e sem muito espaço para ousadias, ter algo diferente é animador — como é o caso do BMW M135 xDrive.
O modelo da marca alemã vai na contramão de basicamente tudo que tem vindo para o Brasil ultimamente. Nada de SUV ou eletrificação. Por R$ 459.590, o M135 é um legítimo hot hatch — sim, eles ainda existem — com motor 2.0 turbo de quatro cilindros a gasolina, de 317 cv de potência e 40,7 kgfm de torque. Além de acelerar muito, tem um consumo surpreendente.
O esportivo chega para brigar com Volkswagen Golf GTI (245 cv e até R$ 445 mil), Honda Civic Type R (297 cv e R$ 430.500) e Toyota GR Corolla (304 cv e até R$ 461.990). Ainda que a diferença chegue a R$ 30 mil, nesse segmento o valor é bem menos significativo do que entre os SUVs compactos, por exemplo.
BMW M135 tem 4,36 m de comprimento
Divulgação
Além de ser o mais potente de todos, o novo M135 é o único entre os rivais que traz tração integral e câmbio automático — que, no caso, é automatizado de dupla embreagem e sete marchas, de caixa banhada a óleo. Na quarta geração do Série 1, a versão esportiva M135 será a única vendida no Brasil. O design é apimentado, com faróis de LED afilados, rodas aro 19, spoiler traseiro e para-choque esportivo com quatro saídas de escapamento.
BMW M135 xDrive pode até ter quatro cilindros, mas a sinfonia é bonita, principalmente no modo Sport
Divulgação/BMW
As linhas priorizam a aerodinâmica, com vincos até nos retrovisores e um capô mais baixo. Para a alegria dos mais puristas, a grade duplo-rim é relativamente pequena perto de outros lançamentos recentes da BMW. Outra característica curiosa é a paleta de cores, que, além dos tradicionais cinza e preto, traz cores mais vibrantes, como vermelho, azul e roxo. Definitivamente, o M135 foge de todos os padrões atuais de carros 0 km.
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Apesar da esportividade, o M135 é um carro que dá para usar no dia a dia. O banco esportivo é mais rígido para segurar o corpo, mas consegue ser confortável e não deixar o motorista com dor nas costas após algumas horas no trânsito.
M135 é oferecido em seis cores: dois tons de cinza, preto, vermelho, azul e até roxo
Divulgação
A empunhadura do volante revestido de couro é excelente, como em qualquer BMW. Com espessura na medida certa, transmite uma sensação de maior conexão com o carro e tem uma direção extremamente precisa e direta, além de convidar o condutor a dirigir mais forte. Até porque os 40,7 kgfm entregues logo a 2.000 rpm são uma tentação.
Aliás, o motor pode até ter quatro cilindros, mas a sinfonia é bonita, principalmente no modo Sport. Há também os modos Personal e Efficient, que deixam o comportamento mais manso. O ganho de velocidade é tão forte que, na cidade, logo você precisa pisar no pedal de freio. Em nosso teste no Rota 127 Campo de Provas, o M135 foi de zero a 100 km/h em 5,8 segundos. O Golf GTI cumpre o mesmo com 0,1 s a menos: 5,7 s. Apesar de o M135 ser mais potente e aerodinâmico, é exatos 110 kg mais pesado do que o conterrâneo, 1.550 kg.
Há algumas explicações para o peso maior, como o acabamento interno mais refinado, o escapamento com duas saídas a mais e as rodas maiores (no Golf, são aro 18). A comparação foi feita com o Golf porque os testes com o GR Corolla e o Honda Type R foram com versões manuais — só o Toyota tem opção automática. Por curiosidade, os dois japoneses foram de zero a 100 km/h em 6,7 s e 6,9 s, respectivamente.
Dos três rivais citados, o único que dirigi na rua foi o GR Corolla manual. E que carro espetacular! Só que, por ser demasiado rígido, vira um espelho das imperfeições do asfalto: qualquer elevação ou irregularidade é sentida dentro da cabine. Já o BMW M135 pode até ter acerto mais esportivo do que os Série 1 convencionais, porém não chega ao radicalismo de um carro de pista.
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BMW M135 tem ótimo acabamento interno
Divulgação
A suspensão é firme e muito competente para controlar a carroceria, mas não é dura a ponto de incomodar. O vão livre do solo, de 15,3 cm, é uma surpresa positiva ao transpor valetas e outras irregularidades de pista.
Se o novo M135 é ótimo para acelerar e tem dinâmica exemplar, aqui vai uma crítica ao pedal do acelerador, mais duro do que o de carros comuns, especialmente SUVs ou hatches generalistas. Sabemos que um pedal com calibração mais pesada evita acelerações involuntárias e permite modular melhor a potência, principalmente em saídas de curva ou retomadas fortes.
Só que, no caso do novo BMW M135, isso vira um problema na hora de andar com a marcha a ré. Como sempre estaciono de ré na minha vaga de garagem, percebi que o acelerador demora um tempo para dosar a calibração certa do pé. Assim, em vez de prover uma aceleração leve e progressiva, gera um tranco do veículo para trás. Essa característica piora ainda mais no momento de fazer uma baliza. Ao menos o freio é muito eficiente em qualquer situação.
BMW M135 tem bancos esportivos
Divulgação
E aí vem a cereja do bolo para o meu argumento de que, sim, dá para usar o BMW M135 no dia a dia: o consumo, nos testes de Autoesporte, foi de 10,7 km/l na cidade e 13,4 km/l na rodovia, sempre com o ar ligado. São números de dar inveja a muito SUV por aí. Com o tanque de combustível de 49 litros, a autonomia urbana fica em 524 km e a rodoviária, em ótimos 656 km. Por exemplo, um X2, que é um SUV, tem autonomia de 445,9 km e 578 km, respectivamente.
No quesito segurança, o hatch médio oferece assistências ativas ao motorista (Adas), como alerta de colisão frontal, assistentes de permanência em faixa e de estacionamento, frenagem autônoma de emergência e controle de cruzeiro adaptativo (ACC).
Em tempos de eletrificação cada vez mais presente, um hot hatch com escapamento quádruplo barulhento e opções de cores chamativas, como o M135, parece estar em um universo paralelo. Sim, o novato ocupa um nicho muito particular, mas sua existência é essencial em meio a uma transição energética da qual nem os esportivos estão escapando. O hexa não veio, mas vida longa aos hot hatches!
BMW M135: prós e contras
Pontos positivos: Desempenho, aerodinâmica e um consumo surpreendente para os 317 cv
Pontos negativos: Suspensão muito dura para o dia a dia e modulação ruim do acelerador na marcha a ré
Teste: BMW M135
Ficha técnica: BMW M135
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Fonte: Auto Esporte

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