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Teste Ram Rampage Big Horn: Acessível, Diesel e Autonomia

15 de março de 2026
6 min de leitura
Teste Ram Rampage Big Horn: Acessível, Diesel e Autonomia

Ram Rampage Big Horn: A Porta de Entrada Acessível da Marca

A Ram Rampage Big Horn se posiciona como a picape mais acessível da marca no Brasil, com preço inicial de R$ 228.990. Ela atua como uma ponte estratégica entre a Fiat Toro e o universo Ram, buscando aproximar a fabricante americana do segmento de automóveis e conquistando espaço até nas grandes cidades brasileiras. É a única caminhonete nacional da Ram e a primeira com estrutura monobloco, utilizando a plataforma Small Wide compartilhada com a Toro e outros modelos Stellantis.

Economia com Sacrifícios Estratégicos

A Big Horn é R$ 30 mil mais barata que a versão Rebel (R$ 258.990). Essa economia é resultado da dispensa de diversos itens. O principal deles é o pacote Adas de segurança ativa, que inclui Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), assistente de permanência em faixa, sensores de ponto cego, frenagem automática de emergência e alerta de colisão frontal – equipamentos que fazem falta no trânsito urbano. Além disso, os bancos são de tecido (com abas laterais em couro sintético), e não há acionamento automático dos faróis de LED nem sensor de chuva. Visualmente, a Big Horn se distingue pelos elementos cromados na carroceria e rodas exclusivas de 17 polegadas, contrastando com o acabamento preto da Rebel.

Desempenho e Economia Impressionantes

A Rampage Big Horn é equipada com o motor 2.2 turbodiesel Multijet II, que entrega 200 cv de potência e 45,5 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de nove marchas atualizado e tração integral sob demanda. A experiência ao volante é comparável à de um Jeep Commander, com facilidade para esquecer as dimensões da caçamba de 980 litros e capacidade de carga de 1.015 kg. Seus bons ângulos de ataque (25,8°) e saída (27,5°) garantem desenvoltura em obstáculos urbanos.

Em testes, a picape acelerou de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e registrou retomadas de 60 km/h a 100 km/h em 5,2 segundos, demonstrando bom fôlego para o dia a dia. A direção é leve para manobras, e o conjunto mecânico se mostra bem casado. Um dos grandes destaques é o consumo: 12,4 km/l na cidade e excepcionais 15,9 km/l na estrada com ar-condicionado ligado, superando as médias do Inmetro. Isso se traduz em uma autonomia estimada de impressionantes 954 km em rodovia.

Conectividade e Custo-Benefício para o Motorista Brasileiro

Apesar das simplificações em segurança, a Rampage Big Horn mantém um bom nível de equipamentos e segurança passiva, com seis airbags e freios a disco ventilados nas quatro rodas. O interior agrada pela montagem e qualidade dos materiais, com bancos confortáveis que apoiam bem as costas. Em termos de tecnologia, oferece quadro de instrumentos digital de 10,3 polegadas, central multimídia de 12,3 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sensores de estacionamento traseiros e faróis full-LED. A capota marítima, antes opcional, agora é item de série.

Com uma desvalorização de apenas 10,2% após um ano, segundo a Tabela Fipe, a Rampage Big Horn demonstra um excelente custo-benefício. É uma opção sólida para quem busca entrar no mundo Ram com um orçamento mais restrito, sem abrir mão de desempenho e economia. No entanto, para quem não faz questão de um motor a diesel, a Ford Maverick Tremor (R$ 239.900, com motor 2.0 turbo a gasolina de 253 cv) surge como uma alternativa a ser considerada, sendo inclusive eleita Picape do Ano em 2026.

Pontos Positivos: Desempenho, suspensão, capacidade de carga e autonomia.

Pontos Negativos: Ausência do pacote Adas, câmera 360° e bancos de couro.

Teste Ram Rampage Big Horn: Acessível, Diesel e Autonomia
A Rampage é a picape mais acessível da Ram à venda no Brasil, e a versão Big Horn, que parte de R$ 228.990, é a porta de entrada para esse mundo tão seleto e almejado. Não à toa, conquistou seu espaço até nas garagens das grandes cidades brasileiras, onde ter uma picape nem sempre faz muito sentido. Esse sucesso, no entanto, é totalmente plausível: ela faz a ponte entre a Fiat Toro e a marca do carneiro.
Além de ser a picape mais barata da Ram, a Rampage Big Horn tem outras características singulares: é a única caminhonete nacional da marca (a Dakota é produzida na Argentina) e também a primeira a ter estrutura monobloco, graças à plataforma Small Wide compartilhada com a própria Toro.
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O objetivo, claro, é aproximar a marca americana do segmento dos automóveis. A versão Big Horn é R$ 30 mil mais barata do que a configuração seguinte, a Rebel (R$ 258.990), mas o que será que ela deixa de oferecer para chegar a esse preço?
Ram Rampage Big Horn perdeu itens de segurança para ficar barata
Murilo Góes/Autoesporte
Parte dessa economia de R$ 30 mil vem da dispensa de diversos elementos do chamado pacote Adas de segurança ativa, como Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), assistente de permanência em faixa, sensores de ponto cego, frenagem automática de emergência e alerta de colisão frontal. Num trânsito cada vez mais tumultuado, são itens que fazem falta. Mas a economia não para por aí…
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Espaço interno é ponto forte da picape intermediária
Murilo Góes/Autoesporte
Os bancos da Rampage Big Horn são de tecido — o uso de couro sintético é restrito às abas laterais. Mesmo assim, continuam confortáveis e apoiam bem as costas do motorista, o que pode ser um aliado para quem tem dores lombares.
Os faróis de LED foram mantidos, mas perderam o acionamento automático. Outro equipamento que deu adeus nessa versão foi o sensor de chuva com limpadores automáticos. Quanto ao visual, a Rampage Big Horn se diferencia da Rebel pelos elementos cromados na carroceria, já que a irmã mais cara abusa da cor preta. As rodas exclusivas calçam pneus nas medidas 235/65 R17.
Ram Rampage Big Horn 2026 é menina do interior que tem desenvoltura na cidade
Murilo Góes/Autoesporte
E como é dirigir o modelo de entrada da Ram na cidade? A mecânica consiste no motor 2.2 turbodiesel da família Multijet II, que desenvolve 200 cv de potência e 45,5 kgfm de torque, com câmbio automático de nove marchas atualizado (com novo conversor de torque e relações 14% mais longas) e tração integral sob demanda. Foi minha primeira oportunidade de provar essa opção mecânica na cidade.
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A experiência ao volante é muito parecida com a do Commander. É fácil esquecer que a Rampage tem caçamba com 980 litros e capacidade para transportar 1.015 kg. Graças aos bons ângulos de ataque e de saída (25,8° e 27,5º, respectivamente), dá para encarar qualquer obstáculo urbano sem preocupações. Com o asfalto paulistano cada vez mais próximo do off-road, vem a calhar.
Motor diesel da Ram Rampage Big Horn é o mesmo do Commander
Murilo Góes/Autoesporte
Em nosso teste no Rota 127 Campo de Provas, a Rampage foi de zero a 100 km/h em 9,9 segundos, cravando o resultado divulgado pela fabricante; já as retomadas entre 60 km/h e 100 km/h acontecem em honestos 5,2 s, o que revela bom fôlego para retomadas e ultrapassagens.
A verdade é que o motor 2.2 Multijet e o câmbio automático de oito marchas casam até melhor na Rampage do que em outras picapes da Stellantis. O câmbio faz intervenções inteligentes para controlar as trocas de marchas, com precisão suficiente para identificar em poucos segundos se a picape precisa de mais torque. Por isso, mal utilizei os paddle-shifts atrás do volante.
Cabine é bem montada e abusa de materiais de boa qualidade, apesar de não ter bancos de couro
Murilo Góes/Autoesporte
Falando nele, a direção é leve para manobrar e compensa os longos 11,9 metros de diâmetro de giro, mais que o dobro dos 5,02 m de comprimento da picape. Câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro completam o pacote de auxílio a manobras.
Em nosso teste de consumo, a Rampage 2.2 turbodiesel fez bons 12,4 km/l na cidade e 15,9 km/l na estrada com o ar ligado, números superiores aos do Inmetro. Assim, temos uma autonomia estimada de excepcionais 954 km em rodovia.
A suspensão — McPherson na dianteira e multilink na traseira — é bem trabalhada, com pouco curso e maleável para que a picape não fique dura demais. O nível de rigidez da carroceria também agrada. E, mesmo sem pacote Adas, a versão oferece seis airbags e freios a discos ventilados nas quatro rodas.
Entre falhas e acertos, a Ram Rampage tem bom custo- benefício na versão Big Horn
Murilo Góes/Autoesporte
A Rampage Big Horn também tem quadro de instrumentos digital de 10,3", central multimídia de 12,3" com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sensores de estacionamento traseiros e faróis full-LED. A capota marítima, antes acessório, agora é de série.
Entre falhas e acertos, a Rampage Big Horn é uma excelente opção de entrada para quem sonha ter uma Ram. É relativamente acessível sem abusar da simplicidade e tem desvalorização de 10,2% após um ano, conforme a Tabela Fipe, perdendo pouco valor de revenda. Porém, se você não faz questão de uma picape a diesel, é bom conferir a Ford Maverick Tremor, de R$ 239.900, com motor 2.0 turbo a gasolina de 253 cv. Inclusive, foi eleita Picape do Ano em 2026.
Pontos positivos: Desempenho, suspensão, capacidade de carga e autonomia
Pontos negativos: Versão não tem pacote Adas, câmera 360° e bancos de couro
Ram Rampage Big Horn
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Fonte: Auto Esporte

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Fonte: Auto Esporte