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Seguro Auto: Por que Mulheres Pagam Mais que Homens Agora?

01 de fevereiro de 2026
4 min de leitura
Seguro Auto: Por que Mulheres Pagam Mais que Homens Agora?

A Inversão na Precificação do Seguro Automotivo

Historicamente, mulheres se beneficiavam de apólices de seguro automotivo mais acessíveis. Contudo, dados recentes e projeções para 2025 indicam uma reviravolta: motoristas mulheres no Brasil agora enfrentam cotações mais caras que homens. Essa disparidade, que pode alcançar até R$ 2 mil, gera questionamentos sobre os novos critérios de precificação das seguradoras e a necessidade de compreender essa mudança no mercado.

Mulheres Pagam Mais: Exemplos Reais e Variáveis

A inversão é clara em exemplos práticos. Para um Nissan Kicks, uma mulher de 35 anos em São Paulo pagaria R$ 3.647, contra R$ 2.709 para um homem de mesmo perfil. No BYD Dolphin Mini, a diferença chega a R$ 1.826. O Toyota Corolla Cross Hybrid também mostra mulheres pagando R$ 502 a mais. Entretanto, essa não é uma regra universal; para um Volkswagen T-Cross, mulheres pagam menos, evidenciando a complexidade e variabilidade das análises de risco por modelo e perfil.

O Que Explica a Mudança? Análise de Especialistas

Especialistas apontam a combinação de novos padrões de risco e a modernização na análise de dados como causas. Michel Tanam, da Creditas Seguros, destaca que o perfil feminino tem se exposto a riscos maiores no trânsito urbano e em horários de pico. Esse aumento na exposição impacta diretamente as estatísticas de colisão, alterando a percepção histórica de menor risco.

Novos Padrões de Risco e Dados em Tempo Real

Além da maior exposição, a frequência de pequenos incidentes, mesmo que menos graves, por parte das mulheres, contribui para o cálculo de risco. As seguradoras agora utilizam dados em tempo real. Se o índice de sinistralidade do perfil feminino em capitais for superior ao masculino em um período recente, o valor da apólice reflete essa tendência estatística imediata. Fatores tradicionais como preço do carro, idade/localidade do condutor e estacionamento privativo continuam relevantes, mas são ponderados por essa nova dinâmica.

O Que o Motorista Brasileiro Precisa Saber

A nova realidade do seguro automotivo exige que os motoristas estejam atentos aos múltiplos fatores que influenciam o custo de suas apólices. A ideia de que o seguro é invariavelmente mais barato para mulheres não se sustenta mais como regra geral.

A Importância da Pesquisa e Cotação Personalizada

A precificação do seguro é altamente personalizada, dependendo do modelo do carro, idade e histórico do condutor, e região de circulação. A flutuação nos preços reforça que cada perfil e veículo é avaliado individualmente. Recomenda-se realizar cotações em diversas seguradoras, informando detalhadamente o perfil e características do veículo, para encontrar a melhor oferta e compreender os fatores que influenciam o valor final neste novo cenário.


Se antigamente as mulheres pagavam bem mais barato no seguro de seus carros na comparação com os homens, hoje a história está bem diferente. Cotações recentes mostram que a situação vem se invertendo e as mulheres começaram a pagar mais caro pelas apólices. A disparidade atual dos preços entre os gêneros tem sido cada vez mais notória e pode chegar a quase R$ 2 mil em alguns casos.
Um exemplo foi a cotação da apólice para um Nissan Kait que Autoesporte pediu à Creditas Seguros. A cobertura para um homem de 35 anos, morador da zona sul de São Paulo (SP), sairia por R$ 2.709. Para uma mulher da mesma idade e que mora na mesma região, o seguro do SUV não sai por menos de R$ 3.647. A diferença nas coberturas é de R$ 938.
Mas por que seguro de carro está ficando mais caro para mulheres do que para homens? Quais são os fatores que mais interferem no valor do seguro? Autoesporte consultou um especialista para chegar a uma resposta.
Seguro está ficando mais caro para mulheres do que homens
Auto Esporte
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Para começo de conversa, o valor do seguro pode ser impactado por diversos fatores. Preço e marca do carro, idade e localidade do condutor, se o veículo é estacionado em local privativo ou não, e até o comportamento histórico do segurado são alguns dos pontos analisados pelas seguradoras de automóveis. Isso não mudou.
A diferença é que, se antes se o seguro para mulheres era visto com bons olhos pelo maior cuidado e responsabilidade, estudos recentes e dados de mercado de 2025 mostram que a lógica de preço está sendo invertida por novos acontecimentos.
De acordo com Michel Tanam, Gerente da Creditas Seguros, o perfil feminino tem se exposto a riscos maiores no trânsito urbano e em horários de pico, impactando as estatísticas de colisão das seguradoras.
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Além disso, o especialista informa que mesmo que os acidentes femininos sejam menos graves na maioria das vezes, a frequência dos pequenos incidentes tem pesado no cálculo de risco das seguradoras para esse perfil.
Há outra mudança importante: a análise de dados históricos está diferente. "As seguradoras agora usam dados em tempo real. Se nos últimos meses o perfil feminino em capitais teve um índice de sinistro superior ao masculino na mesma faixa, o valor reflete essa tendência estatística imediata", informa Michel Tanam.
Seguro do BYD Dolphin Mini é R$ 1.826 mais caro para mulheres
Emerson Lima
Essa proporção pode variar, dependendo do modelo. Na cotação do plano de cobertura para um BYD Dolphin Mini, o carro elétrico mais vendido do Brasil, são cobrados R$ 3.984 para os homens e R$ 5.810 para as mulheres – uma diferença significativa de R$ 1.826, considerando, mais uma vez, motoristas da mesma idade e que moram na mesma região.
Outro exemplo é na apólice do Toyota Corolla Cross Hybrid. A cobertura mostra um custo de R$ 2.741 para o perfil masculino e de R$ 3.243 para o feminino. A disparidadade nesse caso é de R$ 502. Há alguns anos, porém, os seguros chegavam a ser R$ 3 mil mais baratos para as mulheres.
Claro que essa não é uma nova regra e sempre depende do perfil do condutor, do carro e da sua localidade. Prova disso é que, para um Volkswagen T-Cross, a cotação mostra o valor de R$ 2.906 para os homens e de R$ 2.422 para as mulheres.
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Fonte: Auto Esporte

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