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Projeções: Mercado de Carros no Brasil em 2026

12 de fevereiro de 2026
6 min de leitura
Projeções: Mercado de Carros no Brasil em 2026

Panorama do Mercado Automotivo em 2026

O ano de 2026 inicia com o setor automotivo brasileiro em fase de reconstrução estrutural, longe do vale de incerteza pós-pandemia, mas sem disparada nas vendas. A disciplina comercial e a compreensão do consumidor são cruciais. Em 2025, o PIB nacional cresceu 2,26%, com o mercado de carros novos acompanhando de perto. O fechamento de 2025 registrou 2.547.034 emplacamentos de veículos leves, um aumento de 2,4% sobre 2024, impulsionado em parte por estímulos tributários. Apesar de um pico de vendas diárias em dezembro de 2025, as projeções para 2026 da K.LUME Consultoria indicam uma leve queda, para 2,40 a 2,45 milhões de unidades. Fatores macroeconômicos como juros altos, crédito restrito, inadimplência e a instabilidade de ano de Copa do Mundo e eleições, são os principais desafios. As vendas diretas mantiveram-se elevadas, representando 52,3% do total em 2025.

Impactos de Juros e Eventos Políticos

A recuperação limitada por crédito e juros altos continua sendo um entrave significativo para o mercado de 0km. A capacidade de cada fabricante entregar o produto certo, no preço e momento ideais, torna-se um diferencial competitivo. Além disso, a presença de eventos como a Copa do Mundo e eleições nacionais em 2026 historicamente introduz um componente de cautela e instabilidade, impactando diretamente o poder de compra e as decisões de investimento do consumidor. Embora as vendas diretas continuem fortes, o cenário exige que as montadoras inovem para manter o ritmo.

Segmentos em Destaque: Luxo e Usados Impulsionam Mobilidade

O mercado de veículos de luxo demonstrou notável resiliência, crescendo 6,6% em 2025, para 54.564 unidades. Este crescimento, porém, foi concentrado em poucos ganhadores (BMW, Mercedes-Benz, Volvo somam dois terços do segmento) e impulsionado pela eletrificação, especialmente em SUVs premium e modelos PHEV/EV. O Volvo EX30 é um exemplo claro de sucesso, alinhando produto correto, preço adequado e narrativa de eletrificação. Marcas com quedas, como Land Rover, Porsche e Audi, enfrentaram ciclos de produto e estratégias específicas. O sucesso neste segmento reafirma a importância da rede de concessionárias, peças, pós-venda e reparabilidade.

Carros Usados: A Força do Consumidor Brasileiro

O mercado de carros usados em 2025 atingiu um recorde histórico, com 18.508.929 transferências, um aumento de 17,3% em relação a 2024. Este número sublinha a realidade de que o veículo usado se consolidou como o principal motor de mobilidade para o brasileiro, especialmente diante do encarecimento do 0km. Todos os segmentos de usados cresceram, com destaque para "quase novos" (0 a 3 anos) que subiram 40,3%, atuando como substitutos dos carros 0km, e veículos com 13 anos ou mais (+21%). A alta dos juros e o crédito mais restrito são os principais fatores que empurram o consumidor para tickets menores. Para 2026, espera-se que o mercado de usados siga fortalecido, projetando entre 19,25 e 19,75 milhões de unidades.

A Prova de Fogo das Marcas Chinesas em 2026

As marcas chinesas tiveram um crescimento substancial em 2025, com 244.913 unidades vendidas, um aumento de 44,7% sobre 2024. No entanto, esse crescimento é fortemente concentrado, com BYD, Caoa Chery e GWM respondendo por 93,6% do total. Elas surfam na onda de novidades, tecnologia, design e eletrificação tangível, focando em SUVs. Para 2026, o desafio é a sustentabilidade. O mercado brasileiro exige mais do que volume e equipamentos; exige rede, peças, reparabilidade, pós-venda e valor residual consistente. Este ano será decisivo para determinar quais dessas novas players conseguirão se estabelecer de fato e quais enfrentarão dificuldades para manter sua presença a longo prazo.

Projeções: Mercado de Carros no Brasil em 2026
Começamos 2026 com uma reflexão: o ano passado mostrou que o Brasil não está disparando nas vendas de carros novos, mas também não está mais naquele “vale de incerteza” que marcou o pós-pandemia. O setor entrou numa fase de reconstrução estrutural, em que disciplina comercial, a leitura correta do consumidor e a consistência industrial voltam a separar vencedores e perdedores num jogo complexo em que novos players não entraram para brincar.
Desta forma, já é possível projetar as vendas de 2026. Segundo Claudio Lucinda, parceiro estratégico da K.LUME Consultoria em relação a assuntos de natureza econômica, o PIB fechou o ano com crescimento de 2,26%. Existe uma certa recuperação limitada por crédito, juros, inadimplência e, acima de tudo, pela capacidade de cada fabricante entregar produto certo, no preço certo e na hora correta.
Projeções para 2026
Mercado brasileiro registrou alta de 2,4% em 2025
Cauê Lira/Autoesporte
O ano de 2025 fechou com 2.547.034 emplacamentos, 2,4% acima de 2024 (e levemente superior ao PIB). Um crescimento moderado em parte influenciado por estímulos tributários nos segmentos de atuação do IPI Verde — o tipo de “empurrão” que melhora o número, mas não muda a estrutura.
Um ponto interessante observado foi a média diária de dezembro: 12.704 unidades/dia. Este fator não é pico, mas sugeriria um mercado acelerado em 2026. Janeiro as vendas caem, é normal e as médias não se sustentam.
As projeções da K.LUME seguem em 2,40 a 2,45 milhões de veículos leves, uma pequena queda que passam por fatores macroeconômicos (juros altos, crédito mais restrito, instabilidade política/econômica, Copa do Mundo e eleições). O alento é que produção e exportações devem subir, o que ajuda a indústria.
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As vendas diretas continuam altas e fecharam com 52,3% no ano. Ainda estruturalmente elevado, um pouco abaixo do que muitos esperavam.
Mercado de luxo
Marcas premium registraram bons resultados em 20265
Divulgação
Este mercado terminou 2025 maior do que 2024, mas com um detalhe essencial: cresceu pela concentração de poucos ganhadores e pela eletrificação, especialmente em SUVs premium e arquiteturas PHEV/EV, e não por uma expansão orgânica equilibrada.
O segmento de veículos de passeio de luxo passou de 51.191 unidades (2024) para 54.564 (2025), alta de 6,6%, bem acima do mercado geral (+2,4%). Trata-se de um mercado resiliente? Claramente sim. Deve-se considerar uma euforia? Certamente, não.
A fotografia por marca é clara:
BMW: 16.874 unidades (~31% do total), +4,2%, líder do segmento.
Mercedes-Benz: 9.731, com +46,5%, retomando força por reposicionamento e execução comercial.
Volvo: 9.726, +12,5%, sustentada por eletrificados e produtos muito bem posicionados.
Somadas, essas três já dão cerca de 2/3 do segmento. Com Porsche e Audi, as cinco maiores chegam a 86,4%. Isso diz muito sobre luxo no Brasil: tradição, escala, rede e consistência ainda pesam mais do que qualquer discurso.
A Audi, por outro lado, registrou queda
Renato Durães/Autoesporte
Do outro lado, quedas chamam atenção: Land Rover (-28%), Porsche (-11,8%), Audi (-10,8%). Não é “fim do desejo”. É ciclo de produto, disponibilidade, estratégia, decisões comerciais e timing.
A lista dos mais vendidos por modelo reforça o ponto de que os SUVs dominam:
BMW X1: 5.368 (+10,8%)
BMW 320i: 4.047 (+11,5%)
Volvo XC60: 3.515 (+7,5%)
Volvo EX30: 3.511 (+27,8%)
O EX30 é muito exemplificativo para o mercado brasileiro: produto correto com preço adequado e uma narrativa de eletrificação que o público aceita e entende.
Fica claro que o mercado de luxo no Brasil não se sustenta sem rede, peças, pós-venda e reparabilidade.
Mercado de usados
Brasil bateu recorde nas transferências de carros usados
Murilo Góes/Autoesporte
A Fenauto fechou 2025 com recorde: 18.508.929 usados comercializados, alta de 17,3% sobre 2024. É um número que, por si só, explica muito do Brasil atual: o usado virou o motor real de mobilidade quando o 0km não cabe no bolso do consumidor.
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Com números da própria entidade, percebe-se que todos os segmentos cresceram, com destaque para os comerciais leves (+24%) e pesados (+27,7%), além de motos em alta. A distribuição por idade também é reveladora:
0 a 3 anos: +40,3% (o “quase novo” virou substituto do 0 km)
13 anos ou mais: +21,0% (a base larga do país segue rodando e trocando dentro do possível)
E a razão é muito clara: os juros altos elevam parcela do veículo 0km, encarecem o crédito e empurram o consumidor para tickets menores.
Soma-se aos elementos do próprio mercado, a desmobilização de frotas, locadoras e a eficiência dos ecossistemas digitais, que aumentaram a oferta, aceleram giro e formação de preço. Decorrente desta movimentação, o preço médio do veículo usado caiu em 2025, inclusive em eletrificados. Para o consumidor, isso melhora acesso; para o mercado, abre uma discussão relevante sobre valor residual e a maturação do pós-venda
Para 2026, observamos uma tendência de leve queda no volume dos novos e neste caso a lógica é que o mercado de usados siga fortalecido, possivelmente na faixa de 19,25 a 19,75 milhões, embora enfrentando os mesmos riscos macroeconômicos (crédito, inadimplência, instabilidade).
Marcas chinesas
O mercado chinês no Brasil cresceu substancialmente em 2025, mas precisa ser lido no detalhe: trata-se de um crescimento concentrado e ainda dependente de poucos players, apesar do “barulho” de dezenas de marcas.
O total saltou de 169.304 (2024) para 244.913 (2025), alta de 44,7%. Quase todo relacionado a veículos de passeio (98,4%).
A concentração é quase absoluta: BYD, Caoa Chery e GWM somam 93,6% do total.
BYD: 112.973 (+46,9%)
Caoa Chery: 71.439 (+17,2%)
GWM: 42.796 (+46,5%) (com submarcas e lançamentos em 2025)
O restante é pulverizado com muitas marcas abaixo de 1.500 unidades/ano e ainda testando estrutura, logística e pós-venda.
Nos comerciais leves, o crescimento de 217% (de 1.213 para 3.845) chama atenção, mas segue sobre uma base ainda insignificante e dependente de movimentos específicos.
No geral a diferença para as tradicionais é clara. As chinesas surfam nas novidades, tecnologia, design, eletrificação tangível e foco em SUVs. As tradicionais, por sua vez, batem no ponto daquilo que sempre acaba definindo a compra do brasileiro: rede, peças, reparabilidade, valor residual, pós-venda e governança local.
2026 será o ano da prova. Marca não se torna “estabelecida” somente por intermédio de volume e equipamentos. No Brasil, quem não sustenta serviço, reposição e preço de venda, paga a conta rapidamente, neste contexto, este é o ano em que veremos quem fica ou quem vai embora.
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Fonte: Auto Esporte

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O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

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A Reflexão da Mercedes-Benz: O Retorno dos Botões Físicos? A indústria automotiva tem passado por uma revolução digital, com a remoção progressiva de botões e comandos manuais em favor de telas sensíveis ao toque e interfaces digitais. No entanto, o CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, surpreendeu ao admitir que a empresa – e a indústria como um todo – pode ter "ido longe demais" nessa busca pela minimalismo digital. Essa declaração acende um debate crucial sobre a usabilidade, segurança e a experiência do motorista moderno, ressoando especialmente no cenário automotivo brasileiro. O Reconhecimento da Mercedes-Benz e Seus Desafios Källenius, em um raro momento de autocrítica de um líder de uma montadora premium, indicou que a obsessão por remover cada botão físico em prol de superfícies lisas e telas gigantes pode ter tido efeitos adversos. A prioridade de uma experiência visualmente limpa e futurista muitas vezes colidiu com a praticidade e a intuitividade necessárias durante a condução. Para motoristas brasileiros, acostumados com realidades de trânsito variadas e por vezes desafiadoras, a necessidade de acesso rápido e sem desvios visuais a funções essenciais como climatização, volume ou ajuste de espelhos é fundamental. A distração causada pela navegação em menus digitais complexos para tarefas simples pode comprometer a segurança, um ponto que a Mercedes, conhecida por sua engenharia de segurança, não pode ignorar. O Equilíbrio entre Tecnologia e Usabilidade A admissão de Källenius não significa um abandono completo da tecnologia touchscreen, mas sim uma busca por um equilíbrio mais sensato. A tendência de eletrificação e digitalização dos veículos é irreversível, mas a forma como essa tecnologia é implementada está sob revisão. A questão central passa a ser: como integrar avanços tecnológicos sem sacrificar a funcionalidade básica e a segurança? Segurança e Intuitividade no Centro do Design A ergonomia e a segurança devem ser os pilares do design de interiores automotivos. Comandos físicos, por sua natureza tátil, permitem que o motorista ajuste configurações sem tirar os olhos da estrada. Isso é especialmente crítico em situações de emergência ou em ambientes urbanos densos. A indústria, ao invés de meramente substituir, precisa integrar as novas tecnologias de forma que complementem, e não compliquem, a interação humana com o veículo. A voz e o feedback tátil (háptico) são alternativas promissoras que podem reduzir a dependência exclusiva de toques na tela, oferecendo uma experiência mais natural e segura. Impacto para o Motorista Brasileiro e o Futuro Para o mercado brasileiro, a discussão é extremamente relevante. A durabilidade e a praticidade são fatores importantes na decisão de compra. Um interior excessivamente dependente de telas pode gerar preocupações com custos de manutenção a longo prazo, riscos de falha eletrônica e até mesmo a adaptação de diferentes gerações de motoristas, que podem ter diferentes níveis de familiaridade com interfaces digitais complexas. A Visão do Futuro da Indústria Automotiva A fala do CEO da Mercedes-Benz sinaliza uma possível mudança de paradigma, onde a sofisticação tecnológica será medida não apenas pela quantidade de telas, mas pela inteligência com que a interface é projetada para o uso humano. Espera-se que futuros modelos, inclusive os que chegarão ao Brasil, apresentem uma curadoria mais cuidadosa das funções que merecem um botão físico, aquelas que se beneficiam de um comando de voz, e as que realmente se encaixam em uma interface digital. O objetivo final é aprimorar a experiência de condução, tornando-la mais segura, intuitiva e agradável. A tendência digital continua, mas agora com um olhar mais crítico e centrado no motorista.

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Análise Detalhada: Onix Plus Premier em Foco O Chevrolet Onix Plus Premier (R$ 125.290), sedã compacto topo de linha, busca relevância no mercado brasileiro. Apesar de prometer conectividade e equipamentos, a correia banhada a óleo gera ressalvas. Este resumo aborda os pontos positivos e negativos para auxiliar o consumidor na decisão de compra, conforme avaliação aprofundada. Pontos Fortes: Conectividade e Economia Tecnologia e Conforto a Bordo A conectividade é um destaque. A central multimídia MyLink de 11 polegadas oferece interface intuitiva e wireless para Android Auto/Apple CarPlay. O quadro de instrumentos digital (8 polegadas), conexão simultânea de dois celulares e Wi-Fi a bordo (OnStar) reforçam a experiência digital. O conforto vem de bancos ergonômicos em couro, ajustes completos na direção e cinto, bom espaço interno (2,60 m de entre-eixos) e porta-malas de 500 litros. Itens como ar-condicionado digital, chave presencial e assistente de estacionamento automático agregam praticidade. Baixo Custo de Manutenção e Consumo A economia pós-venda é um trunfo. O Onix Plus registra os menores custos de revisão e seguro da categoria, com valores bem abaixo dos rivais diretos. Em consumo, o motor 1.0 turbo automático impressiona: 8,5 km/l cidade/11,2 km/l estrada (etanol) e 12,2 km/l cidade/16 km/l estrada (gasolina), superando a concorrência e confirmando sua eficiência energética. Pontos Fracos: Desvalorização e Lacunas Desvalorização Alta e Suspensão Rígida A desvalorização é um ponto crítico: 26,8% em um ano, o maior entre veículos a combustão até R$ 150 mil, impactando a revenda. A suspensão rígida, exacerbada por pneus de alta calibração, compromete o conforto, especialmente para os passageiros traseiros em vias irregulares, aspecto relevante para o Brasil. Limitações do Motor e Falta de Segurança Avançada O motor 1.0 turbo flex, com injeção multiponto e 115 cv/16,8 kgfm, fica abaixo dos rivais (injeção direta, mais torque), resultando em retomadas mais lentas. A correia banhada a óleo, embora atualizada, exige manutenção específica e rigorosa. Em segurança, apesar dos seis airbags e alerta de ponto cego, faltam itens ADAS avançados (frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa), presentes em concorrentes na mesma faixa de preço, representando uma defasagem. Veredito para o Consumidor O Chevrolet Onix Plus Premier oferece forte conectividade e economia de uso, mas exige que o comprador pondere a alta desvalorização, o conforto da suspensão e a ausência de tecnologias de segurança ativa avançadas. É uma opção para quem prioriza tecnologia e baixo custo operacional, estando ciente de suas limitações.

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Fonte: Auto Esporte