Voltar para Notícias
Lancamentos

Porsche 911 Turbo S Híbrido: O 911 Mais Potente da História

11 de fevereiro de 2026
9 min de leitura
Porsche 911 Turbo S Híbrido: O 911 Mais Potente da História

Desempenho Híbrido Sem Precedentes

O novo Porsche 911 Turbo S T-Hybrid redefine o conceito de performance, tornando-se o mais potente da história do icônico esportivo. Com uma aceleração de 0 a 100 km/h em impressionantes 2,5 segundos, o modelo supera até mesmo o lendário GT2 RS da geração 991. Essa marca é fruto da inovadora motorização híbrida, que combina um motor 3.6 boxer de seis cilindros com dois turbocompressores elétricos. O resultado é uma potência combinada de 711 cv e um torque colossal de 81,6 kgfm, um aumento significativo de 61 cv em relação ao seu predecessor.

Tecnologia T-Hybrid

O sistema T-Hybrid do 911 Turbo S, embora similar ao do Carrera GTS, é aprimorado com dois turbocompressores elétricos. A arquitetura de 400 Volts e uma bateria de 1,9 kWh alimentam um motor elétrico de 82 cv integrado ao câmbio PDK de dupla embreagem. Importante notar que esta tecnologia híbrida não é plug-in, não requerendo recarga externa. Apesar de uma ligeira queda no consumo (8,3 km/l no ciclo WLTP, ante 8,7 km/l do modelo anterior), o foco é a performance pura: a propulsão elétrica elimina o atraso do turbo, garantindo resposta instantânea e melhorando o tempo de 0 a 200 km/h em meio segundo, para 8,4 segundos.

Preço e Disponibilidade no Brasil

Para os entusiastas brasileiros, o Porsche 911 Turbo S T-Hybrid já está em pré-venda, com um preço que reflete sua exclusividade e tecnologia de ponta. A versão cupê tem um valor de R$ 2,1 milhões, enquanto a opção conversível (Cabriolet) chega por R$ 2.150.000. Estes valores posicionam o novo Turbo S no patamar mais elevado do mercado de esportivos de luxo no Brasil, confirmando que este é um veículo para um público com "bolsos muito fundos", como bem pontuado no artigo original.

Inovações e Experiência de Condução

Apesar de um peso adicional de 85 kg devido ao sistema elétrico (totalizando 1.815 kg), o novo 911 Turbo S T-Hybrid compensa com avanços aerodinâmicos e de chassi. Pneus traseiros mais largos (325/30 R21), freios de cerâmica maiores na traseira e um sistema de amortecimento variável reduzem a inclinação da carroceria, aprimorando a estabilidade. Em pista, o modelo demonstra sua superioridade: completou Nürburgring em impressionantes 7:03,92, sendo 14 segundos mais rápido que o antecessor.

Refinamentos para Pista e Rua

Mesmo com a velocidade máxima ajustada para 322 km/h (ante 330 km/h), uma decisão estratégica da Porsche para otimizar desempenho em pista e conforto, o carro brilha. O torque máximo de 81,6 kgfm está disponível numa gama de rotações significativamente mais ampla (2.300 a 6.000 rpm), traduzindo-se em uma resposta mais eficaz. No dia a dia, em vias públicas, o carro surpreende pelo conforto de rolamento e pela agilidade em manobras. Elementos como escapamento em titânio de série e o sistema lift para elevar o "nariz" do carro complementam a experiência, demonstrando que, mesmo com a eletrificação, o ronco insaciável e o desempenho de tirar o fôlego do 911 permanecem intactos, convidando até os mais conservadores à era híbrida.

Porsche 911 Turbo S Híbrido: O 911 Mais Potente da História
O que é possível fazer em 2,5 segundos? "Quase nada", deve ter sido sua primeira resposta. E "quase" é a palavra-chave, já que, acredite se quiser, esse é o assombroso tempo que o novo Porsche 911 Turbo S T-Hybrid precisa para acelerar de 0 a 100 km/h. Pensando que o ser humano leva, em média, 0,4 milésimos de segundo para piscar uma só vez, seria como piscar seis vezes seguidas.
E essa marca não é apenas um exemplo de performance, mas toda a potência usada para fazer o novo 911 Turbo S acelerar tanto em tão pouco tempo também faz dele o mais potente da história do tradicional modelo.
A fórmula para alcançar esse resultado, contudo, não é barata (como esperado). No Brasil, oTurbo S de geração 992.2 está em pré-venda por nada menos que R$ 2,1 milhão na versão cupê, que foi testada por Autoesporte na Alemanha e será detalhada nas linhas a seguir. No entanto, para os fãs de conversíveis, há também a opção Cabriolet disponível por R$ 2.150.000.
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid chega a 711 cv de potência e 81,6 kgfm de torque
Divulgação
Tecnicamente, o novo 911 Turbo S, apresentado no Salão de Munique 2025, é bem próximo do Carrera GTS, que estreou o sistema T-Hybrid e tem preço sugerido de R$ 1,28 milhão em nosso mercado. No entanto, no caso do 911 Turbo S, são dois turbocompressores elétricos aliados ao motor 3.6 boxer de seis cilindros, em vez de um. Desse modo, o sistema é capaz de entregar potência combinada de 711 cv (61 cv a mais que o predecessor) e incríveis 81,6 kgfm. Ou seja, supera até os 700 cv do lendário GT2 RS da geração 991.
Conheça o país que tem Porsche como carro mais vendido pelo 2º ano seguido
Porsche Taycan Turbo GT, o carro mais rápido testado em 60 anos de Autoesporte
As variantes cupê e cabriolet ainda vêm equipadas com a levíssima arquitetura de 400 Volts e bateria de 1,9 kWh. E, assim como no Carrera GTS, há um motor elétrico posicionado no câmbio automatizado PDK de dupla embreagem e oito velocidades.
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid traz motor 3.6 Boxer aliado a dois propulsores elétricos integrados às turbinas
Divulgação
Como é o Porsche 911 Turbo S T-Hybrid?
Este propulsor elétrico está integrado ao motor de combustão, portanto, não tem uma embreagem separada. Na prática, isso significa que o motor elétrico não funciona tracionando as rodas sozinho. Mesmo quando arranca ou faz manobras em baixas velocidades, é o bom e velho boxer que trabalha de forma constante no 911. Como resultado, a bem da verdade é que o esportivo nunca perde o ronco, nem por um instante.
E se com um turbo já quase não existia atraso no acionamento das turbinas de compressão, com dois ele passa a ser praticamente instantâneo, mascarando até o menor atraso. Além disso, quando estão em ação, atuam carregando a bateria. Esta, por sua vez, alimenta também o motor elétrico com uma potência aumentada de 56 cv no GTS para 82 cv.
Porsche 911 Turbo S híbrido acelera de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos
Divulgação
Importante dizer que, neste novo 911 Turbo S, a tecnologia híbrida não é plug-in. Ou seja, não necessita de recarga externa. Para quem isso for relevante, o resultado dessa escolha da Porsche fez com que o consumo de gasolina fosse maior. O número homologado no ciclo europeu (WLTP), caiu de 8,7 km/l para 8,3 km/l. Um detalhe, claro, pensando que esse está longe de ser o foco do comprador alvo de um modelo desse calibre.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
A propulsão elétrica faz diferença
Mesmo com a redução do rendimento do motor boxer de seis cilindros (caiu 650 cv para 640 cv e do torque de 81,6 kgfm para 77,4 kgfm), o benefício do sistema elétrico se mostra na força. É dele, inclusive, que vem a melhoria em dois décimos de segundo no 0 a 100 km/h. Até aos 200 km/h são 8,4 segundos, o que significa uma redução de meio segundo em relação ao antecessor.
Porsche 911 Turbo S traz novas soluções aerodinâmicas com detalhes em fibra de carbono na carroceria
Divulgação
Não que duvidasse disso, mas todo o desempenho se tornou ainda mais claro após algumas voltas ao lado do piloto de fábrica da Porsche, Jörg Bergmeister, na pista de testes da própria empresa, na sede em Weissach (Alemanha). A aceleração é indescritível, as forças centrífugas são praticamente as mesmas (brutais, portanto) e o que nos separa de levantar voo puro parece ser muito pouco.
Os 81,6 kgfm de torque máximo disponíveis entre as 2.300 e 6.000 rpm não são (quantitativamente) mais do que eram, mas ficam às ordens do pé direito do motorista numa gama de rotações significativamente mais ampla. Para se ter uma ideia, no antecessor, o mesmo torque começava em 2.500 rpm e terminava em 4.000 rpm. Portanto, a resposta ficou mais eficaz.
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid tem velocidade máxima de 322 km/h
Divulgação
Já a velocidade máxima diminuiu de 330 para 322 km/h, uma decisão consciente, segundo a Porsche: “para atingir uma velocidade máxima mais elevada, teríamos de aumentar a pressão dos pneus e sacrificar o desempenho e o conforto. Foi mais fácil optar por esses quesitos em pista do que simplesmente percorrer uma velocidade máxima mais elevada nas especificações técnicas", diz a marca.
Initial plugin text
Ainda assim, o mais importante é que as adaptações trouxeram ganhos relevantes onde todos os segundos contam: em Nürburgring. O novo Turbo S completou a volta de um dos circuitos mais famosos do automobilismo em 7:03,92. Ou seja, foi nada menos que 14 segundos mais rápido que o modelo anterior. Isso mesmo pesando 85 kg a mais, sendo 1.815 kg no total, adicionados pelo sistema elétrico (só a bateria de 1,9 kWh pesa 27 kg).
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid é equipado com novas rodas de 21" e freios de carbono cerâmica
Divulgação
Fato é que essa nova geração também traz pneus mais largos atrás (325/30 R21 em vez de 315/30 R21), freios com discos de cerâmica maiores na traseira e um sistema de amortecimento variável concebido para reduzir significativamente a inclinação da carroceria. Tudo isso pensando na aerodinâmica.
Na parte de mandar quilos embora, os bancos traseiros só serão instalados se o comprador do carro fizer questão. Este, inclusive, é um opcional sem custo no mercado europeu. O sistema de escape é sempre em titânio (menos 6,5 kg) e os limpadores de para-brisa podem ser feitos de fibra de carbono, uma solução de ponta que até os dias de hoje apenas era vista em superesportivos de preço (ainda mais) estratosférico como o Aston Martin Valkyrie ou o Bugatti Chiron…
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid é equipado com duas telas digitais
Divulgação
Se é certo que em pista todas essas mudanças ajudaram a poupar décimos de segundos, quando se anda com o modelo em vias públicas, proporciona um maior conforto de rolamento. Além de que o “nariz” do carro pode subir/descer mais depressa com a conhecida função lift (opcional), usada para evitar custosos encostos em lombadas ou entradas/saídas de garagens.
Do contrário, a conta da oficina sairia cara, até levando em conta todo os elementos de aerodinâmica ativa que a Porsche instalou na frente do carro. No para-choque há uma entrada de ar com função dupla: arrefecer os freios e bloquear os respingos de água, aperfeiçoando a resposta da frenagem.
Devo dizer que não é fácil notar os ganhos em performance pura num esportivo como este quando o guiamos em estradas públicas. Mas, em cada semáforo, percebi que a resposta é mais imediata na sua escalada aos mais de 80 kgfm de torque. E tudo isto acompanhado por um som orquestrado pelo titânio do escape, agora de série, que até me fez pensar em como foi possível passar pela cada vez mais apertada malha da homologação sonora.
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid traz detalhes em black piano no console
Divulgação
As barras estabilizadoras eletro-hidráulicas geram forças de suporte (mais rapidamente do que nos 911 não-híbridos, onde são apenas hidráulicas) e ajudam a manter o carro em equilíbrio dinâmico, reduzindo a inclinação da carroceria e aumentando a agilidade na entrada e saída de curvas. E, sim, a suspensão ainda consegue ser muito precisa se o modo de condução for o menos apimentado (há dois, Normal e Sport), deixando a impressão que mesmo uma viagem mais longa não deixará de ser confortável, na medida do possível.
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid está em pré-venda no Brasil nas versões cupê e conversível
Divulgação
Conclusão
A principal razão de ser do novo 911 Turbo S T-Hybrid não tem quase nada a ver com eletromobilidade. Mas, adotando essa tecnologia, a Porsche encontrou uma forma de convencer até o condutor mais conservador a dar uma chance para a eletrificação.
Mesmo que o Turbo S já fosse o 911 dos 911, teve uma melhora significa na performance. E mesmo não podendo percorrer um único metro em modo elétrico, tem um ronco insaciável e desempenho de tirar o fôlego. Quem se interessar pelo esportivo híbrido, no entanto, terá de aceitar uma fatura mais alta, porque se o antecessor ficava abaixo dos 300 mil euros, agora pode chegar a 349 mil euros. No Brasil, como já dissemos, a brincadeira não sai por menos de R$ 2,1 milhões. Não à toa que o cliente deste segmento tem sempre bolsos muito fundos...
Porsche 911 Turbo S T-Hybrid Coupé
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

Porsche 911 Turbo SHíbridoEsportivoLançamento BrasilCarro EsportivoDesempenho AutomotivoTecnologia HíbridaPorsche BrasilVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...Mercado
2 ago 20261 min

VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...

O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Carros Elétricos: Brasil Acelera Enquanto Mundo Recua?Mercado
2 ago 20265 min

Carros Elétricos: Brasil Acelera Enquanto Mundo Recua?

O Cenário Global e a Realidade Brasileira da Eletrificação As vendas de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) apresentam um contraste marcante entre o cenário global e o brasileiro em 2026. Enquanto o mundo registra uma desaceleração, o Brasil experimenta um crescimento exponencial, levantando questões sobre a singularidade do nosso mercado. A nível global, houve uma queda de 11% nas vendas no primeiro semestre, impulsionada pelo fim ou redução de políticas públicas de incentivo, que sustentaram o crescimento por quase uma década. Além disso, conflitos comerciais, como as taxas de importação elevadas dos EUA sobre veículos chineses e os ajustes tarifários na União Europeia, contribuíram para a alteração na geografia das vendas. A própria China, que já foi motor do crescimento, anulou isenções tributárias e proibiu a guerra de preços interna, resultando em aumento de custos e, consequentemente, queda nas vendas. Este cenário indica o fim de uma era de incentivos e o início de um período onde a competitividade do produto é primordial. O Boom no Brasil e Seus Motivos Em contrapartida, o mercado brasileiro de eletrificados floresceu, registrando um crescimento impressionante de 147,5% no primeiro semestre de 2026, com carros elétricos e híbridos somando mais de 215 mil unidades vendidas. O Brasil se beneficia por estar alguns anos atrasado em relação a mercados mais maduros, aprendendo com os acertos e erros alheios. Curiosamente, nosso país nunca teve um programa nacional de incentivo comparável aos grandes mercados, mas mesmo assim, os eletrificados representam cerca de 18% do mercado de leves e quase 60% do crescimento absoluto do setor. Fatores-Chave do Crescimento Nacional O sucesso dos veículos eletrificados no Brasil pode ser atribuído a uma combinação de fatores atrativos para o consumidor. Competitividade e Escolha do Consumidor Motoristas brasileiros estão adotando a eletrificação por encontrarem uma vasta diversidade de produtos com alta competitividade, tecnologia embarcada avançada, garantias estendidas, a promessa de um custo operacional mais baixo e, notavelmente, uma agressiva guerra de preços entre as montadoras. A desaceleração do mercado chinês também desempenha um papel, incentivando a exportação de veículos para mercados em crescimento como o Brasil, aumentando a oferta e a concorrência. A Importância da Diversidade Energética O Brasil está construindo sua própria transição energética, com uma abordagem "eclética e regionalizada". Em vez de focar exclusivamente em elétricos puros, o país valoriza uma gama de tecnologias que se alinham melhor com sua realidade e matriz energética. Isso inclui etanol, combustíveis flex, híbridos leves, híbridos flex, híbridos plug-in, elétricos puros, biocombustíveis e biogases. A capacidade tecnológica nacional, as inovações próprias e uma indústria com boa escala permitem ao Brasil se destacar na América do Sul, com um mercado em crescimento e potencial para escalar essas tecnologias regionalmente. Perspectivas para o Motorista Brasileiro A desaceleração global não sinaliza um fracasso dos eletrificados, mas sim a necessidade de uma base sustentável sem incentivos maciços. O Brasil emerge como um exemplo notável, crescendo impulsionado pela competição, tecnologia de ponta a custos acessíveis, a riqueza de seus biocombustíveis e biogases, e, acima de tudo, pela liberdade de escolha do consumidor. Para o motorista brasileiro, isso significa um futuro com mais opções de veículos eficientes e tecnológicos, adaptados às particularidades do país, embora a ausência de uma política de longo prazo estruturada ainda seja um desafio a ser superado para defender os interesses nacionais.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

CEO Mercedes: 'Fomos longe demais' sem botões em carrosTecnologia
1 ago 20261 min

CEO Mercedes: 'Fomos longe demais' sem botões em carros

A Reflexão da Mercedes-Benz: O Retorno dos Botões Físicos? A indústria automotiva tem passado por uma revolução digital, com a remoção progressiva de botões e comandos manuais em favor de telas sensíveis ao toque e interfaces digitais. No entanto, o CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, surpreendeu ao admitir que a empresa – e a indústria como um todo – pode ter "ido longe demais" nessa busca pela minimalismo digital. Essa declaração acende um debate crucial sobre a usabilidade, segurança e a experiência do motorista moderno, ressoando especialmente no cenário automotivo brasileiro. O Reconhecimento da Mercedes-Benz e Seus Desafios Källenius, em um raro momento de autocrítica de um líder de uma montadora premium, indicou que a obsessão por remover cada botão físico em prol de superfícies lisas e telas gigantes pode ter tido efeitos adversos. A prioridade de uma experiência visualmente limpa e futurista muitas vezes colidiu com a praticidade e a intuitividade necessárias durante a condução. Para motoristas brasileiros, acostumados com realidades de trânsito variadas e por vezes desafiadoras, a necessidade de acesso rápido e sem desvios visuais a funções essenciais como climatização, volume ou ajuste de espelhos é fundamental. A distração causada pela navegação em menus digitais complexos para tarefas simples pode comprometer a segurança, um ponto que a Mercedes, conhecida por sua engenharia de segurança, não pode ignorar. O Equilíbrio entre Tecnologia e Usabilidade A admissão de Källenius não significa um abandono completo da tecnologia touchscreen, mas sim uma busca por um equilíbrio mais sensato. A tendência de eletrificação e digitalização dos veículos é irreversível, mas a forma como essa tecnologia é implementada está sob revisão. A questão central passa a ser: como integrar avanços tecnológicos sem sacrificar a funcionalidade básica e a segurança? Segurança e Intuitividade no Centro do Design A ergonomia e a segurança devem ser os pilares do design de interiores automotivos. Comandos físicos, por sua natureza tátil, permitem que o motorista ajuste configurações sem tirar os olhos da estrada. Isso é especialmente crítico em situações de emergência ou em ambientes urbanos densos. A indústria, ao invés de meramente substituir, precisa integrar as novas tecnologias de forma que complementem, e não compliquem, a interação humana com o veículo. A voz e o feedback tátil (háptico) são alternativas promissoras que podem reduzir a dependência exclusiva de toques na tela, oferecendo uma experiência mais natural e segura. Impacto para o Motorista Brasileiro e o Futuro Para o mercado brasileiro, a discussão é extremamente relevante. A durabilidade e a praticidade são fatores importantes na decisão de compra. Um interior excessivamente dependente de telas pode gerar preocupações com custos de manutenção a longo prazo, riscos de falha eletrônica e até mesmo a adaptação de diferentes gerações de motoristas, que podem ter diferentes níveis de familiaridade com interfaces digitais complexas. A Visão do Futuro da Indústria Automotiva A fala do CEO da Mercedes-Benz sinaliza uma possível mudança de paradigma, onde a sofisticação tecnológica será medida não apenas pela quantidade de telas, mas pela inteligência com que a interface é projetada para o uso humano. Espera-se que futuros modelos, inclusive os que chegarão ao Brasil, apresentem uma curadoria mais cuidadosa das funções que merecem um botão físico, aquelas que se beneficiam de um comando de voz, e as que realmente se encaixam em uma interface digital. O objetivo final é aprimorar a experiência de condução, tornando-la mais segura, intuitiva e agradável. A tendência digital continua, mas agora com um olhar mais crítico e centrado no motorista.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Onix Plus Premier 2026: Comprar ou Pensar? Análise CompletaMercado
1 ago 202611 min

Onix Plus Premier 2026: Comprar ou Pensar? Análise Completa

Análise Detalhada: Onix Plus Premier em Foco O Chevrolet Onix Plus Premier (R$ 125.290), sedã compacto topo de linha, busca relevância no mercado brasileiro. Apesar de prometer conectividade e equipamentos, a correia banhada a óleo gera ressalvas. Este resumo aborda os pontos positivos e negativos para auxiliar o consumidor na decisão de compra, conforme avaliação aprofundada. Pontos Fortes: Conectividade e Economia Tecnologia e Conforto a Bordo A conectividade é um destaque. A central multimídia MyLink de 11 polegadas oferece interface intuitiva e wireless para Android Auto/Apple CarPlay. O quadro de instrumentos digital (8 polegadas), conexão simultânea de dois celulares e Wi-Fi a bordo (OnStar) reforçam a experiência digital. O conforto vem de bancos ergonômicos em couro, ajustes completos na direção e cinto, bom espaço interno (2,60 m de entre-eixos) e porta-malas de 500 litros. Itens como ar-condicionado digital, chave presencial e assistente de estacionamento automático agregam praticidade. Baixo Custo de Manutenção e Consumo A economia pós-venda é um trunfo. O Onix Plus registra os menores custos de revisão e seguro da categoria, com valores bem abaixo dos rivais diretos. Em consumo, o motor 1.0 turbo automático impressiona: 8,5 km/l cidade/11,2 km/l estrada (etanol) e 12,2 km/l cidade/16 km/l estrada (gasolina), superando a concorrência e confirmando sua eficiência energética. Pontos Fracos: Desvalorização e Lacunas Desvalorização Alta e Suspensão Rígida A desvalorização é um ponto crítico: 26,8% em um ano, o maior entre veículos a combustão até R$ 150 mil, impactando a revenda. A suspensão rígida, exacerbada por pneus de alta calibração, compromete o conforto, especialmente para os passageiros traseiros em vias irregulares, aspecto relevante para o Brasil. Limitações do Motor e Falta de Segurança Avançada O motor 1.0 turbo flex, com injeção multiponto e 115 cv/16,8 kgfm, fica abaixo dos rivais (injeção direta, mais torque), resultando em retomadas mais lentas. A correia banhada a óleo, embora atualizada, exige manutenção específica e rigorosa. Em segurança, apesar dos seis airbags e alerta de ponto cego, faltam itens ADAS avançados (frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa), presentes em concorrentes na mesma faixa de preço, representando uma defasagem. Veredito para o Consumidor O Chevrolet Onix Plus Premier oferece forte conectividade e economia de uso, mas exige que o comprador pondere a alta desvalorização, o conforto da suspensão e a ausência de tecnologias de segurança ativa avançadas. É uma opção para quem prioriza tecnologia e baixo custo operacional, estando ciente de suas limitações.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte