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Novo VW Taos 2026: Reestilizado, Mais Barato e com Câmbio 8M

06 de fevereiro de 2026
9 min de leitura
Novo VW Taos 2026: Reestilizado, Mais Barato e com Câmbio 8M

Um Novo Capítulo para o Taos: Chega o Modelo 2026

O Volkswagen Taos sempre buscou seu lugar no disputado segmento de SUVs médios no Brasil, e a linha 2026 chega com a promessa de virar o jogo. Recebendo um significativo "glow up" e uma aguardada atualização mecânica, o modelo agora é importado da fábrica de Puebla, no México, a mesma que produz o Tiguan e o Jetta, deixando para trás a produção argentina. Essa mudança de nacionalidade trouxe consigo não apenas um visual renovado, mas também ajustes de preço para torná-lo mais competitivo, iniciando em R$ 199.990 na versão Comfortline e R$ 209.990 na Highline.

Transformações Visuais e de Acabamento

A reestilização do Taos é notável, especialmente na dianteira, que ganhou novos faróis e LEDs com um design em "X", grade com filete luminoso e o logotipo da VW que se acende, conferindo um ar mais sofisticado e alinhado aos carros chineses. As rodas de 18 ou 19 polegadas foram redesenhadas. Na traseira, as lanternas interligadas com acabamento fumê, inspiradas no T-Cross, e o logotipo traseiro luminoso em vermelho adicionam um toque de modernidade. No interior, uma grata surpresa é o acabamento emborrachado nas portas dianteiras e na parte superior do painel, elevando a percepção de qualidade acima de muitos rivais. A central multimídia flutuante de 10,1 polegadas com VW Play se destaca pelos gráficos, mas peca pela conectividade sem fio exclusiva para Apple CarPlay e pela ausência de câmera 360 graus. O ar-condicionado de duas zonas, com comandos táteis, é menos prático que botões físicos.

Desempenho e Consumo Revisados

Sob o capô, o motor 1.4 TSI turbo flex de 150 cv e 25,5 kgfm de torque permanece. A grande novidade mecânica é a introdução do câmbio automático de oito marchas, substituindo a antiga transmissão de seis velocidades. Em testes de pista, o Taos 2026 registrou 10,1 segundos no 0 a 100 km/h com gasolina. A nova caixa de câmbio contribui para uma condução mais suave na cidade, mantendo rotações baixas para economizar combustível e reduzir ruídos. Em rodovias, a oitava marcha funciona como um "overdrive", otimizando o consumo, que foi aferido em 11,7 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada com gasolina, superando os dados do Inmetro. O pacote de equipamentos inclui itens como Frenagem Autônoma de Emergência, seis airbags, ACC e detector de ponto cego, com a versão Highline adicionando mais assistentes.

Posicionamento no Mercado: Desafios e Concorrência

Apesar dos aprimoramentos, o Taos enfrenta um cenário cada vez mais desafiador. Seus pontos fortes incluem o porta-malas de 498 litros, o acabamento interno melhorado e a condução mais fluida com o novo câmbio. No entanto, o artigo aponta que, por seu preço, é difícil justificar a compra de um SUV apenas a combustão com uma "receita da década passada", especialmente diante da avalanche de SUVs híbridos chineses, como o BYD Song Pro e o GWM Haval H6 HEV, que oferecem consumo e desempenho superiores na mesma faixa de preço. Rivais consolidados como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross também continuam a exercer forte pressão. O Taos 2026, portanto, se apresenta como uma opção mais interessante e segura para o cliente conservador, mas a batalha no segmento médio permanece acirrada e dominada por alternativas eletrificadas. A desvalorização de 12% em um ano, segundo a Fipe, pode ser compensada por valores de revenda maiores em classificados, indicando boa liquidez no mercado de usados.

Novo VW Taos 2026: Reestilizado, Mais Barato e com Câmbio 8M
Embora o Volkswagen Taos seja o SUV médio da segunda fabricante que mais vende carros no país, é consenso que seu desempenho nas vendas sempre esteve aquém do esperado. Em outras palavras, o brasileiro não comprou a ideia — e, enquanto isso, Compass, Corolla Cross e os vários SUVs chineses lançados posteriormente nadaram de braçada nesse disputado segmento.
Bom, o Taos 2026 passou por um “glow up”, recebeu novo câmbio automático e ficou mais barato nessa reestilização de meia-vida. Dirigimos a versão Highline (R$ 209.990) para descobrir se, de fato, ele virou um “Tiguanzinho”. Ainda levamos o SUV reestilizado à pista do Rota 127 Campo de Provas para descobrir se a nova combinação interfere positivamente nos números.
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Antes, vamos às novidades: o Taos trocou de nacionalidade, mas ainda fala espanhol. Foi descontinuado em Buenos Aires (Argentina) e agora vem de Puebla (México), unidade que já abastece o mercado norte-americano. É a mesma fábrica de Tiguan e Jetta.
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Com a troca de fábrica veio um visual mais afiado, com novos faróis e LEDs (que formam um “X” no canhão), grade com filete luminoso (incluindo o logotipo da VW) e um para-choque mais invocado. As rodas de 18 ou 19 polegadas também foram redesenhadas e poderiam facilmente equipar uma versão R-Line — que, por enquanto, não existe.
Logotipo da Volkswagen agora é luminoso, criando um aspecto muito sofisticado
Renato Durães/Autoesporte
Para a traseira, a Volkswagen claramente se inspirou no T-Cross. Sai o design absolutamente sem graça do modelo argentino para dar lugar às lanternas interligadas com acabamento fumê da versão mexicana. Bebendo da fonte dos carros chineses, o logotipo traseiro da Volkswagen se acende na cor vermelha. É um jogo de luzes muito bonito, especialmente à noite, o que mostra que o “glow up” deu certo.
Semelhanças com o T-Cross são evidentes no Volkswagen Taos Highline 2026
Renato Durães/Autoesporte
Fiquei surpreso ao entrar na cabine e me deparar com o acabamento emborrachado nas portas dianteiras e em toda a parte superior do painel. O toque esbanja qualidade e faz inveja a carros nacionais mais caros, como o “primo rico” Audi Q3 produzido no Paraná. Nas portas traseiras, como de costume, continua o plástico duro, mas os materiais são de qualidade e a montagem se mostra sólida e robusta. Não há aquela sensação “oca” ao dar toques fortes na superfície.
Novo acabamento é uma das novidades do Volkswagen Taos 2026
Renato Durães/Autoesporte
Gostei da central multimídia flutuante de 10,1 polegadas que roda o sistema VW Play, com gráficos vívidos e cristalinos, embora escorregue ao oferecer conectividade sem fio e apenas para o Apple CarPlay. Donos de Android, dessa vocês ficaram de fora. Ah, e se for comprar um cabo, que seja do tipo USB-C — a única entrada disponível no SUV. Por fim, um carro desse porte merecia uma câmera 360 graus para auxiliar nas manobras em vagas apertadas, como nos chineses.
O ar-condicionado de duas zonas tem uso desnecessariamente complicado porque não há teclas, apenas superfícies táteis. É difícil mudar a temperatura ou a velocidade do vento sem olhar para o console, o que torna a experiência menos prática. A própria Volkswagen notou que a abordagem não foi bem--aceita e substituiu os comandos por botões físicos em outros mercados.
Bancos são confortáveis e têm ajustes elétricos
Renato Durães/Autoesporte
Outro item que falta ao Taos é tampa do porta-malas com abertura motorizada. Os rivais Compass e Corolla Cross oferecem o recurso. Imaginava que, por ter sido transferido para a fábrica do Tiguan no México, a Volkswagen instalaria o mecanismo. Por enquanto, não rolou. O porta-malas, vale lembrar, tem 498 litros e bom aproveitamento de espaço. Já o pacote de auxílios eletrônicos inclui ACC, frenagem automática de emergência e alerta de ponto cego.
Como anda?
Saiba como o Volkswagen Taos anda com o novo câmbio de oito marchas
Renato Durães/Autoesporte
Enfim, foi feita uma atualização mecânica. Sob o capô está o já conhecido — e longevo — motor 1.4 turbo flex da família TSI, com 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. A diferença fica por conta do câmbio automático que agora traz oito marchas, em comparação com as seis relações anteriores.
Motor: 1.4, turbo flex, injeção direta
Potência: 150 cv a 5.000 rpm
Torque: 25,5 kgfm a 1.500 rpm
Câmbio: automático, oito marchas
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: discos ventilados (diant.) e sólidos (tras.)
Motor 1.4 TSI do Taos é o mesmo que equipa o T-Cross
Renato Durães/Autoesporte
Aqui, vale um adendo. A marca havia promovido a alteração meses antes, ainda nas unidades argentinas pré-reestilização. Agora, com o restante das mudanças, pudemos testar o SUV para responder a perguntas como: Quanto isso pode interferir na dirigibilidade de um carro? Tem o mesmo atraso no pedal do acelerador de outros Volkswagen? Levamos o Taos ao Rota 127 Campo de Provas para descobrir.
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Com gasolina no tanque, o Taos levou 10,1 segundos para atingir 100 km/h — 0,8 s mais lento do que o dado declarado de fábrica. Já a retomada de 60 km/h a 80 km/h foi realizada em 4,1 s, o mesmo resultado que aferimos em 2021 com etanol, combustível que tem maior octanagem (resistência à detonação) e proporciona desempenho mais “aceso” ao SUV. Confira todos os resultados do Volkswagen Taos em pista ao final desta avaliação.
Central multim[idia é um dos destaques da cabine do Taos
Renato Durães/Autoesporte
Dirigindo no anda e para da cidade, o câmbio nem sequer aparenta ter sido substituído. Trocas de marcha são suaves e sem solavancos ou momentos de hesitação. Nota-se programação para manter o giro em rotações mais baixas com a finalidade de economizar combustível e reduzir ruídos. É aí que as duas marchas extras fazem diferença para desafogá-lo.
Quem viaja no banco traseiro tem saída de ar-condicionado para se refrescar
Renato Durães/Autoesporte
Dirigindo a 90 km/h em uma via expressa, o Taos logo avança da sexta para a oitava marcha de uma vez. O esforço torna-se menor para mantê-lo nessa velocidade, funcionando como uma espécie de “overdrive” (marcha de cruzeiro de alta eficiência). A reatividade se apresenta quando o motorista pisa abruptamente no acelerador: assim, o Taos reduz várias marchas em segundos para entregar o torque necessário em ultrapassagens e retomadas, sem o atraso que assombra os motores 1.0 turbo da marca.
Conjunto de suspensão é rígido o suficiente para garantir muito conforto ao rodar
Renato Durães/Autoesporte
Em nosso teste, aferimos o consumo de 11,7 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada com gasolina, voltando a superar os dados do Inmetro, que apontavam 11,1 km/l e 13,3 km/l, respectivamente. Esses resultados já não provocam brilho nos olhos de quem se acostumou com os SUVs híbridos plug-in chineses lançados aos montes nessa faixa de preço. O Song Pro GL, por exemplo, custa R$ 199.990, tem 235 cv e, dependendo da forma de dirigir, faz 30 km/l em ciclo urbano.
De um SUV sem molho e com visual careta, o Taos se transformou em algo mais interessante. O upgrade dos materiais da cabine e o estilo esportivo remetem ao Tiguan, o que pode ser uma correlação natural para quem pensa em adquiri-lo. Segue como uma escolha segura para um cliente mais conservador.
Dianteira tem linhas mais arredondadas e aplique de plástico cinza fosco no para-choque
Renato Durães/Autoesporte
Porém, por esse preço, é difícil indicar a compra de um carro a combustão com receita da década passada, mesmo com atualizações convincentes. A tendência é de que ele continue sofrendo com Compass e Corolla Cross, além, claro, dos rivais chineses, especialmente o já mencionado Song Pro e o GWM Haval H6 HEV, que parte de R$ 223 mil.
Pacote de equipamentos
Confira o que cada versão do Volkswagen Taos oferece, além do pacote de equipamentos
Renato Durães/Autoesporte
Taos Comfortline (R$ 199.990): Frenagem Autônoma de Emergência (AEB) com detecção de pedestre, seis airbags, alerta de frenagem de emergência (ESS) e controles de tração e estabilidade, ar-condicionado digital de duas zonas, banco do motorista com ajustes elétricos, carregador de celular por indução, câmera de ré, retrovisor interno eletrocrômico, faróis full-LED com acendimento automático, logo traseiro iluminado, controlador de velocidade, quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas, acesso por chave presencial, partida por botão, sensor de chuva, rodas de 18 polegadas e start-stop;
Taos Highline (R$ 209.990): mesmos itens da versão anterior mais assistentes de saída de faixa e de mudança de faixa, ACC, detector de ponto cego, grade com faixa de LED, bancos parcialmente de couro, rodas de 19 polegadas e seletor de modos de condução
Opcionais para a versão Highline: Pacote Bi-tone, com teto e retrovisores pintados de preto (R$ 1.770) e teto solar panorâmico (R$ 7.260)
Pontos positivos: Novo câmbio de oito marchas deixou a condução mais suave; acabamento está melhor
Pontos negativos: Com tantos SUVs híbridos, é difícil indicar um modelo só a combustão pelo mesmo preço
Porta-malas de 498 litros continua a a ser umdos pontos mais fortes do Volkswagen Taos 2026
Renato Durães/Autoesporte
Os concorrentes do Volkswagen Taos 2026
Se você se interessou em comprar o Volkswagen Taos 2026, também pode conferir os seguintes SUVs médios posicionados na mesma faixa de preço. Alguns deles são híbridos:
Jeep Compass Longitude - R$ 199.890
Toyota Corolla Cross XRX - R$ 207.990
Mitsubishi Eclipse Cross HPE - R$ 196.890
BYD Song Pro GS - R$ 199.990
Geely EX5 Pro - R$ 205.990
Caoa Chery Tiggo 8 Pro - R$ 196.990
Leapmotor C10 REEV - R$ 199.990
Desvalorização
De acordo com a tabela Fipe, o Taos tem desvalorização de 12% no período de um ano. No entanto, como vários outros carros da Volkswagen, é normal encontrá-lo por valores mais altos nos maiores classificados online. Portanto, o SUV reestilizado surge como opção para quem pretende trocar de carro sem sofrer com a depreciação na revenda.
Volkswagen Taos Highline 2026
Volkswagen Taos Highline 2026
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Fonte: Auto Esporte

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VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...Mercado
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VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...

O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

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Análise Detalhada: Onix Plus Premier em Foco O Chevrolet Onix Plus Premier (R$ 125.290), sedã compacto topo de linha, busca relevância no mercado brasileiro. Apesar de prometer conectividade e equipamentos, a correia banhada a óleo gera ressalvas. Este resumo aborda os pontos positivos e negativos para auxiliar o consumidor na decisão de compra, conforme avaliação aprofundada. Pontos Fortes: Conectividade e Economia Tecnologia e Conforto a Bordo A conectividade é um destaque. A central multimídia MyLink de 11 polegadas oferece interface intuitiva e wireless para Android Auto/Apple CarPlay. O quadro de instrumentos digital (8 polegadas), conexão simultânea de dois celulares e Wi-Fi a bordo (OnStar) reforçam a experiência digital. O conforto vem de bancos ergonômicos em couro, ajustes completos na direção e cinto, bom espaço interno (2,60 m de entre-eixos) e porta-malas de 500 litros. Itens como ar-condicionado digital, chave presencial e assistente de estacionamento automático agregam praticidade. Baixo Custo de Manutenção e Consumo A economia pós-venda é um trunfo. O Onix Plus registra os menores custos de revisão e seguro da categoria, com valores bem abaixo dos rivais diretos. Em consumo, o motor 1.0 turbo automático impressiona: 8,5 km/l cidade/11,2 km/l estrada (etanol) e 12,2 km/l cidade/16 km/l estrada (gasolina), superando a concorrência e confirmando sua eficiência energética. Pontos Fracos: Desvalorização e Lacunas Desvalorização Alta e Suspensão Rígida A desvalorização é um ponto crítico: 26,8% em um ano, o maior entre veículos a combustão até R$ 150 mil, impactando a revenda. A suspensão rígida, exacerbada por pneus de alta calibração, compromete o conforto, especialmente para os passageiros traseiros em vias irregulares, aspecto relevante para o Brasil. Limitações do Motor e Falta de Segurança Avançada O motor 1.0 turbo flex, com injeção multiponto e 115 cv/16,8 kgfm, fica abaixo dos rivais (injeção direta, mais torque), resultando em retomadas mais lentas. A correia banhada a óleo, embora atualizada, exige manutenção específica e rigorosa. Em segurança, apesar dos seis airbags e alerta de ponto cego, faltam itens ADAS avançados (frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa), presentes em concorrentes na mesma faixa de preço, representando uma defasagem. Veredito para o Consumidor O Chevrolet Onix Plus Premier oferece forte conectividade e economia de uso, mas exige que o comprador pondere a alta desvalorização, o conforto da suspensão e a ausência de tecnologias de segurança ativa avançadas. É uma opção para quem prioriza tecnologia e baixo custo operacional, estando ciente de suas limitações.

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Fonte: Auto Esporte