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Kia Besta: A Van que Concorreu com a Kombi e a Volta...

17 de março de 2026
5 min de leitura
Kia Besta: A Van que Concorreu com a Kombi e a Volta...

A Chegada Inovadora da Kia Besta no Brasil

Em 1993, dois anos após a reabertura das importações, a Kia Motors, sob a batuta de José Luiz Gandini, desembarcou no Brasil com uma estratégia ousada: atacar o segmento de comerciais leves. Enquanto as japonesas focavam em hatches e sedãs, a Kia apresentou a van de passageiros Besta e o caminhãozinho Ceres. A Besta chegou para rivalizar com a icônica Kombi, que à época já era o veículo mais antigo em produção no país. Apesar de custar até 90% a mais (entre US$ 17 mil e US$ 25 mil), a Besta justificava o preço com maior refinamento e soluções inteligentes para o espaço interno. Sua grande sacada era o motor central a diesel (inicialmente um 2.2L de 72 cv, depois um 2.7L de 80 cv), posicionado sob o banco do passageiro. Essa engenharia liberou os balanços dianteiro e traseiro, otimizando a capacidade cúbica da cabine para até 12 passageiros adultos ou 15 crianças, proporcionando mais dignidade e conforto aos ocupantes em comparação com a Kombi de motor traseiro. Além disso, a van oferecia versatilidade ao permitir a remoção ou rebatimento dos assentos, transformando-se facilmente em furgão ou uma grande área de descanso. Recursos como ar-condicionado, ar-quente e vidros elétricos sublinhavam seu posicionamento superior.

O Nome Inusitado e Sua Popularidade

O nome "Besta" gerou muitas histórias e brincadeiras no Brasil, mas sua origem é puramente pragmática: "Best A", ou "melhor", em inglês, com a letra "A" referindo-se a uma nota. A tipografia confusa do emblema e a conotação pejorativa em português consolidaram a interpretação local. A própria Kia se preocupava mais com a possível assimilação bíblica do termo (Livro do Apocalipse) do que com o humor popular. No entanto, essas peculiaridades não impediram a Besta de se tornar um fenômeno cultural e comercial. Rapidamente, ela se tornou figurinha carimbada em frente às escolas, transportando gerações de estudantes nos anos 1990 e 2000. Sua porta corrediça, com passageiros "pendurados" gritando nomes de bairros, virou um símbolo do transporte informal brasileiro, reforçando seu papel como um veículo de trabalho incansável e adaptável. O design funcional se estendia a detalhes como o reservatório de fluido de freio na coluna de direção e o triângulo/macaco escondidos na porta corrediça.

A Besta do Futuro: Kia PV5 Elétrica

Embora a última geração da Besta tenha se despedido do mercado brasileiro em 2005, o conceito de um utilitário versátil para passageiros e carga está prestes a ser resgatado. A Kia confirmou o lançamento do PV5 no Brasil para este ano, um utilitário elétrico que se posiciona como o sucessor espiritual da Besta. Apresentado no Salão do Automóvel, o PV5 promete uma concepção tão inovadora e modular quanto sua predecessora dos anos 90, mas agora com a modernidade da propulsão elétrica. Essa "Besta elétrica" carrega o DNA de funcionalidade e adaptabilidade que fez da Besta original um sucesso, provando que, de "besta", essa ideia não tem nada, mas sim muita visão para o futuro da mobilidade urbana e comercial.


Dois anos após a reabertura das importações de automóveis no Brasil, o empresário José Luiz Gandini bolava o plano para a apresentação de sua nova marca, a Kia Motors. Enquanto as fabricantes japonesas lançavam hatches e sedãs, como Corolla e Civic, mais refinados e equipados que os modelos nacionais, a empresa coreana teve a ideia de atacar outro segmento: o de comerciais leves. Assim chegaram, em 1993, a van de passageiros Besta e o caminhãozinho Ceres.
Kia Besta tinha o espaço interno como o seu ponto forte
Renato Durães/Autoesporte
A Besta marcou época — não somente pelo nome inusitado, cercado de histórias engraçadas. Era figurinha carimbada na frente das escolas ao longo dos anos 1990 e 2000 e também se tornou particularmente querida no “transporte informal”. Quem não se lembra das pessoas que ficavam penduradas na porta corrediça gritando nomes de bairros?
Eram segmentos de mercado dominados pela Kombi, que já era o carro mais antigo em produção no Brasil. A Besta chegou custando 90% a mais que a “velha senhora”: partia de US$ 17 mil na versão furgão e alcançava US$ 25 mil nos pacotes mais equipados. Mas de onde veio esse nome tão fora do comum? A resposta é tão simples quanto engraçada.
Bancos dianteiros levavam até três ocupantes
Renato Durães/Autoesporte
O nome tem origem na expressão “Best A” (de “melhor”, em inglês, com a letra “A” se referindo à nota). País lusófono que somos, Best A virou Besta, também graças a emblemas com tipografia confusa.
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A verdadeira preocupação da Kia, porém, não dizia respeito à sua conotação pejorativa, mas sim à assimilação bíblica que alguns clientes poderiam fazer, já que o termo é utilizado no Livro do Apocalipse. Quando a primeira unidade foi encomendada por um colégio de freiras, os envolvidos juntaram as mãos e deram “amém”.
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Emblema com o nome da van confundia os brasileiros, que renomearam o veículo por aqui
Renato Durães/Autoesporte
E a vocação “escolar” era justificada: 12 passageiros se acomodavam bem na cabine, cuja disposição era de três pessoas em cada uma das quatro fileiras — contando com um assento central na primeira, entre motorista e passageiro. Para os perueiros, havia uma versão com capacidade para 15 crianças. É a mesma lotação da Kombi, mas a Besta tinha uma sacada para proporcionar mais dignidade aos ocupantes: o posicionamento do motor.
Muitos adultos dos dias atuais foram para a escola em uma Kia Besta nos anos 1990 e 2000
Renato Durães/Autoesporte
Se a Kombi usava um motor traseiro que roubava espaço da cabine, a Besta trazia, em seus primeiros anos, o inovador propulsor de 2.184 cm³ a diesel com montagem central, instalado abaixo do banco do passageiro. Dessa forma, a Kia liberou espaço nos balanços dianteiro e traseiro, que foi aproveitado em capacidade cúbica para levar mais ocupantes ou carga.
Motor alocado na cabine melhorou o espaço da Kia Besta
Renato Durães/Autoesporte
Autoesporte testou o modelo de 1993 na época de seu lançamento, quando a van coreana precisou de eternos 31,9 segundos para atingir 100 km/h. Por outro lado, sua versatilidade foi reconhecida, pois era possível desparafusar os assentos e transformar a van de passageiros em furgão, ou até rebater todos os assentos para criar uma grande cama.
Kia Besta tinha ar-condicionado e função de ar-quente
Renato Durães/Autoesporte
Embora a última geração tenha se despedido do Brasil em 2005, a Besta já tem data para retornar. Isso porque sua proposta de transportar passageiros e carga será resgatada no PV5, novo utilitário elétrico confirmado para ser lançado no país neste ano. Apesar de ter outro nome, chega com uma concepção tão inovadora quanto a da sua predecessora dos anos 1990. De “besta” essa ideia não tem nada...
Painel concentrava os controles de ventilação, vidros elétricos e tinha até acendedor de cigarro
Renato Durães/Autoesporte
Posteriormente, esse motor 2.2 a diesel de 72 cv e 15,4 kgfm foi atualizado para o 2.7 de 80 cv que equipou a primeira geração da Besta até o fim de seu ciclo, em 1997. O modelo das imagens pertence ao acervo da Kia e tem pouco mais de 1.000 km no odômetro.
Kia PV5 é a Besta do futuro: elétrica, modular e cheia de truques
Exclusivo: Kia PV5, a 'Besta elétrica', será vendida no Brasil
Quem esteve no Salão do Automóvel conheceu a Kia PV5, a futura "Besta elétrica" que será lançada no Brasil
Leonardo Felix/Autoesporte
Mantida em condições originais desde então, não estava em condições de rodar. Infelizmente. Era um carro funcional: o reservatório do fluido de freio, por exemplo, foi parar na coluna de direção; já o triângulo e o macaco foram escondidos na porta corrediça.
Kia Besta 1997 - Ficha técnica
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Fonte: Auto Esporte

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AudiA5 AvantA6 Avant e-tron

Fonte: Auto Esporte

Injeção Direta: Potência, Eficiência e Cuidados Essenciais
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Injeção Direta: Potência, Eficiência e Cuidados Essenciais

## Entendendo a Injeção Direta: Potência e Eficiência na Medida Certa A injeção direta de combustível (DI) é uma tecnologia automotiva avançada que tem revolucionado a performance e a eficiência dos veículos, especialmente no mercado brasileiro. Diferente dos sistemas de injeção multiponto tradicionais, onde o combustível é pulverizado no coletor de admissão, a DI injeta a gasolina ou etanol diretamente dentro da câmara de combustão. Esse método permite um controle muito mais preciso da quantidade de combustível e do momento exato da injeção, resultando em uma queima mais eficiente e completa. Para o motorista, isso se traduz em ganhos significativos de potência e torque, mesmo em motores de menor cilindrada, como os populares 1.0 turbo que se tornaram onipresentes no Brasil. A eficiência energética também é aprimorada, resultando em menor consumo de combustível e, consequentemente, menores emissões. Esta tecnologia permite que os fabricantes extraiam mais desempenho de motores menores, alinhando-se às demandas por veículos mais econômicos e potentes. ## Manutenção Específica: Preservando a Longevidade do Seu Motor DI Embora os benefícios da injeção direta sejam inegáveis, sua sofisticação tecnológica exige atenção redobrada com a manutenção e os insumos utilizados. A durabilidade e o desempenho a longo prazo de um motor com injeção direta dependem criticamente da qualidade do combustível e do óleo lubrificante. ### A Escolha Certa de Combustível Motores DI são mais sensíveis à qualidade do combustível. A injeção direta na câmara de combustão, sob alta pressão e temperatura, torna o sistema mais suscetível à formação de depósitos de carbono nos bicos injetores e nas válvulas de admissão, especialmente com combustível de baixa qualidade ou adulterado. É fundamental utilizar combustíveis aditivados, conforme recomendação do fabricante, que contêm agentes detergentes dispersantes para manter o sistema limpo. A octanagem correta também é crucial para evitar a pré-ignição e garantir o pleno desempenho. ### O Papel Vital do Óleo Lubrificante O óleo lubrificante em motores de injeção direta tem uma função ainda mais crítica. Devido às altas temperaturas de operação e à presença de sistemas como o turboalimentador (comum nesses motores), o óleo precisa suportar condições extremas. A formulação deve ser específica para motores DI, geralmente de baixa viscosidade e com aditivos especiais que combatem a formação de depósitos de carbono (LSPI - Low Speed Pre-ignition) e protegem contra o desgaste. Utilizar o óleo errado pode acelerar o acúmulo de borra, prejudicar o turbo e comprometer seriamente a vida útil do motor. Sempre siga as especificações do manual do proprietário à risca, verificando as normas API, ACEA ou outras classificações exigidas. ## Dicas Práticas para o Motorista Brasileiro Para garantir que seu veículo com injeção direta entregue o máximo de potência e eficiência ao longo dos anos, algumas práticas são indispensáveis no dia a dia: - **Abasteça em Postos de Confiança:** Priorize postos com boa reputação para minimizar o risco de combustível adulterado. - **Atenção ao Manual:** O manual do proprietário é seu guia. Ele especifica o tipo exato de combustível e a especificação precisa do óleo lubrificante. - **Manutenção Preventiva:** Siga rigorosamente o plano de manutenção. Troca de velas, filtros de ar e combustível, e inspeção dos bicos injetores nos intervalos corretos são fundamentais. - **Não Negligencie Sinais:** Qualquer comportamento estranho do motor deve ser investigado prontamente por um profissional qualificado.

Injeção DiretaMotor TurboManutenção Automotiva

Fonte: Quatro Rodas

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Fonte: Auto Esporte