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Jetour S06 Híbrido: Preço, Consumo e Detalhes do Novo SUV

03 de fevereiro de 2026
12 min de leitura
Jetour S06 Híbrido: Preço, Consumo e Detalhes do Novo SUV

Jetour S06 no Brasil: Preço e Posicionamento

O aguardado Jetour S06, um SUV médio híbrido plug-in (PHEV), chega ao mercado brasileiro para intensificar a disputa no segmento. Com valores de pré-venda competitivos, a versão Advance custa R$ 199.900 e a Premium R$ 229.900. Pertencente ao Grupo Chery, mas sem ligação com a Caoa, a Jetour posiciona o S06 como uma alternativa de “mais por menos” frente a rivais como Geely EX5, Leapmotor C10 REEV, GWM Haval H6 (HEV2 e PHEV19) e BYD Song Plus. A estratégia é atrair clientes que buscam tecnologia eletrificada a um preço mais acessível, prometendo um reajuste de preços nos próximos meses que poderá definir sua competitividade final.

Design, Interior e Equipamentos: O que o S06 Oferece

Com um estilo que “destoa” dos jipes T1 e T2 da marca, o S06 aposta em um design urbano e sofisticado, com claras inspirações no Lamborghini Urus na dianteira. Suas dimensões são 4,61 m de comprimento e 2,72 m de entre-eixos, proporcionando um bom espaço interno, especialmente para os passageiros traseiros, que contam com um túnel central quase plano. Contudo, o porta-malas de 416 litros fica abaixo da média dos concorrentes, como os 560 litros do Haval H6.

O acabamento interno se destaca pela qualidade, com materiais variados como couro sintético, borrachas e imitação de madeira, transmitindo uma sensação premium. A central multimídia, de 12,8 polegadas (Advance) ou 15,6 polegadas (Premium), impressiona pela qualidade gráfica e fluidez, oferecendo Android Auto e Apple CarPlay sem fio. No entanto, a concentração de muitos comandos essenciais na tela, como o ajuste dos retrovisores, pode comprometer a praticidade. O S06 ainda oferece um pacote de equipamentos recheado, incluindo câmera 360° (ou 540° na Premium) e um sistema de gestão híbrida detalhado.

Desempenho e Consumo Híbrido: Vale a Pena?

Equipado com um motor 1.5 turbo a gasolina (135 cv) e um motor elétrico dianteiro (203 cv), o Jetour S06 entrega uma potência combinada de 315 cv e 52 kgfm de torque. O câmbio DHT gerencia o conjunto, alternando entre modos híbrido, elétrico ou a combustão. Em um primeiro contato em pista, notou-se uma certa anestesia na direção e um atraso na resposta inicial de aceleração, mesmo no modo Sport. Contudo, as retomadas de velocidade são vigorosas e quase instantâneas, sugerindo que o carro se comporta melhor em movimento do que partindo da inércia.

O grande trunfo do S06 é o consumo. Segundo o PBEV, ele pode atingir impressionantes 36,2 km/l na cidade e 28,9 km/l na estrada no modo híbrido, com autonomia puramente elétrica de 70 km (Inmetro). Em modo apenas a combustão, os números caem para 14 km/l (cidade) e 12,6 km/l (estrada). O sistema de recarga é versátil, suportando até 40 kW em DC (20% a 80% em 40 minutos) e 6,6 kW em AC, o que é um ponto positivo para a conveniência. A Jetour, embora nova no Brasil, planeja expandir sua rede de concessionárias e até investir em produção local SKD no futuro, demonstrando um compromisso de longo prazo com o mercado.

Jetour S06 Híbrido: Preço, Consumo e Detalhes do Novo SUV
O disputadíssimo segmento dos SUVs médios acaba de ganhar um novo integrante chinês para você, caro leitor, ficar ainda mais indeciso. Estamos falando do Jetour S06 híbrido plug-in, que chega ao Brasil a partir de março em duas versões, cujos valores de pré-venda já foram divulgados: Advance (R$ 199.900) e Premium (R$ 229.900).
Com a chegada de tantas marcas chinesas no Brasil, é normal ficar um pouco perdido. A Jetour iniciou sua operação final do ano passado e acabou de lançar os seus três primeiros carros por aqui: T1, T2 e nosso personagem de hoje, o S06. A empresa pertence ao Grupo Chery, mas, assim como a Omoda Jaecoo, não há relação com a Caoa.
Autoesporte teve o primeiro contato com o novo SUV em um evento realizado no Autódromo Velocitta, no interior de São Paulo, onde não pudemos testar suas verdadeiras qualidades urbanas. Foi possível, no entanto, ter uma primeira impressão sobre o S06.
Jetour S06: preços, versões e posicionamento
Jetour S06 é mais um SUV híbrido plug-in chinês a chegar ao Brasil
Cauê Lira/Autoesporte
Quem se atenta às etiquetas sabe que, nesta faixa de preço, o mercado brasileiro tem muitas opções de SUVs médios eletrificados, o que torna a vida do Jetour S06 complicada desde o princípio. E são carros com vários tipos de tecnologia.
Entre os elétricos, o S06 disputa com o Geely EX5 nas versões Pro (R$ 205.800) e Max (R$ 225.800). Partindo para os híbridos plug-in, o Leapmotor C10 REEV (R$ 199.990) é uma opção com pitadas de carro elétrico. Já o badalado GWM Haval H6 HEV2 (R$ 223 mil), é uma alternativa com propulsão híbrida paralela, sem recarga externa.
Num patamar acima, o BYD Song Plus (R$ 249.990) e GWM Haval H6 PHEV19 (R$ 248 mil) surgem como alternativas para quem estiver disposto a desembolsar mais dinheiro. Então, a Jetour aproveita a oportunidade de oferecer “mais por menos” contra as concorrentes chinesas.
Jetour S06: equipamentos, central multimídia e acabamento
Pacote de equipamentos do Jetour S06 é encorpado; veja abaixo
Cauê Lira/Autoesporte
A Jetour é uma marca chinesa focada em carros aventureiros, o que faz o S06 “destoar” no catálogo que também é formado por dois jipes. Tal proposta a fez receber os apelidos de “Land Rover chinesa”, ou até “Jeep chinesa”.
Dessa forma, a Jetour pretende focar bastante em clientes que prezam pelo estilo de vida, prometendo até clubes para encarar trilhas e outros eventos — o que soa esquisito, considerando que, por enquanto, a marca não oferece tração 4x4 em nenhum de seus modelos.
Faróis de LED são demarcados por muitas arestas, como no Lamborghini Urus
Cauê Lira/Autoesporte
Enquanto T1 e T2 apostam na roupagem voltada ao off-road, o S06 parece um carro “pé no chão” com estilo urbano. Todos são montados sobre a mesma plataforma Kunlun do Grupo Chery. A inspiração no Lamborghini Urus não poderia ser mais evidente, graças ao formato dos faróis e do para-choque. O logotipo da marca surge escrito à frente do capô.
Remova o logotipo da Jetour e tente adivinhar a marca: é quase impossível!
Cauê Lira/Autoesporte
A traseira é mais genérica, incorporando lanternas interligadas por um filete luminoso. Neste primeiro contato, me remeteu ao Neta X vendido no Brasil em 2025. No geral, o S06 tem visual que esbanja sofisticação e deve agradar o exigente cliente que aderiu às marcas chinesas.
Espaço traseiro é adequado para um carro de porte médio; o túnel central é quase plano
Cauê Lira/Autoesporte
Quanto às dimensões, tem 4,61 metros de comprimento, 1,91 m de largura, 1,69 m de altura e 2,72 m de entre-eixos. Como referência, H6 e Song Plus já estão na casa dos 4,75 m de comprimento. Embora o espaço interno seja bom — sobretudo na parte traseira da cabine, onde o túnel central é baixo — achei o ângulo de abertura das portas traseiras acanhado. É preciso fazer um pouco de contorcionismo para acessar a cabine.
Porta-malas fica devendo em comparação com os concorentes chineses
Cauê Lira/Autoesporte
Já o porta-malas tem tampa com abertura motorizada e 416 litros de capacidade. Este volume não brilha os olhos de quem conhece os suntuosos 560 litros disponíveis no Haval H6 — são 144 litros a mais. Todo o compartimento é forrado por carpete de boa qualidade, onde há iluminação de LED e um alçapão para esconder o kit de reparo dos pneus e o carregador emergencial.
Este bom acabamento se repete na cabine, onde o SUV tenta variar os materiais para incorporar um estilo mais incrementado. As portas traseiras têm plástico duro, mas as dianteiras — e toda a extensão do painel superior — trazem couro sintético com costuras aparentes e borracha. Há também um acabamento que imita madeira cinza com sensação ao toque que transmite qualidade.
Ao centro do console está o carregador de celular por indução, absolutamente exposto a qualquer um que circule ao redor do carro. Este equipamento deveria ser posicionado em uma região mais discreta, como no andar inferior do console.
Painel é bem montado e tem variedade de materiais interessante
Cauê Lira/Autoesporte
A versão Advance oferece central multimídia de 12,’’, enquanto o modelo Premium que avaliamos neste primeiro contato traz a tela de 15,6’’. O design flutuante, como um tablet, coloca este equipamento num lugar de destaque no painel demarcado por linhas horizontais. Em ambos os casos, a conexão Android Auto e Apple CarPlay é sem fio.
Reservei um tempo para “fuçar” todas as funções da central multimídia e me surpreendi com a qualidade do sistema. Os gráficos são vívidos e cristalinos como um smartphone de última geração. Já a reação ao toque é rápida. Há um menu fixo com todas as funções do ar-condicionado digital de duas zonas.
Câmera 360° ajuda a manobrar em áreas apertadas
Cauê Lira/Autoesporte
Como os carros de praticamente todas as marcas chinesas, o Jetour S06 tem um menu exclusivo para gerenciar o sistema híbrido. Alí é possível acompanhar o consumo de energia, programar a recarga e travar o nível da bateria entre 20% e 70% no SOC (“State of Charge”).
Diagrama do sistema hibrido mostra todas as informações sobre o SUV médio
Cauê Lira/Autoesporte
O Jetour ainda permite acompanhar o consumo isolado de combustível e eletricidade, recurso este que auxilia o motorista a encontrar a forma mais eficiente de guiar. Neste breve contato não foi possível navegar por todas as funções, mas você pode conferir a lista completa dos equipamentos por versão ao fim da avaliação.
Ainda sobre a central multimídia, a Jetour concentrou diversas funções do carro exclusivamente na tela. É o caso, por exemplo, dos ajustes dos retrovisores: o volante multifuncional se torna um joystick, dificultando uma tarefa que deveria ser prática. Algumas funções do SUV podem ser acessadas pelo comando de voz, mas o uso ainda é limitado, assim como nos "primos" Jaecoo 7 e Tiggo 7.
Jetour S06: motor, consumo e dirigibilidade
Motor a combustão entrega apenas 135 cv e 20,4 kgfm. Mas fique tranquilo: a bateria não descarrega
Cauê Lira/Autoesporte
Sob o capô, o S06 traz o motor 1.5 turbo a gasolina com injeção direta que equipa outros carros do Grupo Chery — mas não o Tiggo 7, que mantém a injeção multiponto. Sozinha, a unidade a combustão entrega 135 cv e 20,4 kgfm.
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Este motor estará sempre amparado por uma máquina elétrica dianteira que desenvolve 203 cv e 31,1 kgfm, alimentada pela bateria de 19,4 kWh. Os números combinados são 315 cv e 52 kgfm. Já o câmbio DHT tem uma marcha com múltiplas relações e funciona como o “maestro” do conjunto híbrido plug-in — podendo alternar entre modo híbrido, elétrico ou somente a combustão.
Motor 1.5 turbo é usado em outros carros do Grupo Chery
Cauê Lira/Autoesporte
De capacete e balaclava, sem uma condição adequada para avaliar um carro que tem a economia de combustível como proposta, parti em direção à pista do Velocitta para dar algumas voltas. Existe certa anestesia no comportamento da direção, que não transmite a sensação precisa do atrito entre os pneus e o asfalto quente do interior de São Paulo.
O volante, pequeno e levemente achatado, tem excelente empunhadura. Já o controle de estabilidade atua para frear as rodas traseiras e manter o SUV na trajetória, mas sua tendência de sair de frente, especialmente em curvas rápidas, é notória.
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Este trajeto incluiu uma reta para testar a aceleração partindo da imobilidade. Cravo o pé no acelerador aliviando o pedal do freio e… o SUV demora a responder. O S06 leva ao menos um segundo para entender que precisa reagir, embora os números de fábrica apontem o 0 a 100 km/h em honestos 7,8 segundos. Ao fim da reta, notei que o SUV estava em modo “Eco”, que beneficia a eficiência energética ao sacrificar o desempenho.
Dei mais uma volta, dessa vez testando os limites do carro e causando o destracionamento das rodas de propósito. O comportamento dianteiro volta a ser indireto por conta da suspensão maleável, mas o controle de estabilidade atuou para corrigir a rota. Na partida de aceleração, desta vez em modo “Sport”, o SUV voltou a repetir o atraso na entrega de potência e torque.
Jetour S06 tem retomadas vigorosas
Divulgação
Todavia, uma característica chamou atenção nesta segunda oportunidade na reta da pista: as retomadas são sempre acesas e vigorosas, em qualquer velocidade. Isso foi comprovado nas saídas de curva, onde a reatividade foi praticamente instantânea — então, curiosamente, o S06 é melhor em movimento do que partindo da imobilidade.
Por conta do teste em pista, não pude avaliar se o controle de cruzeiro adaptativo (ACC) é confiável. Tampouco soube se o sistema de permanência em faixa funciona bem ou se, à moda chinesa, o SUV fica “ziguezagueando” de um lado para o outro. O sensor de ponto cego jamais se acendeu por conta da distância de segurança mantida entre os carros na pista. Mas fica aqui o registro de que o S06 oferece estes e outros itens de segurança, que serão devidamente avaliados uma vez que ele estiver em nossa redação para um teste mais completo.
Jetour S06: sistema híbrido, recarga e consumo
Plugue de recarga suporta carregadores AC e DC
Cauê Lira/Autoesporte
Como estava em pista, não medi o consumo de combustível. Mas, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o S06 pode aferir 36,2 km/l na cidade e 28,9 km/l na estrada com os motores a combustão e elétrico trabalhando juntos. Somente com o motor a gasolina atuando, os números vão para 14 km/l em circuito urbano e 12,6 km/l em trajeto rodoviário. A autonomia puramente elétrica é de 70 km, já de acordo com o Inmetro.
Vale lembrar que o órgão de aferição faz os ensaios em condições extremas. O primeiro é com a bateria cheia e propulsão no modo elétrico. Logo, os 36,2 km/l são uma conversão do consumo elétrico em km/l. O segundo consumo, bem pior, é realizado com a bateria descarregada e com propulsão apenas do motor a combustão. Assim que possível, avaliaremos o consumo de combustível em um ciclo mais realista.
Um trunfo do S06 é o sistema de recarga, que suporta estações de alta tensão. A potência máxima é de 6,6 kW em estações de corrente alternada (AC) e 40 kW em corrente contínua (DC). De acordo com a Jetour, a recarga de 20% a 80% acontece em até 40 minutos; ao plugá-lo numa tomada residencial, são necessárias 7 horas.
Conclusão
O que a Jetour precisa fazer para que o S06 se torne um carro interessante?
Cauê Lira/Autoesporte
O Jetour S06 chega com grandes expectativas ao Brasil, mas briga por espaço no segmento mais disputado da atualidade. Mais do que isso, o SUV médio está na linha de frente do processo de divulgação da marca no país. Fundada em 2018, poucos conhecem a Jetour por aqui; talvez esta seja a primeira vez que você, leitor, lê sobre a nova empresa.
Pelo que oferece, o S06 é um carro inegavelmente bem posicionado, mas isso passará também pelo reajuste de preços prometido pela marca ao longo dos próximos meses. Se ficar muito mais caro, pode esbarrar em concorrentes mais incrementados. Confira abaixo a lista dos equipamentos disponíveis por versão.
Jetour S06 Advance (R$ 199.900): chave presencial com partida remota do motor (à distância), ar-condicionado digital de duas zonas com saída de ar para os bancos traseiros, acabamento interno em couro sintético, central multimídia com tela de 12,8 polegadas sensível ao toque e conexão sem fio de Apple CarPlay e Android Auto sem fio, cinco portas USB (três tipo C e duas tipo A), sensor de estacionamento traseiro, banco do motorista com ajustes elétricos, três modos de condução (Economy, Comfort e Sport), câmera 360º, faróis e lanternas de LED e rodas de liga leve de 18 polegadas.
Jetour S06 Premium (R$ 229.900): todos os equipamentos da versão Advance + central multimídia de 15,6 polegadas, bancos dianteiros com aquecimento e resfriamento, banco do motorista com 10 ajustes elétricos e função memória, sensores dianteiros de estacionamento, câmera 540º, rodas de liga leve de 20 polegadas e pacote de segurança com nível 2 de recursos ADAS descrito acima.
Pontos positivos: consumo, espaço interno, pacote de equipamentos e recarga rápida
Pontos negativos: desempenho, capacidade do porta-malas e falta de praticidade (muitos comandos integrados à central multimídia)
Estrutura da Jetour no Brasil
Embora tenha o respaldo da gigante chinesa Chery, a Jetour é uma novata. Neste primeiro momento, seus carros chegam ao Brasil pelo Porto de Vitória (ES), mas existe o plano de investir na produção nacional no arranjo SKD no futuro. A linha de montagem brasileira será uma entre as 15 fábricas espalhadas pelo mundo que a marca chinesa espera ter até meados de 2030.
Até lá, a Jetour expande sua rede de concessionárias no Brasil. Em meados de março, a marca terá 60 pontos de venda espalhados pelos principais estados — número que deve chegar a uma centena até o final de 2026. São os primeiros passos de uma nova história...
Jetour S06 - Ficha técnica
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Fonte: Auto Esporte

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O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

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Análise Detalhada: Onix Plus Premier em Foco O Chevrolet Onix Plus Premier (R$ 125.290), sedã compacto topo de linha, busca relevância no mercado brasileiro. Apesar de prometer conectividade e equipamentos, a correia banhada a óleo gera ressalvas. Este resumo aborda os pontos positivos e negativos para auxiliar o consumidor na decisão de compra, conforme avaliação aprofundada. Pontos Fortes: Conectividade e Economia Tecnologia e Conforto a Bordo A conectividade é um destaque. A central multimídia MyLink de 11 polegadas oferece interface intuitiva e wireless para Android Auto/Apple CarPlay. O quadro de instrumentos digital (8 polegadas), conexão simultânea de dois celulares e Wi-Fi a bordo (OnStar) reforçam a experiência digital. O conforto vem de bancos ergonômicos em couro, ajustes completos na direção e cinto, bom espaço interno (2,60 m de entre-eixos) e porta-malas de 500 litros. Itens como ar-condicionado digital, chave presencial e assistente de estacionamento automático agregam praticidade. Baixo Custo de Manutenção e Consumo A economia pós-venda é um trunfo. O Onix Plus registra os menores custos de revisão e seguro da categoria, com valores bem abaixo dos rivais diretos. Em consumo, o motor 1.0 turbo automático impressiona: 8,5 km/l cidade/11,2 km/l estrada (etanol) e 12,2 km/l cidade/16 km/l estrada (gasolina), superando a concorrência e confirmando sua eficiência energética. Pontos Fracos: Desvalorização e Lacunas Desvalorização Alta e Suspensão Rígida A desvalorização é um ponto crítico: 26,8% em um ano, o maior entre veículos a combustão até R$ 150 mil, impactando a revenda. A suspensão rígida, exacerbada por pneus de alta calibração, compromete o conforto, especialmente para os passageiros traseiros em vias irregulares, aspecto relevante para o Brasil. Limitações do Motor e Falta de Segurança Avançada O motor 1.0 turbo flex, com injeção multiponto e 115 cv/16,8 kgfm, fica abaixo dos rivais (injeção direta, mais torque), resultando em retomadas mais lentas. A correia banhada a óleo, embora atualizada, exige manutenção específica e rigorosa. Em segurança, apesar dos seis airbags e alerta de ponto cego, faltam itens ADAS avançados (frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa), presentes em concorrentes na mesma faixa de preço, representando uma defasagem. Veredito para o Consumidor O Chevrolet Onix Plus Premier oferece forte conectividade e economia de uso, mas exige que o comprador pondere a alta desvalorização, o conforto da suspensão e a ausência de tecnologias de segurança ativa avançadas. É uma opção para quem prioriza tecnologia e baixo custo operacional, estando ciente de suas limitações.

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Fonte: Auto Esporte