Voltar para Notícias
Mercado

GWM Haval H9: Análise Completa de Prós e Contras do SUV

21 de fevereiro de 2026
10 min de leitura
GWM Haval H9: Análise Completa de Prós e Contras do SUV

GWM Haval H9: Análise Completa do Novo SUV Diesel 7 Lugares

O GWM Haval H9 chega ao mercado brasileiro como um SUV de sete lugares a diesel, visando competir com Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer. Com preço de R$ 329 mil e montado em Iracemápolis (SP), o modelo foca em uma proposta robusta. Este resumo destaca os principais motivos para considerar sua compra e os pontos que merecem atenção antes da decisão final.

Pontos Fortes do GWM Haval H9

Capacidade Off-Road e Espaço Interno Generoso

O Haval H9 impressiona no fora-de-estrada. Mesmo com motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm, sua tração 4x4 com bloqueio de diferenciais e modos de condução específicos garantem performance em terrenos difíceis. Ângulos de ataque (31°) e imersão (80 cm) superam rivais, complementados pela suspensão robusta e câmera 360° "invisível". Com 4,95 m de comprimento e 2,85 m de entre-eixos, é maior que o SW4, oferecendo amplo espaço interno para sete ocupantes, com bancos corrediços e porta-malas de 791 litros (sem a terceira fila).

Tecnologia, Conforto e Custo-Benefício Atrai

O interior mescla estilo robusto com modernidade, exibindo painel digital de 10" e central multimídia de 14,6" com conectividade sem fio. Itens de conforto incluem carregador por indução, teto solar panorâmico, ajustes elétricos nos bancos e ar-condicionado digital de três zonas. O pacote ADAS nível 2 e seis airbags de série elevam a segurança. Com preço competitivo de R$ 329 mil, o H9 é significativamente mais barato que seus concorrentes diretos. Sua garantia de 10 anos ou 250 mil km para componentes principais é um diferencial agressivo no segmento.

Aspectos a Ponderar Antes da Decisão

Desempenho do Motor e Freios

Apesar da robustez, o motor 2.4 turbodiesel do H9 é menos potente (184 cv) que os rivais (SW4: 204 cv, Trailblazer: 207 cv). O peso de 2.525 kg impacta no 0 a 100 km/h (13 segundos). O sistema de freios, embora a disco nas quatro rodas, apresenta um pedal com sensação "borrachuda", exigindo mais força para uma parada eficiente, característica observada em outros GWM.

Acabamento e Inconvenientes Pontuais

O acabamento interno, apesar de bem equipado, utiliza muitos plásticos rígidos, especialmente em portas e parte do painel. Os bancos são confortáveis, mas pecam nos apoios laterais. Outro ponto é a vulnerabilidade do estepe, localizado sob a carroceria. Por fim, a haste da seta não desativa automaticamente de forma precisa, gerando certa confusão, um problema crônico da marca.

GWM Haval H9: Análise Completa de Prós e Contras do SUV
O Haval H9 foi uma das grandes novidades da GWM em 2025. O SUV grande a diesel estreou com o objetivo de brigar com modelos como Toyota SW4, líder do segmento, e também Chevrolet Trailblazer. Para isso, apostou em um preço competitivo, que agora está em R$ 329 mil.
O SUV de sete lugares chegou ao lado da primeira picape média da marca chinesa, a Poer P30, e é montado na fábrica de Iracemápolis (SP). Autoesporte testou a versão única do jipão e te conta agora cinco razões que justificam a compra e outras cinco que fazem o consumidor pensar duas vezes. Confira!
5 razões para comprar o GWM Haval H9
1 - Desempenho off-road
Preciso começar falando do desempenho no fora-de-estrada. O Haval H9 é equipado com o motor 2.4 turbodiesel de 184 cv de potência e 48,9 kgfm de torque. E, embora seja menos potente que os rivais diretos, algo que vamos abordar mais à frente neste texto, o conjunto da obra tem o off-road como habitat natural.
Isso se dá pelo motivo de o jipão ter tração 4x4 com bloqueio dos diferenciais central e traseiro, que fazem da terra um parque de diversões. Na prática, o H9 não passa nenhum sufoco na hora de enfrentar obstáculos, mesmo com o carro carregado.
Console central traz atalhos para mudar modos de condução no GWM Haval H9
Divulgação
Essa vocação se prova ainda mais com o sistema 4x4 ligado e com o modo de condução “lama” ativado — ao todo são três para o off-road, contando também areia e neve. E foi exatamente essa a sensação durante o trajeto cheio de pedras, buracos e lama.
O ângulo de ataque é de 31° (no SW4, são 29°), fazendo com que o carro supere barreiras sem esforço. Fora isso, tem capacidade para imersão de até 80 cm. Quando o assunto é suspensão, mesmo sendo grandalhão, o H9 mostra estabilidade e conforto, graças ao conjunto com braços duplos sobrepostos na dianteira e multilink na traseira. Já a câmera 360° ajuda com a função "invisível", que permite ver o solo abaixo da carroceria.
2 - Espaço interno dos bons
GWM Haval H9 2026 tem espaço de sobra na cabine, sendo maior que o principal rival, o SW4
Divulgação
O apelido “jipão” se encaixa muito bem ao Haval H9, já que ele é (bem) grande. Ao todo, o SUV de sete lugares da GWM mede 4,95 metros de comprimento, 1,98 m de largura, 1,93 m de altura e 2,85 m de entre-eixos. Todo esse porte proporciona um espaço generoso na cabine. Para se ter uma ideia, ele é 16 centímetros mais comprido que o SW4, além de ter um entre-eixos 11 cm maior.
Os bancos da segunda fileira, importante dizer, são corrediços, o que facilita o acesso à terceira fila de assentos, bem como ajuda a ter uma comodidade maior para as pernas. Portanto, mesmo pessoas mais altas (mais de 1,80 m) vão conseguir sentar de forma confortável.
Já o espaço da terceira fileira é, surpreendentemente, agradável. Isso, claro, pensando que por si só já será um pouco mais apertado na disposição. Com os meus (modestos) 1,60 m de altura, consegui me acomodar no último assento, mesmo achando que o encosto lombar mais reto deixa a posição ruim para a coluna.
GWM Haval H9 2026 - porta-malas
Divulgação
Um detalhe é que os dois últimos bancos estão posicionados sobre o eixo traseiro, o que faz o assoalho ser mais elevado e compromete o conforto naquela parte da cabine. Por fim, de acordo com a marca, sem a última fileira de bancos, o Haval H9 oferece 791 litros no porta-malas, sendo 88 l com os sete assentos montados.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
Importante dizer que a GWM não divulgou a litragem no padrão VDA, que é o mais tradicional, portanto os números são mais otimistas que os do Toyota SW4, que oferece 500 litros (cinco lugares) ou 180 litros (sete lugares) em seu bagageiro.
3 - Equipamentos de sobra
GWM Haval H9 2026 traz duas telas gigantes na cabine e o painel é configurável
Divulgação
Por dentro, o GWM Haval H9 traz um estilo que, curiosamente, mescla o rústico com a modernidade. De um lado, são duas grandes telas para quadro de instrumentos (10 polegadas) e central multimídia (14,6 polegadas) com conexões sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Por outro, para os fãs de botões, como eu, há vários, para comandar ventilação e modos de condução.
Chega a ser curioso o nível de tecnologia em um carro com proposta voltada para o off-road. Mesmo se o condutor quiser dirigir o H9 na lama, vai desfrutar de itens de conforto como carregador de celular por indução, teto solar panorâmico, ajustes elétricos nos bancos do motorista e passageiro, estribos laterais retráteis e ar-condicionado digital de três zonas.
GWM Haval H9 2026 vem equipado com teto solar panorâmico
Divulgação
Não por menos, o SUV grande da Haval também vem equipado com o pacote Adas nível 2 com sistemas de assistência ativa ao motorista. A lista inclui frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego e controle de velocidade adaptativo (ACC). Além disso, são seis airbags de série, incluindo os de cortina.
4 - Garantia de 10 anos
GWM Haval H9 2026 tem design bem quadradão
Divulgação
A GWM oferece condições interessantes para os seus modelos a diesel. Ao todo, são dez anos de garantia de fábrica ou 250 mil quilômetros rodados. O período cobre itens como motor, transmissão, eixos, freios, caixa de direção e ar-condicionado. Para os demais componentes, como acabamentos internos, suspensão, entre outros, o prazo é de cinco anos.
Ainda sim, é bem acima da média no segmento. O único rival que consegue brigar de forma direta nesse quesito é o Toyota SW4, que também oferece dez anos de garantia ou 200 mil km. Mas, no caso da marca japonesa, o programa tem esse prazo estendido quando o dono do SUV realiza as cinco primeiras revisões programadas na rede autorizada.
Teste: GWM Haval H9 é jipão mais barato que os rivais e esbanja tecnologia
Vídeo: GWM Haval H9 é SUV de 7 lugares maior e mais barato que Toyota SW4
Teste: GWM Haval H6 HEV promete te levar longe com bom custo-benefício
5 - Custo-benefício
GWM Haval H9 2026 estreou no Brasil por R$ 309 mil, mas já aumentou R$ 20 mil na tabela
Divulgação
Além da garantia chamativa, o Haval H9 tem um preço muito competitivo, entregando uma lista de equipamentos interessante e amplo espaço interno. Movimento, aliás, inteligente da marca, visto que o líder da categoria, o SW4, mantém a liderança há bons anos.
Como dissemos, o SUV da GWM custa R$ 329 mil, o que faz dele (absurdos) R$ 95 mil mais barato que o rival da Toyota que, em sua versão de sete assentos, tem preço de R$ 424.590. Já o Chevrolet Trailblazer, outro oponente, tem valor de tabela em R$ 419.990, uma diferença de R$ 90 mill. Ou seja, o H9 veio com uma forte ofensiva no mercado.
5 razões para pensar bem antes de comprar o GWM Haval H9
1 - Menos potente que os rivais
GWM Haval H9 2026 traz motor 2.4 turbodiesel
Divulgação
No Brasil, o Haval H9 divide o conjunto mecânico com a Poer P30. Ou seja, o motor 2.4 turbodiesel de 184 cv de potência, aliado ao câmbio automático de 9 marchas, e isso faz dele menos potente que os principais oponentes. Até então, o modelo com a menor cavalaria era o Pajero Sport com 190 cv, que acaba de sair de linha em nosso mercado. Como comparação, o SW4 tem 204 cv e o Trailblazer, 207 cv.
GWM Haval H9 2026 tem vocação natural para o fora de estrada
Divulgação
Nesse ponto, aproveito para dizer que, durante meu teste com o SUV, notei que é possível sentir o peso de 2.525 kg na direção. Esse também é um dos motivos para o leve atraso que senti na arrancada, apesar de não haver “sobra” do motor. Mas, até aí, não é nada muito diferente do que acontece com SW4 e Trailblazer, por exemplo.
Initial plugin text
Uma questão curiosa é que o 0 a 100 km/h do H9 é mais lento que o da Poer P30. Enquanto o SUV leva 13 segundos para fazer o trajeto, a picape média faz em 11,2 s. Ainda assim, em contrapartida, o “delay” é compensado pela força, já que 50% do torque do motor são entregues logo a 1.000 rpm.
2 - Pedal do freio alongado
O pedal de freio do GWM Haval H9 é mais borrachudo e passa uma sensação de não ser tão preciso
Divulgação
Apesar da potência inferior, o que realmente me incomodou no Haval H9 foi o sistema de freios. Apesar de ser a disco nas quatro rodas, o conjunto sofre do mesmo mal do H6: pedal borrachudo e com impressão de que o motorista precisa de mais força para conseguir parar o SUV de mais de 2 toneladas e meia. Essa sensação fica ainda mais clara quando se dirige na estrada.
3 - Estepe vulnerável
GWM Haval H9 2026 tem compartimento com volume de até 10 kg na traseira
Divulgação
Se você pensou que o estepe ficava no compartimento traseiro, pendurada na tampa do porta-malas, está enganado, já que este é um surpreendente compartimento de carga extra com capacidade para até 10 kg. Porém, existe sim um pneu extra e ele se encontra na parte debaixo da carroceria.
Por que essa questão está entre os pontos negativos? Bom, é muito comum ocorrências de furto de estepes nessa posição, por serem mais fáceis de serem acessados e roubados. Portanto, é importante comprar um cadeado resistente para prender de forma mais segura o pneu sobressalente do GWM Haval H9 e evitar possíveis dores de cabeça.
4 - Acabamento
GWM Haval H9 tem boa lista de equipamentos, mas deixa a desejar no acabamento com muito plástico rígido
Divulgação/GWM
Embora a lista de equipamentos e a vida a bordo do Haval H9 me agrade bastante, confesso que esperava mais do acabamento. Nos últimos anos, vimos carros chineses acessíveis, como o próprio BYD Dolphin Mini, com ótimos materiais no interior e, justamente por isso, achei que o SUV grande deixa a desejar.
O acabamento não é primoroso, com plástico duro nas portas e em parte do painel, com pontos específicos de tecido sensível ao toque. No entanto, os bancos, dotados de aquecimento, são bastante confortáveis, deixando a desejar apenas nos apoios laterais menos proeminentes, o que faz com que as costas fiquem soltas.
5 - Seta não volta para o lugar
GWM Haval H9 2026 tem um problema crônico na seta, também presente em outros carros da marca
Divulgação
Não, você não leu errado! Pode parecer algo muito pequeno para estar entre os pontos negativos, mas esse é um problema crônico que atinge outros carros da GWM, como o elétrico Ora 03.
Assim que você aciona a seta do H9 (seja para a direita ou esquerda), a haste volta para a posição central. Com isso, acaba demorando para desativar, mesmo após o motorista realizar a manobra necessária, como mudar de faixa ou entrar numa vaga, por exemplo.
Essa questão gera até uma certa confusão, porque, por algumas vezes durante o teste, tentei desativá-la jogando a haste para o lado oposto. E, ao invés de desligar, ela acionava a seta para o outro lado. Então, é o item que encerra a lista!
GWM Haval H9 - Ficha técnica
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas

GWMHaval H9SUVdiesel7 lugaresoff-roadcusto-benefíciogarantiaVisão Veicularvisaoveicular

Fonte: Auto Esporte

Ler artigo original

Leia também

VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...Mercado
2 ago 20261 min

VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...

O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Carros Elétricos: Brasil Acelera Enquanto Mundo Recua?Mercado
2 ago 20265 min

Carros Elétricos: Brasil Acelera Enquanto Mundo Recua?

O Cenário Global e a Realidade Brasileira da Eletrificação As vendas de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) apresentam um contraste marcante entre o cenário global e o brasileiro em 2026. Enquanto o mundo registra uma desaceleração, o Brasil experimenta um crescimento exponencial, levantando questões sobre a singularidade do nosso mercado. A nível global, houve uma queda de 11% nas vendas no primeiro semestre, impulsionada pelo fim ou redução de políticas públicas de incentivo, que sustentaram o crescimento por quase uma década. Além disso, conflitos comerciais, como as taxas de importação elevadas dos EUA sobre veículos chineses e os ajustes tarifários na União Europeia, contribuíram para a alteração na geografia das vendas. A própria China, que já foi motor do crescimento, anulou isenções tributárias e proibiu a guerra de preços interna, resultando em aumento de custos e, consequentemente, queda nas vendas. Este cenário indica o fim de uma era de incentivos e o início de um período onde a competitividade do produto é primordial. O Boom no Brasil e Seus Motivos Em contrapartida, o mercado brasileiro de eletrificados floresceu, registrando um crescimento impressionante de 147,5% no primeiro semestre de 2026, com carros elétricos e híbridos somando mais de 215 mil unidades vendidas. O Brasil se beneficia por estar alguns anos atrasado em relação a mercados mais maduros, aprendendo com os acertos e erros alheios. Curiosamente, nosso país nunca teve um programa nacional de incentivo comparável aos grandes mercados, mas mesmo assim, os eletrificados representam cerca de 18% do mercado de leves e quase 60% do crescimento absoluto do setor. Fatores-Chave do Crescimento Nacional O sucesso dos veículos eletrificados no Brasil pode ser atribuído a uma combinação de fatores atrativos para o consumidor. Competitividade e Escolha do Consumidor Motoristas brasileiros estão adotando a eletrificação por encontrarem uma vasta diversidade de produtos com alta competitividade, tecnologia embarcada avançada, garantias estendidas, a promessa de um custo operacional mais baixo e, notavelmente, uma agressiva guerra de preços entre as montadoras. A desaceleração do mercado chinês também desempenha um papel, incentivando a exportação de veículos para mercados em crescimento como o Brasil, aumentando a oferta e a concorrência. A Importância da Diversidade Energética O Brasil está construindo sua própria transição energética, com uma abordagem "eclética e regionalizada". Em vez de focar exclusivamente em elétricos puros, o país valoriza uma gama de tecnologias que se alinham melhor com sua realidade e matriz energética. Isso inclui etanol, combustíveis flex, híbridos leves, híbridos flex, híbridos plug-in, elétricos puros, biocombustíveis e biogases. A capacidade tecnológica nacional, as inovações próprias e uma indústria com boa escala permitem ao Brasil se destacar na América do Sul, com um mercado em crescimento e potencial para escalar essas tecnologias regionalmente. Perspectivas para o Motorista Brasileiro A desaceleração global não sinaliza um fracasso dos eletrificados, mas sim a necessidade de uma base sustentável sem incentivos maciços. O Brasil emerge como um exemplo notável, crescendo impulsionado pela competição, tecnologia de ponta a custos acessíveis, a riqueza de seus biocombustíveis e biogases, e, acima de tudo, pela liberdade de escolha do consumidor. Para o motorista brasileiro, isso significa um futuro com mais opções de veículos eficientes e tecnológicos, adaptados às particularidades do país, embora a ausência de uma política de longo prazo estruturada ainda seja um desafio a ser superado para defender os interesses nacionais.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte

CEO Mercedes: 'Fomos longe demais' sem botões em carrosTecnologia
1 ago 20261 min

CEO Mercedes: 'Fomos longe demais' sem botões em carros

A Reflexão da Mercedes-Benz: O Retorno dos Botões Físicos? A indústria automotiva tem passado por uma revolução digital, com a remoção progressiva de botões e comandos manuais em favor de telas sensíveis ao toque e interfaces digitais. No entanto, o CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, surpreendeu ao admitir que a empresa – e a indústria como um todo – pode ter "ido longe demais" nessa busca pela minimalismo digital. Essa declaração acende um debate crucial sobre a usabilidade, segurança e a experiência do motorista moderno, ressoando especialmente no cenário automotivo brasileiro. O Reconhecimento da Mercedes-Benz e Seus Desafios Källenius, em um raro momento de autocrítica de um líder de uma montadora premium, indicou que a obsessão por remover cada botão físico em prol de superfícies lisas e telas gigantes pode ter tido efeitos adversos. A prioridade de uma experiência visualmente limpa e futurista muitas vezes colidiu com a praticidade e a intuitividade necessárias durante a condução. Para motoristas brasileiros, acostumados com realidades de trânsito variadas e por vezes desafiadoras, a necessidade de acesso rápido e sem desvios visuais a funções essenciais como climatização, volume ou ajuste de espelhos é fundamental. A distração causada pela navegação em menus digitais complexos para tarefas simples pode comprometer a segurança, um ponto que a Mercedes, conhecida por sua engenharia de segurança, não pode ignorar. O Equilíbrio entre Tecnologia e Usabilidade A admissão de Källenius não significa um abandono completo da tecnologia touchscreen, mas sim uma busca por um equilíbrio mais sensato. A tendência de eletrificação e digitalização dos veículos é irreversível, mas a forma como essa tecnologia é implementada está sob revisão. A questão central passa a ser: como integrar avanços tecnológicos sem sacrificar a funcionalidade básica e a segurança? Segurança e Intuitividade no Centro do Design A ergonomia e a segurança devem ser os pilares do design de interiores automotivos. Comandos físicos, por sua natureza tátil, permitem que o motorista ajuste configurações sem tirar os olhos da estrada. Isso é especialmente crítico em situações de emergência ou em ambientes urbanos densos. A indústria, ao invés de meramente substituir, precisa integrar as novas tecnologias de forma que complementem, e não compliquem, a interação humana com o veículo. A voz e o feedback tátil (háptico) são alternativas promissoras que podem reduzir a dependência exclusiva de toques na tela, oferecendo uma experiência mais natural e segura. Impacto para o Motorista Brasileiro e o Futuro Para o mercado brasileiro, a discussão é extremamente relevante. A durabilidade e a praticidade são fatores importantes na decisão de compra. Um interior excessivamente dependente de telas pode gerar preocupações com custos de manutenção a longo prazo, riscos de falha eletrônica e até mesmo a adaptação de diferentes gerações de motoristas, que podem ter diferentes níveis de familiaridade com interfaces digitais complexas. A Visão do Futuro da Indústria Automotiva A fala do CEO da Mercedes-Benz sinaliza uma possível mudança de paradigma, onde a sofisticação tecnológica será medida não apenas pela quantidade de telas, mas pela inteligência com que a interface é projetada para o uso humano. Espera-se que futuros modelos, inclusive os que chegarão ao Brasil, apresentem uma curadoria mais cuidadosa das funções que merecem um botão físico, aquelas que se beneficiam de um comando de voz, e as que realmente se encaixam em uma interface digital. O objetivo final é aprimorar a experiência de condução, tornando-la mais segura, intuitiva e agradável. A tendência digital continua, mas agora com um olhar mais crítico e centrado no motorista.

Leia mais

Fonte: Quatro Rodas

Onix Plus Premier 2026: Comprar ou Pensar? Análise CompletaMercado
1 ago 202611 min

Onix Plus Premier 2026: Comprar ou Pensar? Análise Completa

Análise Detalhada: Onix Plus Premier em Foco O Chevrolet Onix Plus Premier (R$ 125.290), sedã compacto topo de linha, busca relevância no mercado brasileiro. Apesar de prometer conectividade e equipamentos, a correia banhada a óleo gera ressalvas. Este resumo aborda os pontos positivos e negativos para auxiliar o consumidor na decisão de compra, conforme avaliação aprofundada. Pontos Fortes: Conectividade e Economia Tecnologia e Conforto a Bordo A conectividade é um destaque. A central multimídia MyLink de 11 polegadas oferece interface intuitiva e wireless para Android Auto/Apple CarPlay. O quadro de instrumentos digital (8 polegadas), conexão simultânea de dois celulares e Wi-Fi a bordo (OnStar) reforçam a experiência digital. O conforto vem de bancos ergonômicos em couro, ajustes completos na direção e cinto, bom espaço interno (2,60 m de entre-eixos) e porta-malas de 500 litros. Itens como ar-condicionado digital, chave presencial e assistente de estacionamento automático agregam praticidade. Baixo Custo de Manutenção e Consumo A economia pós-venda é um trunfo. O Onix Plus registra os menores custos de revisão e seguro da categoria, com valores bem abaixo dos rivais diretos. Em consumo, o motor 1.0 turbo automático impressiona: 8,5 km/l cidade/11,2 km/l estrada (etanol) e 12,2 km/l cidade/16 km/l estrada (gasolina), superando a concorrência e confirmando sua eficiência energética. Pontos Fracos: Desvalorização e Lacunas Desvalorização Alta e Suspensão Rígida A desvalorização é um ponto crítico: 26,8% em um ano, o maior entre veículos a combustão até R$ 150 mil, impactando a revenda. A suspensão rígida, exacerbada por pneus de alta calibração, compromete o conforto, especialmente para os passageiros traseiros em vias irregulares, aspecto relevante para o Brasil. Limitações do Motor e Falta de Segurança Avançada O motor 1.0 turbo flex, com injeção multiponto e 115 cv/16,8 kgfm, fica abaixo dos rivais (injeção direta, mais torque), resultando em retomadas mais lentas. A correia banhada a óleo, embora atualizada, exige manutenção específica e rigorosa. Em segurança, apesar dos seis airbags e alerta de ponto cego, faltam itens ADAS avançados (frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa), presentes em concorrentes na mesma faixa de preço, representando uma defasagem. Veredito para o Consumidor O Chevrolet Onix Plus Premier oferece forte conectividade e economia de uso, mas exige que o comprador pondere a alta desvalorização, o conforto da suspensão e a ausência de tecnologias de segurança ativa avançadas. É uma opção para quem prioriza tecnologia e baixo custo operacional, estando ciente de suas limitações.

Leia mais

Fonte: Auto Esporte