Ford Everest: SUV Robusto Chega ao Brasil com DNA Ranger

Ford Everest: A Chegada Confirmada ao Brasil?
Apesar do cancelamento da produção na Argentina devido a altos impostos, a Ford mantém firme o plano de introduzir o SUV Everest no mercado brasileiro. A notícia foi confirmada pelo CEO da marca na América do Sul, Martín Galdeano, durante o Salão de Detroit, reforçando que o modelo está no radar e com grandes chances de desembarcar por aqui. A estratégia da Ford é clara: aproveitar a excelente aceitação da picape Ranger e posicionar o Everest como um concorrente direto para SUVs de grande porte, como Toyota SW4, Chevrolet Trailblazer, Mitsubishi Pajero Sport e o GWM Haval H9. A vinda agora seria da Tailândia, de onde o modelo já é exportado para diversos mercados globais, garantindo a sua disponibilidade. Galdeano enfatizou o desejo da empresa de trazer o veículo, reconhecendo o grande público interessado no Brasil.
DNA Robusto da Ranger com Toque de Sofisticação
O Ford Everest é um autêntico "SUV raiz", construído sobre um chassi separado da carroceria, compartilhando a robusta arquitetura T6 da Ranger. Essa base garante não apenas durabilidade, mas também a capacidade off-road esperada de um veículo desse segmento. O parentesco com a picape é evidente no design da dianteira, nos motores, em diversas peças da carroceria e no painel interno. Contudo, o Everest se destaca por oferecer um conforto superior, especialmente na suspensão traseira, que substitui os feixes de molas da Ranger por molas helicoidais e barra estabilizadora, mantendo o eixo rígido para maior robustez. Em termos de dimensões, o SUV supera o SW4, com 4,91 metros de comprimento, oferecendo mais espaço interno para seus até sete passageiros e um porta-malas versátil com capacidade de 259 a 898 litros.
Potencial de Motores e Desempenho no Brasil
No cenário global, o Everest é oferecido com motorizações diesel e a gasolina. Entre as opções a diesel, destacam-se o 2.0 biturbo de 210 cv e 51 kgfm, e o potente 3.0 V6 turbodiesel de 250 cv e 61,2 kgfm. Ambos trabalham em conjunto com uma transmissão automática de 10 marchas e podem ter tração 4x2 ou 4x4, com reduzida e bloqueio do diferencial nas versões de topo, conferindo excelente capacidade de reboque de até 3.500 kg. Uma grande aposta para o Brasil é o motor 2.3 turbo EcoBoost a gasolina de 300 cv e 45,4 kgfm, que já equipa modelos como F-150 e Mustang. A Ford já confirmou que este propulsor será flex para a Ranger (versões Tremor e híbrida plug-in), tornando sua oferta no Everest uma possibilidade muito real e estratégica para o mercado nacional.

Apesar de ter anunciado que não produzirá o Everest na fábrica de General Pacheco (Argentina), a Ford continua firme nos planos de lançar o SUV no Brasil. Em conversa com Autoesporte durante o Salão de Detroit, o CEO da marca na América do Sul, Martín Galdeano, confirmou que o modelo segue no radar e com grandes chances de desembarcar por aqui.
A própria Ford constatou que há bastante público para o modelo no Brasil e adiantou que trabalha para trazer o Everest ao país. A expectativa é que a marca aproveite o sucesso da Ranger no mercado e posicione o SUV de forma estratégica para concorrer com Toyota SW4, Chevrolet Trailblazer, Mitsubishi Pajero Sport e GWM Haval H9.
A ideia inicial era produzir o modelo na Argentina ao lado da Ranger e abastecer toda a região no mesmo esquema que a Toyota já faz com o SW4. No entanto, os planos foram cancelados em razão dos altos impostos cobrados no país vizinho. Agora, o Everest deve chegar ao Brasil a partir da Tailândia, de onde já sai para diversos mercados globais.
“Nós estamos trabalhando nisso. Eu quero o Everest no Brasil e sei que muita gente também quer, então está nos nossos planos. Confia que queremos [o carro] por lá”, disse Martín Galdeano, CEO da Ford na América do Sul.
Ford Everest é rival direto do Toyota SW4
Divulgação
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Everest é versão SUV da Ranger
Baseado na arquitetura T6 da Ranger, o Everest é um típico “SUV raiz” construído com chassi separado da carroceria. Além da plataforma, o modelo compartilha com a picape média os motores, peças externas da carroceria, painel e diversos outros componentes mecânicos.
Ford Everest tem praticamente o mesmo design da Ranger na dianteira
Divulgação/Ford
A suspensão dianteira é basicamente a mesma nos dois veículos, mas o Everest se diferencia por oferecer uma configuração mais confortável. Isso porque o conjunto traseiro dispensa os feixes de molas da picape e adota molas helicoidais e barra estabilizadora, mantendo o eixo rígido.
Em dimensões, o Everest mede 4,91 metros de comprimento, 1,92 m de largura, 1,84 m de altura e 2,90 m de entre-eixos. Em comparação com o SW4, é quase 12 cm mais comprido.
Painel do Everest é compartilhado com a irmã Ranger
Divulgação/Ford
Motores do Everest
No mercado internacional, o SUV é vendido com motores 2.0 diesel biturbo de 210 cv de potência e 51 kgfm de torque ou 3.0 V6 turbodiesel de 250 cv e 61,2 kgfm de força. Em todos os casos o câmbio é sempre automático de 10 marchas. A tração é 4x2 ou 4x4 nas versões de entrada e sempre 4x4 nos modelos de topo. Dados de fábrica indicam capacidade de reboque de 3.500 kg.
Ford Everest leva até sete passageiros
Divulgação
Outra opção é o motor 2.3 turbo EcoBoost a gasolina de 300 cv e 45,4 kgfm de torque, também associado ao câmbio automático de 10 marchas e à tração 4x4 (incluindo reduzida e bloqueio do diferencial). O propulsor é o mesmo já usado em modelos como F-150, Mustang, Bronco e até pela própria Ranger em alguns mercados estrangeiros.
No Brasil, a Ford já confirmou que este motor será flex e passará a ser usado por duas versões da Ranger em breve: a aventureira Tremor e a aguardada híbrida plug-in. A oferta do mesmo powertrain no Everest é uma possibilidade, conforme apurado por Autoesporte.
Ford Everest tem receita de "SUV raiz" com chassi separado da carroceria
Divulgação
Internamente, o Everest tem o mesmo painel da irmã picape, mas com espaço otimizado para os passageiros. O modelo leva até sete ocupantes, como os principais concorrentes, e tem porta-malas com capacidade para 259 ou 898 litros, dependendo da configuração dos assentos.
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Fonte: Auto Esporte
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