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BYD Dolphin Mini vs Geely EX2 Pro: Qual elétrico por R$...

29 de abril de 2026
10 min de leitura
BYD Dolphin Mini vs Geely EX2 Pro: Qual elétrico por R$...

Duelo de Elétricos de Entrada: BYD Dolphin Mini vs. Geely EX2 Pro

O mercado brasileiro de carros elétricos de entrada está agitado com o confronto entre o consolidado BYD Dolphin Mini e o recém-chegado Geely EX2 Pro. Ambos, na faixa dos R$ 120 mil, miram consumidores que buscam o primeiro veículo elétrico, além de motoristas de aplicativo e taxistas. O Dolphin Mini sai na frente com seu preço de R$ 119.990, mais acessível que os R$ 123.800 do EX2 Pro.

Custos e Detalhes da Garantia

Em termos financeiros, o Geely EX2 Pro compensa a diferença de preço com um seguro cerca de mil reais mais barato e custos de revisão ligeiramente menores. A garantia de oito anos para a bateria e seis para o veículo é comum, mas ambos reduzem para dois anos em uso comercial. O BYD tem "letras miúdas" em itens como suspensão e multimídia, com coberturas menores. Visualmente, o Dolphin Mini aposta em um design mais ousado, enquanto o EX2 Pro segue linhas minimalistas.

Espaço, Equipamentos e Performance em Destaque

O Geely EX2 Pro se sobressai significativamente em espaço interno. Com um entre-eixos de 2,65 metros, proporciona um conforto superior aos passageiros traseiros, equiparado a SUVs médios, além de oferecer saídas de ar e USB-C. Seu porta-malas de 375 litros, somado a um "frunk" de 70 litros, totaliza 445 litros, superando os modestos 230 litros do Dolphin Mini.

Interior, Ergonomia e Dinâmica

Em equipamentos, ambos são bem completos. O BYD Dolphin Mini, no entanto, oferece uma experiência de usuário mais refinada, com central multimídia giratória mais intuitiva, ajustes elétricos e de profundidade do volante, carregador por indução e acabamento superior.

Na performance, o EX2 Pro, com seus 116 cv e tração traseira, acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, deixando para trás o Dolphin Mini de 75 cv, que leva 14,5 segundos. O Geely também demonstra melhor desempenho em retomadas e possui maior vão livre do solo, facilitando a condução em vias brasileiras. A suspensão do Dolphin Mini, otimizada pela BYD, oferece maior firmeza e conforto, enquanto a do EX2, apesar da calibração Renault, ainda apresenta mais balanço.

Autonomia, Carga e Veredito Final

A autonomia Inmetro é similar, com o EX2 Pro (289 km) ligeiramente à frente do Dolphin Mini (280 km). A recarga rápida favorece o Geely, que aceita até 70 kW (30% a 80% em 21 minutos), contra 40 kW do BYD (30% a 80% em 30 minutos).

O Vencedor do Comparativo

Apesar da grande vantagem de vendas do Dolphin Mini, o Geely EX2 Pro vence o comparativo. Seu desempenho superior, amplo espaço interno, maior porta-malas e custos de seguro/revisão mais vantajosos conferem a ele o melhor custo-benefício. O Dolphin Mini, por sua vez, se destaca pelos equipamentos, suspensão aprimorada e preço inicial ligeiramente menor. No entanto, o conjunto do EX2 Pro o posiciona como o vencedor deste duelo, embora a BYD já planeje atualizações futuras para o Dolphin Mini, prometendo acirrar ainda mais a disputa.

BYD Dolphin Mini vs Geely EX2 Pro: Qual elétrico por R$...
Gostaria de começar este comparativo com um pedido: resgate sua criança interior e imagine que a vida é um grande jogo de tabuleiro. A partida da vez trata do universo dos carros elétricos, que tem como líder absoluto de vendas o BYD Dolphin Mini. Porém, um novato chinês chegou para desafiar seu reinado: o Geely EX2 Pro. Ambos são boas opções para quem busca comprar seu primeiro carro elétrico, mas, na faixa de R$ 120 mil, também são alvo de motoristas de aplicativo e taxistas. Então acomode-se, pois os dados serão lançados para descobrir quem vence essa disputa.
A primeira fase do jogo, claro, é sobre custos. O preço de R$ 119.990 do Dolphin Mini chama a atenção — e ele começa na frente, já que recentemente o EX2 ficou mais caro, passando a custar R$ 123.800 na versão de entrada, a Pro. Os dois se armam com garantia de oito anos para a bateria e de seis anos para o veículo. Porém, se você pretende fazer uso comercial, ambos reduzem para dois anos a garantia para o carro.
No caso da BYD, ainda existem algumas pegadinhas, já que itens como amortecedores, suspensão e multimídia têm cobertura menor, de três anos. Para o EX2 Pro, a limitação é de 150 mil km.
As revisões dos dois veículos devem ser feitas a cada 12 meses ou 20 mil km rodados. Os custos são bem parecidos, com uma diferença de apenas R$ 611 nos cinco primeiros serviços, sendo o EX2 mais em conta. Para evitar surpresas ruins pelo caminho, também é importante adquirir um seguro, que fica, em média, em R$ 4.897 para o BYD e R$ 3.861 para o Geely — portanto, mil reais mais barato. Assim, o EX2 Pro avança no tabuleiro.
Geely EX2 Pro e BYD Dolphin Mini GS se enfrentam no mercado brasileiro no segmento de elétricos de entrada
Renato Durães/Autoesporte
Visualmente, os competidores seguem direções opostas. O Geely EX2 aposta em um design minimalista e arredondado, com faróis de LED alongados. Já o BYD Dolphin Mini é um personagem mais ousado e futurista, com vincos e lanternas conectadas. Suas rodas de liga leve de 16” complementam o visual, que, particularmente, me agrada mais. Por outro lado, o rival tem rodas de 15” com calotas.
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O novato, entretanto, rouba a cena quando o assunto é porte, quesito que o leva a assumir a liderança no jogo. Com seu entre-eixos de 2,65 metros, equivalente ao de um SUV médio como o Toyota Corolla Cross, o espaço para quem viaja na segunda fileira é surpreendente. Os passageiros contam ainda com recursos como saída de ar-condicionado, portas USB-C e um compartimento de 28 litros sob o banco traseiro — itens ausentes no Dolphin Mini, que tem 2,50 m de entre-eixos. Em comprimento, o EX2 é exatamente 36 centímetros maior.
Do lado esquerdo, o pora-malas do Geely EX2 com 375 litros e, do direito, o do BYD Dolphin Mini com 230 litros
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O volume do porta-malas é outro fator decisivo na disputa. O Geely oferece bagageiro de 375 litros — o mesmo de um Volkswagen T-Cross — somado a um compartimento extra de 70 l sob o capô dianteiro, totalizando 445 l de volume. É um “inventário” de respeito se comparado aos modestos 230 l do Dolphin Mini, que flerta com a capacidade de subcompactos de entrada, como o Fiat Mobi (215 l). É bom lembrar que nenhum deles tem estepe, apenas um kit de reparo emergencial.
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No quesito equipamentos — e olhando para rivais a combustão na mesma faixa de preço —, ambos são generosos, com seis airbags, freio de estacionamento eletrônico, monitoramento de pressão dos pneus, sensor de estacionamento traseiro e câmeras de ré. No BYD Dolphin Mini, contudo, as imagens são de melhor qualidade e há função 360 graus.
BYD Dolphin Mini traz telas menores, mas sua central multimídia é mais intuitiva
Renato Durães/Autoesporte
A central multimídia de 14,6” do EX2 é fácil de mexer, mas até então tinha como penalidade a falta de conexão para Android Auto e Apple CarPlay. Ainda bem que a Geely resolveu essa questão em uma atualização recente. No entanto, o sistema da BYD me agrada mais, mesmo com uma tela (que é giratória) menor, de 10,1”. O menu é simples, todas as funções são facilmente encontradas. Além disso, tem mais botões e atalhos para o ar-condicionado, o que facilita a vida a bordo.
Geely EX2 deve carregador por indução, mas oferece variedade de porta-objetos
Renato Durães/Autoesporte
É o Dolphin Mini, portanto, que ganha a disputa de dados da vez, já que ainda tem ajustes de altura e de profundidade do volante, painel de instrumentos configurável, carregador de celular por indução e ajuste elétrico no banco do motorista. Sem falar no acabamento, que é mais refinado, com uma boa mistura de texturas ausente no rival.
Geely EX2 Pro tem um espaço baixo do capô com 70 litros extras
Renato Durães/Autoesporte
BYD Dolphin Mini x Geely EX2 Pro: dando “partida”
Chegamos a outro ponto decisivo do jogo: a dinâmica. Você deve ter se perguntado onde fica o motor do EX2, já que sob o capô há um compartimento extra. Pois bem, o motor elétrico é instalado no eixo traseiro. Ou seja, esse é um dos poucos carros (elétricos ou não) com tração traseira disponíveis no Brasil.
Geely EX2 Pro é versão de entrada do hatch elétrico
Renato Durães/Autoesporte
Com 116 cv de potência e 15,4 kgfm de torque, o Geely precisou de 9,7 segundos para ir de zero a 100 km/h em nossos testes no Campo de Provas Rota 127. O conjunto garante uma aceleração gradual e mais esperta que a dos 75 cv e 13,8 kgfm do Dolphin Mini. Os 41 cv de diferença se refletem no desempenho, visto que o BYD cumpre o zero a 100 km/h em longos 14,5 s, mesmo sendo 61 kg mais leve que o rival (1.239 kg contra 1.300 kg).
Vão livre maior do BYD Dolphin Mini ajuda em lombadas
Renato Durães/Autoesporte
Ambos são espertos na cidade, ainda que o Geely tenha uma dinâmica melhor. Nas retomadas, por exemplo, o estreante supera com fôlego o rival, com destaque para a prova de 60 km/h a 100 km/h, feita em 5 s. O BYD, por sua vez, precisou de 8,3 s. A distância em relação ao solo tem diferença de 5 cm (11 cm para o BYD e 16 cm para o Geely), e isso se reflete muito no momento de passar por lombadas, valetas e outros obstáculos urbanos.
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Por outro lado, o Dolphin Mini surpreende na ergonomia, graças aos ajustes elétricos e à possibilidade de alterar a profundidade do volante. Confesso que não sou muito fã de banco inteiriço (presente nos dois), por achar desconfortável para ajustar uma boa posição para a cabeça, mas o do BYD é mais agradável.
Do lado direito, o espaço na segunda fileira do Geely EX2 Pro e, do direito, o do BYD Dolphin Mini
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Caso você não saiba, a Geely é parceira da Renault no Brasil, o que ajudou na hora de tropicalizar a suspensão do EX2, que tem um ajuste mais acertado em virtude da experiência de uma marca que conhece bem o público brasileiro. Porém, admito que esperava um pouco mais de firmeza, pois senti que o hatch balança bastante — mesmo com um conjunto mais refinado, com suspensão traseira multilink.
Mas aí vem a surpresa. Embora a suspensão traseira do Dolphin Mini seja por eixo de torção, a BYD cumpriu sua promessa de fazer ajustes mais do que necessários para deixar o carro mais confortável, corrigindo seu principal alvo de críticas. A fabricante não fala exatamente no que mexeu, mas a diferença é perceptível, já que o hatch ficou bem mais firme.
BYD Dolphin Mini GS é 41 cv menos potente que o rival da Geely
Renato Durães/Autoesporte
Os rivais, inclusive, têm algumas características parecidas, como o pedal do freio sensível. O do Geely, contudo, é mais alongado: é preciso pisar mais fundo para parar o carro por completo. Mas esse detalhe não se reflete na capacidade de frenagem, uma vez que o EX2 se sai muito bem. De 100 km/h a zero, por exemplo, a diferença em nosso teste de frenagem foi de 1 metro (veja na ficha técnica).
Como estamos falando de carros elétricos, nada mais justo do que encerrar com os números de consumo. Com uma bateria de 39,4 kWh, o Geely EX2 tem autonomia declarada de 289 km, segundo o Inmetro. Já o Dolphin Mini vem com uma bateria de 38 kWh, que possibilita rodar 280 km com apenas uma carga. Isso mostra que, mesmo com pouca diferença na capacidade, o EX2 tem um alcance maior. Ainda sim, nossas médias de consumo ficaram bem próximas — o modelo da Geely se saiu ligeiramente melhor, principalmente na estrada.
Geely EX2 Pro 2026 é mais potente e tem melhor desempenho que o BYD Dolphin Mini
Renato Durães/Autoesporte
O tempo de “recarga de energia” também favorece o novato. O EX2 aceita cargas rápidas de até 70 kW, indo de 30% a 80% em apenas 21 minutos. Já o Dolphin Mini limita-se a 40 kW, e precisa de 30 minutos para recuperar o mesmo nível de carga.
Olho no lance
Antes de anunciarmos o vencedor, é importante falar de mercado. No primeiro bimestre deste ano, o EX2 vendeu 1.124 unidades, contra 7.723 do Dolphin Mini. Mesmo com vendas abaixo do rival, o Geely fez tanto sucesso que o estoque inicial de lançamento se esgotou antes de atender à demanda, o que fez com que os números caíssem de forma significativa em fevereiro, para menos de 200 vendas, exigindo da marca uma corrida contra o tempo para trazer mais carros para o Brasil.
BYD Dolphin Mini GS (esquerda) é mais equipado que o rival Geely EX2 Pro (direita)
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O sucesso não acontece à toa, já que o estreante entrega performance, bom espaço interno e porta-malas mais espaçoso, além de revisões e seguro mais em conta. O Dolphin Mini ficou longe de fazer feio: é mais equipado e tem melhor ajuste de suspensão por um preço ligeiramente menor. Entretanto, no último lance de dados e contando os pontos extras, é o EX2 que leva a grande vitória nessa partida.
Mas pense bem, pois a BYD prepara atualizações importantes para o Dolphin Mini, como a implementação de um LiDar com tecnologias avançadas de direção autônoma, até pouco tempo reservado apenas para carros de luxo. Que venham as próximas rodadas.
VENCEDOR: Geely EX2
Geely EX2 Pro vence o comparativo pelo custo-benefício
Renato Durães/Autoesporte
O Geely EX2 termina o jogo como vencedor pelo melhor desempenho, o que é ajudado pelos 41 cv a mais, além da performance nas retomadas e frenagens. Pontos como espaço interno, volume do porta-malas e custos mais em conta de seguro e revisões pesaram, tornando o modelo mais atrativo do que o rival.
Seu bolso
*Cesta de peças: Retrovisor direito, farol direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro de ar (elemento), filtro de ar do motor, jogo de quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível (se aplicável)
**Seguro: O valor é uma média entre as cotações das principais seguradoras do país com base no perfil padrão de Autoesporte, sem bônus
Teste
Dados da montadora
Itens
Notas
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Fonte: Auto Esporte

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Fonte: Auto Esporte