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52 SUVs em 2026: Lançamentos Confirmados no Brasil

05 de fevereiro de 2026
10 min de leitura
52 SUVs em 2026: Lançamentos Confirmados no Brasil

O Explosivo Mercado de SUVs no Brasil em 2026

O cenário automotivo brasileiro está em plena efervescência, com o segmento de SUVs se consolidando como a força motriz do mercado. Em 2025, dos 2,5 milhões de veículos leves novos vendidos, impressionantes 1,1 milhão foram SUVs, representando 54,9% de todos os carros de passeio. Para 2026, essa porcentagem promete crescer ainda mais, impulsionada pela chegada de, no mínimo, 52 novos modelos ao país. O ano já começou agitado, com a Jetour introduzindo três SUVs (S06, T1, T2), o retorno do Kia Sorento e a chegada do novo Volkswagen Taos. Este é apenas o prelúdio para os próximos meses, que trarão mais 47 lançamentos de pelo menos 28 fabricantes diferentes.

Destaques dos Lançamentos: Inovação e Expansão

O ano de 2026 será marcado por uma intensa diversificação de ofertas, com foco em eletrificação, a entrada de novas marcas e a renovação de modelos já estabelecidos.

A Marcha da Eletrificação e Híbridos

A tendência de veículos eletrificados ganhará ainda mais força. A BYD promete acelerar com o híbrido plug-in Yuan Pro PHEV, visando competir na faixa dos R$ 170 mil, e o Song Pro Flex, com produção nacional. A BMW trará o tecnológico iX3 elétrico, enquanto a Cadillac fará sua estreia no Brasil com os SUVs elétricos de luxo Lyriq e Optiq. A Ford apostará no Territory PHEV, e a Geely, em parceria com a Renault, iniciará a produção nacional do EX5 híbrido plug-in. A Jeep fará um dos lançamentos mais importantes com o Avenger, um SUV de entrada, além de ressuscitar o Cherokee e introduzir versões híbridas leves 48V para Commander e Renegade. A Kia terá o compacto elétrico EV3 e o Stonic atualizado. A Nissan finalmente confirmou o X-Trail com o sistema híbrido e-Power. A Porsche lançará a nova geração do Cayenne, inicialmente apenas em versões elétricas. A Suzuki trará o E-Vitara para se manter no mercado, e a Toyota apresentará a nova geração do RAV4 e seu primeiro elétrico, o bZ4X. A Volvo inova com o EX60 elétrico e estuda o XC70.

A Ascensão das Marcas Chinesas e Novos Nomes

As marcas chinesas continuarão sua ofensiva, algumas com potencial de produção local. A Caoa Changan chega com Avatr 11, CS75 e Uni-T, sendo o CS75 cotado para produção em Anápolis (GO). A Caoa Chery trará o Tiggo 5X reestilizado com conjunto híbrido pleno e o sofisticado Tiggo 9. A GAC terá seu primeiro ano completo com o compacto GS3 a combustão e o híbrido de luxo S9. A Leapmotor expandirá com os elétricos B10 e o espaçoso C16. Uma nova marca, Lepas, deve estrear com os SUVs L4, L6 e L8, compartilhando plataforma com a Chery. A Omoda Jaecoo confirmou Jaecoo 5, Jaecoo 8 e o Omoda 4, este último com alto volume de vendas esperado.

Reforço de Marcas Tradicionais

Marcas tradicionais também trarão importantes renovações. A Audi terá a terceira geração do Q3, com produção local confirmada. A Chevrolet lançará o Sonic, um SUV derivado do Onix, e a versão híbrida plug-in do Captiva chinês. A Citroën aplicará o conjunto híbrido leve T200 em versões mais caras de Basalt e Aircross. A Mercedes-Benz renovará sua família com as novas gerações de GLB e GLC. A Peugeot fará o retorno do belíssimo 3008. A Renault apostará no Koleos, e a Volkswagen terá a nova geração do Tiguan, vindo do México, com motor 1.4 turbo.

O Impacto para o Motorista Brasileiro

Este tsunami de lançamentos em 2026 significa uma ampliação sem precedentes nas opções de SUVs disponíveis para o consumidor brasileiro. Haverá modelos para todos os bolsos e necessidades, desde compactos urbanos até elétricos de luxo e híbridos com foco em economia ou performance. A crescente concorrência promete benefícios como preços mais competitivos, tecnologias avançadas e mais opções de motores e combustíveis. A possibilidade de produção nacional para alguns desses modelos também pode gerar empregos e um maior alinhamento com as preferências locais, tornando o ano de 2026 um marco para o mercado automotivo do país.

52 SUVs em 2026: Lançamentos Confirmados no Brasil
Em 2025, o número de veículos leves novos vendidos no Brasil bateu a marca de 2,5 milhões de unidades. Deste total, quase 1,1 milhão pertencem à categoria de SUVs. Estams falando de 54,9% de todo o mercado de carros de passeio (sem contar os comerciais leves). Para 2026, podemos esperar uma porcentagem ainda maior de emplacamentos no segmento. Afinal, pelo menos 52 SUVs devem ser lançados no nosso país em 2026.
Importante lembrar que, só em janeiro, a Jetour já lançou três SUVs — S06, T1 e T2 —, a Kia trouxe o Sorento de volta ao Brasil e o novo Volkswagen Taos começou a chegar às lojas. Só aí temos cinco novidades. Para os próximos meses, deveremos ter mais 47 lançamentos de pelo menos 28 fabricantes de carros diferentes.
Veja abaixo os SUVs que devem ser lançados no Brasil em 2026:
Audi
Audi Q3
A terceira geração do Q3 será o grande lançamento da marca alemã em 2026, inclusive com produção local na fábrica de São José dos Pinhais (PR) confirmada. Autoesporte já viajou para a Escócia para conhecer o SUV.
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BMW
BMW iX3
O 2026 da BMW também promete ser menos agitado. O principal lançamento é o novo iX3, SUV elétrico que Autoesporte conheceu com exclusividade na Espanha. O carro é tão tecnológico que tem tela de 43 polegadas e até um Heart of Joy — o ‘supercérebro’ que coordena direção, frenagem regenerativa e torque dos dois motores.
BYD
BYD Yuan Pro PHEV
BYD Song Pro Flex
Depois de um 2025 de consolidação no mercado brasileiro, a BYD volta a acelerar com uma série de carros híbridos flex. Começando pelo Song Pro, que atualiza também o visual e terá produção nacional. A maior estrela, porém, será o inédito Yuan Pro PHEV, que promete encarar rivais a combustão na faixa dos R$ 170 mil.
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Cadillac
Cadillac Lyriq
Cadillac Optiq
A Cadillac vai esperar a estreia na Fórmula 1 para também debutar no mercado brasileiro. A marca de luxo da GM terá os SUVs elétricos Lyriq e Optiq à venda por aqui. Os dois SUVs são versões mais refinadas dos Chevrolet Equinox e Blazer. Já testamos os dois modelos: Optiq e Lyriq.
Caoa Changan
Caoa Changan Avatr 11
Caoa Changan CS75
Caoa Changan Uni-T
Changan CS75 deve ser produzido em Anápolis (GO)
Divulgação
Uma das boas novidades do Salão do Automóvel foi a apresentação da Caoa Changan. A aliança entre brasileiros e chineses começa a dar frutos em 2026, com três produtos: Avatr 11, CS75 e Uni-T. Por enquanto, só o primeiro, um crossover de luxo, está com pré-venda aberta. Os demais, SUVs de porte médio e compacto, respectivamente, chegam em um segundo momento, com grande possibilidade de produção nacional em Anápolis (GO).
Caoa Chery
Novo Caoa Chery Tiggo 5X
Caoa Chery Tiggo 9
Caoa Chery Tiggo 5X no Salão do Automóvel
Renato Durães/Autoesporte
Do outro lado da empresa, a Caoa Chery não ficará para trás nos lançamentos. Por enquanto, só o Tiggo 5X reestilizado e com conjunto híbrido pleno (HEV) está confirmado. Mas o Tiggo 9 deve dar as caras como a opção mais sofisticada da marca no Brasil.
Chevrolet
Chevrolet Sonic
Chevrolet Captiva PHEV
Chevrolet Sonic já está pronto e deve chegar no primeiro semestre de 2026
Reprodução
O ano pós-centenário da General Motors no Brasil terá um grande lançamento da marca Chevrolet. É o Sonic, SUV derivado do Onix que chega para concorrer com Volkswagen Tera, Renault Kardian Fiat Pulse e Nissan Kait. Além dele, a versão híbrida plug-in do Captiva chinês dará as caras em nosso mercado para brigar com rivais de BYD, GWM e outras chinesas.
Citroën
Citroën Basalt T200 Hybrid
Citroën Aircross T200 Hybrid
Citroën Basalt terá conjunto híbrido leve em 2026
Renato Durães/Autoesporte
A Citroën será mais uma marca da Stellantis a aplicar o conjunto híbrido leve de 12 volts em seus produtos. Versões mais caras de Basalt e Aircross vão receber o auxílio elétrico que deixa partidas mais suaves e melhora ligeiramente o consumo de combustível. O motor a combustão base para a eletrificação é o conhecido T200, um 1.0 de três cilindros em linha que entrega 130 cv e 20,4 kgfm de torque. O câmbio é sempre automático do tipo CVT.
Ford
Ford Territory PHEV
Ford Territory será híbrido plug-in em 2026
Divulgação/Ford
A Ford prometeu 20 lançamentos até o final de 2027 no Brasil. Alguns já parecem mais claros, mas a grande maioria ainda é mantida em segredo. Para 2026, temos uma boa aposta de SUV: a variante híbrida plug-in do Territory.
GAC
GAC GS3
GAC S9
A GAC terá em 2026 seu primeiro ano completo no Brasil. Com a operação já estruturada, chegam dois SUVs com grande potencial de venda. O compacto GS3 será o primeiro carro só a combustão da chinesa por aqui. Terá no estilo e no preço as maiores armas. Por último, já no segundo semestre, o SUV híbrido S9 estreia como modelo mais luxuoso da GAC.
Geely
Geely EX5 PHEV
Geely EX5 EM-i chega em 2026 com novo visual
André Paixão/Autoesporte
Parceira da Renault no Brasil, a Geely deve iniciar a produção de carros na fábrica de São José dos Pinhais (PR) no fim de 2026 com o EX5 híbrido plug-in. O SUV médio será um rival de peso para BYD Song Pro e Plus, e GWM Haval H6.
Hyundai
Hyundai Ioniq 9
Hyundai Ioniq 9 surgiu pela primeira vez no Brasil no Salão do Automóvel
André Schaun/Autoesporte
Ainda não está certo se a Hyundai terá um novo SUV em 2026. Mas, espera-se que, no topo da gama, a marca coreana bata o martelo para importar o Ioniq 9, um SUV elétrico gigante cheio de estilo. A configuração mais cara tem 435 cv de potência e 71 kgfm de torque.
Jeep
Jeep Avenger
Jeep Cherokee
Jeep Commander T270 Hybrid
Novo Jeep Renegade T270 Hybrid
O lançamento mais importante da Jeep nos últimos dez anos será o Avenger, SUV de entrada que compartilha base e conjunto mecânico com Peugeot 2008 e Citroën Aircross. Além dele, uma série de híbridos: Cherokee, que retorna ao Brasil, além de versões híbridas leves de 48V de Commander e Renegade, este último também acompanhado de um facelift e mudanças no interior.
Kia
Kia Stonic
Kia EV3
Kia EV3 tem porte de Hyundai Creta
Divulgação
No Salão do Automóvel, a Kia prometeu oito lançamentos. Entre eles estão o Sportage e o Sorento, que já estão à venda. Mas, entre os SUVs, ainda podemos esperar o EV3, um SUV compacto elétrico, e o Stonic atualizado.
Leapmotor
Leapmotor B10
Leapmotor C16
A marca chinesa da Leapmotor também fará o primeiro ano cheio de vendas no Brasil. Além de reforçar a atuação com o C10, vai lançar outros dois SUVs: o B10 é elétrico e tem tamanho de um Compass. Já o C16 é bem maior, com possibilidade de levar até seis pessoas.
Lepas
Lepas L4
Lepas L6
Lepas L8
Lepas L4 faz parte do portfólio da marca
Divulgação/Lepas
Autoesporte apurou que mais uma marca vai estrear neste ano: a Lepas. E a sua chegada deve vir acompanhada por três SUVs: L4, L6 e L8, com todos eles compartilhando plataforma com os carros da Chery.
Lynk & Co
Lynk & Co 08
Lynk & Co 08 será apresentado em 2026, mas chega às lojas em 2027
Divulgação
A marca chinesa do grupo Geely será apresentada em 2026. No entanto, é pouco provável que haja algum lançamento ao longo do ano. Autoesporte apurou que o 08, primeiro modelo da marca, deve ficar mesmo para 2027. Trata-se de um SUV híbrido plug-in feito sobre uma evolução da plataforma CMA dos Volvo EX40 e EC40. Na China, a autonomia elétrica é de até 245 km.
Mercedes-Benz
Mercedes-Benz GLC
Mercedes-Benz GLB
Novo Mercedes-Benz GLC traz a nova identidade da marca
Divulgação
A Mercedes vai estrear uma nova família de carros no Brasil. E fará isso com as novas gerações de GLB e GLC, que prometem atualizar a marca e colocar os alemães em melhores condições diante de uma concorrência moderna.
Nissan
Nissan X-Trail
Nissan X-Trail está confirmado para 2026
Jady Peroni/Autoesporte
Após lançar o Kait aos 49 do segundo tempo de 2025, a Nissan terá ao menos um SUV para 2026. Após anos de especulações, a marca japonesa finalmente confirmou a chegada do X-Trail no Brasil. E mais, virá com o não menos esperado sistema híbrido e-Power.
Omoda Jaecoo
Jaecoo 5
Jaecoo 8
Omoda 4
Omoda 4 tem porte de Volkswagen T-Cross
Divulgação
Recentemente, a Omoda Jaecoo confirmou os três lançamentos para o Brasil em 2026. Primeiro, chega o SUV compacto Jaecoo 5, posicionado logo abaixo do Omoda 5. Vai ter duas motorizações e três versões. Bem acima, chega o Jaecoo 8, modelo topo de linha de seis lugares. O lançamento de maior volume, no entanto, é o Omoda 4, um rival do Volkswagen T-Cross que desembarca no último trimestre. Terá motor só a combustão e será o modelo mais vendido da chinesa por aqui.
Peugeot
Peugeot 3008
Peugeot 3008 tem motor 1.6 turbo
Divulgação
O 3008 deve retornar ao Brasil na nova e belíssima geração. Tem interior caprichado, muitos equipamentos e um motor já conhecido do público: 1.6 turbo de 180 cv e câmbio automático. Quando chegar, será importado, o que deve reduzir a competitividade em um segmento duro do mercado.
Porsche
Porsche Cayenne EV
Novo Porsche Cayenne Elétrico tem versões de até 1.100 cv
Divulgação
A nova geração do Cayenne acaba de ser revelada e deve desembarcar no Brasil já em 2026. Por enquanto, terá apenas versões elétricas. Mas a recente desaceleração desse tipo de propulsão na Europa pode fazer com que os alemães tragam variantes híbridas ou apenas a combustão.
Renault
Renault Koleos
Renault Grand Koleos chega no primeiro semestre de 2026
Divulgação
Após o bicampeonato do Carro do Ano com o Boreal, a Renault terá mais um SUV como lançamento em 2026. O SUV médio chegará às lojas no primeiro semestre de 2026, na versão única, Alpine, para ocupar um patamar ainda mais elevado.
Suzuki
Suzuki E-Vitara
Suzuki e-Vitara vai ser salvação da marca no Brasil
Divulgação
Sem o Jimny Sierra, que sai de linha por conta da lei de emissões, a Suzuki vai trazer o Vitara elétrico para não encerrar as operações no Brasil. O modelo vem sendo visto em testes há meses no país. Há duas versões, com 144 cv ou 184 cv e tração 4x2 ou 4x4.
Toyota
Toyota bZ4X
Toyota RAV4
Toyota RAV4 chega ao Brasil em nova geração em 2026
Divulgação/Toyota
Após a destruição da fábrica de motores de Porto Feliz (SP), o lançamento do Yaris Cross aconteceu no apagar das luzes de 2025. Para este novo ano, podemos esperar também a nova geração do RAV4. Além disso, os japoneses também vão lançar seu primeiro carro elétrico em nosso mercado, o SUV bZ4X.
Volkswagen
Volkswagen Tiguan
Tiguan mexicano agora só tem versão de 5 lugares
Divulgação
A nova geração do Tiguan será o grande lançamento da Volkswagen no Brasil em 2026. O SUV chega do México quase completamente renovado em março. O único ponto de contato com a versão anterior é o motor 1.4 turbo de 150 cv presente no modelo feito para a América Latina.
Volvo
Volvo EX60
Volvo XC70
Volvo EX60 será a grande novidade para 2026
Divulgação
Os suecos terão lançamentos relevantes no Brasil em 2026. O SUV médio XC60 terá uma inédita versão elétrica, chamada de EX60. A revelação global será no início do ano, com chegada por aqui nos meses seguintes. Por fim, o SUV chinês XC70 está em estudos como uma opção abaixo do XC90.
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Fonte: Auto Esporte

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VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...Mercado
2 ago 20261 min

VW 1600 TL: Ousadia e a Busca pelo Carro da Família...

O Legado Ousado do VW 1600 TL O Volkswagen 1600 TL, especialmente em sua versão de 4 portas, representou uma das mais audaciosas apostas da marca alemã no mercado brasileiro durante a primeira fase de sua atuação no país. Lançado no final dos anos 60, em um período de efervescência para a indústria automotiva nacional, o TL (Touring Luxury) surgiu com a ambiciosa proposta de ser o carro definitivo para a família brasileira, combinando atributos estéticos inovadores com uma praticidade sem precedentes para os padrões da época. Seu design fastback, uma ruptura com as linhas mais conservadoras dos modelos Volkswagen então vigentes, buscava seduzir um público que procurava mais do que a robustez e a economia do Fusca, almejando um veículo com maior requinte e espaço. Design e Proposta Inovadora A estética do 1600 TL era, de fato, o seu grande diferencial. Com uma traseira "corta-vento" que lhe conferia um visual moderno e aerodinâmico, o modelo rompia com a monotonia do segmento. A versão 4 portas, em particular, sublinhava sua vocação familiar, oferecendo acessibilidade e conforto para todos os passageiros. Internamente, o carro prometia um nível de acabamento superior e um aproveitamento de espaço inteligente, com soluções que visavam otimizar a experiência a bordo. Sua plataforma, compartilhada com o Variant e o Karmann Ghia TC, evidenciava a estratégia da VW de diversificar sua linha de produtos com base em componentes já existentes, mas com roupagens completamente novas. Versatilidade para a Família Brasileira Para os motoristas brasileiros da época, o 1600 TL oferecia uma combinação tentadora de características. O amplo porta-malas, somado ao espaço interno generoso para quatro ou cinco ocupantes, o tornava ideal para viagens longas ou para o dia a dia da família. A dirigibilidade era outro ponto forte, com uma suspensão robusta e um motor boxer refrigerado a ar de 1.6 litro, que entregava desempenho adequado para as estradas e cidades do Brasil. Essa proposta de veículo versátil e espaçoso visava atender diretamente às necessidades do consumidor que crescia em poder aquisitivo e buscava um carro que pudesse servir a múltiplos propósitos, desde o lazer até o uso profissional. Desafios e Percepção no Mercado Apesar de todas as inovações, o VW 1600 TL enfrentou desafios significativos em sua jornada para conquistar o coração do motorista brasileiro. A recepção inicial do design foi polarizada; enquanto alguns o consideravam vanguardista, outros o viam como controverso, inclusive sendo apelidado de "Zé do Caixão" devido à sua traseira alongada e formato peculiar. A Volkswagen do Brasil, acostumada ao sucesso estrondoso do Fusca, precisou trabalhar arduamente para posicionar o TL em um segmento mais sofisticado, onde a concorrência de outros fabricantes também era acirrada. Motorização e Desempenho O motor 1.6 boxer, embora confiável e de manutenção relativamente simples, não era percebido como um diferencial de alta performance, especialmente quando comparado a alguns concorrentes. No entanto, sua durabilidade e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen eram pontos positivos inegáveis para o consumidor brasileiro, que valorizava a tranquilidade e a longevidade do investimento. O consumo de combustível, embora não fosse o mais baixo do mercado, era aceitável para um carro de seu porte e potência, tornando-o uma opção equilibrada para o uso cotidiano. O Impacto Duradouro na Cultura Automotiva Embora não tenha se tornado o "carro definitivo da família" na magnitude do Fusca, o VW 1600 TL deixou uma marca indelével na história automotiva brasileira. Ele representou um esforço genuíno da Volkswagen em expandir seus horizontes e oferecer uma alternativa mais sofisticada e estilosa. Hoje, o 1600 TL é um clássico cult, valorizado por colecionadores e entusiastas que reconhecem sua originalidade e a ousadia de seu projeto. Sua existência é um testemunho da capacidade da indústria brasileira de produzir veículos com personalidade e de uma época em que o design e a funcionalidade se encontravam em busca do ideal de mobilidade familiar.

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O Cenário Global e a Realidade Brasileira da Eletrificação As vendas de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) apresentam um contraste marcante entre o cenário global e o brasileiro em 2026. Enquanto o mundo registra uma desaceleração, o Brasil experimenta um crescimento exponencial, levantando questões sobre a singularidade do nosso mercado. A nível global, houve uma queda de 11% nas vendas no primeiro semestre, impulsionada pelo fim ou redução de políticas públicas de incentivo, que sustentaram o crescimento por quase uma década. Além disso, conflitos comerciais, como as taxas de importação elevadas dos EUA sobre veículos chineses e os ajustes tarifários na União Europeia, contribuíram para a alteração na geografia das vendas. A própria China, que já foi motor do crescimento, anulou isenções tributárias e proibiu a guerra de preços interna, resultando em aumento de custos e, consequentemente, queda nas vendas. Este cenário indica o fim de uma era de incentivos e o início de um período onde a competitividade do produto é primordial. O Boom no Brasil e Seus Motivos Em contrapartida, o mercado brasileiro de eletrificados floresceu, registrando um crescimento impressionante de 147,5% no primeiro semestre de 2026, com carros elétricos e híbridos somando mais de 215 mil unidades vendidas. O Brasil se beneficia por estar alguns anos atrasado em relação a mercados mais maduros, aprendendo com os acertos e erros alheios. Curiosamente, nosso país nunca teve um programa nacional de incentivo comparável aos grandes mercados, mas mesmo assim, os eletrificados representam cerca de 18% do mercado de leves e quase 60% do crescimento absoluto do setor. Fatores-Chave do Crescimento Nacional O sucesso dos veículos eletrificados no Brasil pode ser atribuído a uma combinação de fatores atrativos para o consumidor. Competitividade e Escolha do Consumidor Motoristas brasileiros estão adotando a eletrificação por encontrarem uma vasta diversidade de produtos com alta competitividade, tecnologia embarcada avançada, garantias estendidas, a promessa de um custo operacional mais baixo e, notavelmente, uma agressiva guerra de preços entre as montadoras. A desaceleração do mercado chinês também desempenha um papel, incentivando a exportação de veículos para mercados em crescimento como o Brasil, aumentando a oferta e a concorrência. A Importância da Diversidade Energética O Brasil está construindo sua própria transição energética, com uma abordagem "eclética e regionalizada". Em vez de focar exclusivamente em elétricos puros, o país valoriza uma gama de tecnologias que se alinham melhor com sua realidade e matriz energética. Isso inclui etanol, combustíveis flex, híbridos leves, híbridos flex, híbridos plug-in, elétricos puros, biocombustíveis e biogases. A capacidade tecnológica nacional, as inovações próprias e uma indústria com boa escala permitem ao Brasil se destacar na América do Sul, com um mercado em crescimento e potencial para escalar essas tecnologias regionalmente. Perspectivas para o Motorista Brasileiro A desaceleração global não sinaliza um fracasso dos eletrificados, mas sim a necessidade de uma base sustentável sem incentivos maciços. O Brasil emerge como um exemplo notável, crescendo impulsionado pela competição, tecnologia de ponta a custos acessíveis, a riqueza de seus biocombustíveis e biogases, e, acima de tudo, pela liberdade de escolha do consumidor. Para o motorista brasileiro, isso significa um futuro com mais opções de veículos eficientes e tecnológicos, adaptados às particularidades do país, embora a ausência de uma política de longo prazo estruturada ainda seja um desafio a ser superado para defender os interesses nacionais.

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Fonte: Auto Esporte

CEO Mercedes: 'Fomos longe demais' sem botões em carrosTecnologia
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A Reflexão da Mercedes-Benz: O Retorno dos Botões Físicos? A indústria automotiva tem passado por uma revolução digital, com a remoção progressiva de botões e comandos manuais em favor de telas sensíveis ao toque e interfaces digitais. No entanto, o CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, surpreendeu ao admitir que a empresa – e a indústria como um todo – pode ter "ido longe demais" nessa busca pela minimalismo digital. Essa declaração acende um debate crucial sobre a usabilidade, segurança e a experiência do motorista moderno, ressoando especialmente no cenário automotivo brasileiro. O Reconhecimento da Mercedes-Benz e Seus Desafios Källenius, em um raro momento de autocrítica de um líder de uma montadora premium, indicou que a obsessão por remover cada botão físico em prol de superfícies lisas e telas gigantes pode ter tido efeitos adversos. A prioridade de uma experiência visualmente limpa e futurista muitas vezes colidiu com a praticidade e a intuitividade necessárias durante a condução. Para motoristas brasileiros, acostumados com realidades de trânsito variadas e por vezes desafiadoras, a necessidade de acesso rápido e sem desvios visuais a funções essenciais como climatização, volume ou ajuste de espelhos é fundamental. A distração causada pela navegação em menus digitais complexos para tarefas simples pode comprometer a segurança, um ponto que a Mercedes, conhecida por sua engenharia de segurança, não pode ignorar. O Equilíbrio entre Tecnologia e Usabilidade A admissão de Källenius não significa um abandono completo da tecnologia touchscreen, mas sim uma busca por um equilíbrio mais sensato. A tendência de eletrificação e digitalização dos veículos é irreversível, mas a forma como essa tecnologia é implementada está sob revisão. A questão central passa a ser: como integrar avanços tecnológicos sem sacrificar a funcionalidade básica e a segurança? Segurança e Intuitividade no Centro do Design A ergonomia e a segurança devem ser os pilares do design de interiores automotivos. Comandos físicos, por sua natureza tátil, permitem que o motorista ajuste configurações sem tirar os olhos da estrada. Isso é especialmente crítico em situações de emergência ou em ambientes urbanos densos. A indústria, ao invés de meramente substituir, precisa integrar as novas tecnologias de forma que complementem, e não compliquem, a interação humana com o veículo. A voz e o feedback tátil (háptico) são alternativas promissoras que podem reduzir a dependência exclusiva de toques na tela, oferecendo uma experiência mais natural e segura. Impacto para o Motorista Brasileiro e o Futuro Para o mercado brasileiro, a discussão é extremamente relevante. A durabilidade e a praticidade são fatores importantes na decisão de compra. Um interior excessivamente dependente de telas pode gerar preocupações com custos de manutenção a longo prazo, riscos de falha eletrônica e até mesmo a adaptação de diferentes gerações de motoristas, que podem ter diferentes níveis de familiaridade com interfaces digitais complexas. A Visão do Futuro da Indústria Automotiva A fala do CEO da Mercedes-Benz sinaliza uma possível mudança de paradigma, onde a sofisticação tecnológica será medida não apenas pela quantidade de telas, mas pela inteligência com que a interface é projetada para o uso humano. Espera-se que futuros modelos, inclusive os que chegarão ao Brasil, apresentem uma curadoria mais cuidadosa das funções que merecem um botão físico, aquelas que se beneficiam de um comando de voz, e as que realmente se encaixam em uma interface digital. O objetivo final é aprimorar a experiência de condução, tornando-la mais segura, intuitiva e agradável. A tendência digital continua, mas agora com um olhar mais crítico e centrado no motorista.

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Fonte: Quatro Rodas

Onix Plus Premier 2026: Comprar ou Pensar? Análise CompletaMercado
1 ago 202611 min

Onix Plus Premier 2026: Comprar ou Pensar? Análise Completa

Análise Detalhada: Onix Plus Premier em Foco O Chevrolet Onix Plus Premier (R$ 125.290), sedã compacto topo de linha, busca relevância no mercado brasileiro. Apesar de prometer conectividade e equipamentos, a correia banhada a óleo gera ressalvas. Este resumo aborda os pontos positivos e negativos para auxiliar o consumidor na decisão de compra, conforme avaliação aprofundada. Pontos Fortes: Conectividade e Economia Tecnologia e Conforto a Bordo A conectividade é um destaque. A central multimídia MyLink de 11 polegadas oferece interface intuitiva e wireless para Android Auto/Apple CarPlay. O quadro de instrumentos digital (8 polegadas), conexão simultânea de dois celulares e Wi-Fi a bordo (OnStar) reforçam a experiência digital. O conforto vem de bancos ergonômicos em couro, ajustes completos na direção e cinto, bom espaço interno (2,60 m de entre-eixos) e porta-malas de 500 litros. Itens como ar-condicionado digital, chave presencial e assistente de estacionamento automático agregam praticidade. Baixo Custo de Manutenção e Consumo A economia pós-venda é um trunfo. O Onix Plus registra os menores custos de revisão e seguro da categoria, com valores bem abaixo dos rivais diretos. Em consumo, o motor 1.0 turbo automático impressiona: 8,5 km/l cidade/11,2 km/l estrada (etanol) e 12,2 km/l cidade/16 km/l estrada (gasolina), superando a concorrência e confirmando sua eficiência energética. Pontos Fracos: Desvalorização e Lacunas Desvalorização Alta e Suspensão Rígida A desvalorização é um ponto crítico: 26,8% em um ano, o maior entre veículos a combustão até R$ 150 mil, impactando a revenda. A suspensão rígida, exacerbada por pneus de alta calibração, compromete o conforto, especialmente para os passageiros traseiros em vias irregulares, aspecto relevante para o Brasil. Limitações do Motor e Falta de Segurança Avançada O motor 1.0 turbo flex, com injeção multiponto e 115 cv/16,8 kgfm, fica abaixo dos rivais (injeção direta, mais torque), resultando em retomadas mais lentas. A correia banhada a óleo, embora atualizada, exige manutenção específica e rigorosa. Em segurança, apesar dos seis airbags e alerta de ponto cego, faltam itens ADAS avançados (frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa), presentes em concorrentes na mesma faixa de preço, representando uma defasagem. Veredito para o Consumidor O Chevrolet Onix Plus Premier oferece forte conectividade e economia de uso, mas exige que o comprador pondere a alta desvalorização, o conforto da suspensão e a ausência de tecnologias de segurança ativa avançadas. É uma opção para quem prioriza tecnologia e baixo custo operacional, estando ciente de suas limitações.

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Fonte: Auto Esporte